terça-feira, 31 de julho de 2012

Foco.

Lembro-me de um daqueles grandes professores que temos na vida, que nos dão aulas em períodos letivos, em intervalos, em encontros pelas ruas etc. 
Talvez a última vez que o vi foi em 2007, num fim de tarde ruim em que eu descia a Consolação rumo ao cursinho, era Junho e eu carregava pesos nos ombros. Descia a famosa rua tirando fotos de detalhes que me soavam interessantes, e o encontrei fazendo o mesmo.
Embora sempre um cara fantástico, tinha um problema enquanto professor: se dispersava muito, fugia dos temas e conceitos que estava nos ensinando e caia em discussões igualmente interessantes e valiosas. Sempre entendi as dispersadas dele.
Volta e meia ele percebia que havia perdido "o fio da meada", olhava para o chão, esticava as duas mãos ao lado do rosto e gritava: "foco, foco, foco".
De certa forma, é o que estou começando a fazer agora.

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