domingo, 8 de julho de 2012

Em São Paulo III: Linhas Férreas.

Estação Vila das Belezas/Estação Santo Amaro/Estação Pinheiros/Estação República/Estação Carrão/Estação Barra Funda.
 

O trilho sentido Osasco está interditado neste trecho, a manutenção que é feita nele me causa receio de embarcar no vagão que virá em breve, e que, segundo o funcionário da CPTM, causará um atraso de mais de meia hora (comprovado, experimentado e atrasado: foram 40 minutos).
Na plataforma de embarque, lotada em razão dos atrasos, um rapaz com conjuntivite traja jaqueta azul e preta do Chelsea.
Paralelo às linhas férreas, uma ciclovia foi construída recentemente, nela, passou um grupo de três jovens pedalando, um deles gritou: "bike é bem melhor hein?", e riu. Na plataforma ninguém riu.
Duas moças não são nada parecidas, mas por usarem excessos semelhantes de maquiagem rosa se tornam semelhantes.


Chiclete sortido dois sabores e Tic Tac laranja e canela é um real cada, só um real.
Um casal vestindo bonés brancos e amarelos com o nome de uma marca de cerveja barata troca efusivos beijos apoiados numa das portas. O boné da moça caiu, e ela nem ligou.
A quantidade de escadas para se chegar às plataformas da Estação Pinheiros é proporcional à necessidade de segurança da Área 51. Parece.
Na Estação República o relógio do sentido Corinthians/Itaquera marcava 16h45min, e o do sentido Palmeiras/Itaquera marcava 16h32min.


O metrô de São Paulo - e amplio a reflexão para toda a malha ferroviária paulistana - me soa como uma topeira manca, gerida e mantida por topeiras gordas e despreocupadas com aqueles que se valem deste meio de transporte.
Mas, reitero, apenas "me soa" assim.

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