quinta-feira, 26 de julho de 2012

Fragmento - I.

Continuação ilógica e nada retilínea e sem qualquer relação de "Fragmento".

-E ai cara.
-E ai, tudo bem?
-De boa, e você?
-Tranquilo.
-Noite fria.
-Bastante. Mas que que você faz por aqui, neste metrô?
-Esperando uma amiga, e você?
-Ah, nada de mais.
-Sempre fazendo isso hein?
-É. Ah, de certa forma.
-Tá podendo conversar?
-Tô sim, e você?
-Sim. Até a hora que a menina chegar, sim.
-Legal.
-Ai quando ela chegar simplesmente fecho e vou.
-Tranquilo.
-Cheguei cedo cara.
-Sério?
-É.
-Tipo, quanto?
-Tipo meia hora, e ainda tenha certeza que ela vai atrasar.
-Ai fica difícil, hein? Atraso sobre atraso.
-É, meia hora pode virar uma hora.
-Mas como que você chegou antes da hora?
-São Paulo é aquela topeira manca né?
-É, já te ouvi falando isso.
-Ai a gente nunca sabe se o ônibus vai demorar, se vai estar aquele trânsito, se um acidente, uma blitz, uma pane no metrô ou o que for vai causar atraso.
-É, volta e meia tem alguma coisa que trava.
-A chance de acontecer algo é sempre grande.
-Também, é proporcional ao tamanho da cidade.
-Que é gigante.
(...)


Um comentário:

Ana Luiza disse...

muito bom...

um abraço,
Ana