sábado, 7 de julho de 2012

Poente & Nascente.

[Não, não errei as previsões feitas nesta postagem e a semana não foi fácil, foi sim muito saborosa, e como não ser? Apesar de cansativa, e por isso mesmo "entra para a história desta vida", como uma grandiosa semana].

As coisas não vinham lá muito bem, mas, para aguentar o ritmo e as responsabilidades, me obriguei a não parar. Vocês devem saber: às vezes não podemos simplesmente manobrar e estacionar. E me obriguei a seguir ritmos fortes, quiçá pesados, de idas e vindas, de noites em claro, de bunda na cadeira etc. Tudo para não parar; muito para não parar para pensar e, por consequência, estacionar.
Prazos foram sendo dados, alterados e remarcados: a entrega do último trabalho, a vinda para São Paulo, o show do Jair Naves, o fim do Congresso, o fim da Libertadores, o final de semana posterior ao Congresso e ao fim da Libertadores...
Neste meio tempo, tanta coisa, tanta gente, tanto Corintias, tanto eu, que ainda não havia parado, pois às vezes, sou realmente difícil de parar.
Um reencontro - levemente informal, mas repleto de cuidados - grandes festas, grandes conversas, grandes celebrações, algumas mensagens, alguns emeious, algumas trocas. Tudo da forma como deve ser.
Então, chegou o dia de começar a manobrar a alma para dar uma estacionada na vaga justa que é este viver. Talvez, considerei ao acordar e permanecer na cama hoje, fosse preciso encarar o por do sol para conseguir alcançar o nascente da manhã seguinte, e conseguir uma boa vaga - talvez menos justa - para o passado recente e o futuro próximo.
De fato, é isso. Um sol já se pôs, faz tempo, e de forma consideravelmente trágica e dolorida, existem outros por nascer, por fazer nascer; alguns até já mostraram as caras neste espaço de tempo e de vivências. E eu tenho gostado dos que tem nascido. 
Apesar dos pesares e das tragicidades pelo caminho, eu gosto das coisas que tenho vivido nas últimas semanas. E não me sinto mais um criminoso; ouso dizer que, por vezes, sinto-me jovem.
Pois o sol que se põem na PUC, é o mesmo sol que nasce na Sé, mas, Heraclitanamente, o idiota que se põem a observá-lo, nunca é o mesmo. 
E há sabor em estacionar e perceber isto.




 

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