terça-feira, 17 de julho de 2012

Corrida.

Nesta "corrida rumo ao TCC", que venho vivendo e me impondo viver há alguns meses, já tive dias em que desejei ser exilado do todo, assim como já houve dias em que me senti uma mexerica esturricada em fim de tarde. São dias e dias, e talvez este seja o primeiro dia em que escrevo algo sobre de forma mais 'empolgada' - talvez por ter entendido a que raios estou, de fato, me dedicando.
Está sendo um processo difícil, nalguns períodos é até sofrível; e nada disso por pressão de orientador, medo de jubilar ou coisa do gênero. Se por vezes é sôfrego, é em razão das minhas exigências para comigo, do meu respeito, trato e carinhos com o tema do Trabalho, do que quero fazer e da eterna sensação de que "tocar neste assunto não é exagero, cabe mais um subtítulo neste parágrafo, é só ler tais autores".
Entre rolês diversos, escritos, idas a jogos, festas, leituras, pausas e cafés [muitos cafés] estou vivendo este mês de Julho. Estou fracassando com os planos previamente traçados de passar o mês enclausurado dentro de uma casa, fazendo apenas o tal do TCC. Mas está bom assim.
Aliás, está sendo o justo e o necessário.
E ai, no meio do fluxo de dois dias seguidos com a fuça enfiada na tela e no teclado do computador, saí de casa em São Paulo no horário de pico - deve ter umas setenta pessoas neste microonibus/lotação cuja capacidade é para trinta e oito. O rumo é "o meu canto, no meu paraíso", é Julho, é Férias, não poderia fazer diferente.
Não se trata de uma bonificação por - até a próxima crise de exigência - ter encerrado o primeiro capítulo. 
Trata-se, pura e simplesmente, do fato que, sem o amor da família, o carinho dos amigos, o alento dos dias de jogos do Corintias, o sabor dos dias saborosos etc, não há como existir estrutura humana para criar uma estrutura científica.

Ps: e na mochila roupas de frio, livros e lequitoque: o estudo me empolga, e não posso pará-lo.
Ps1: ninguém quer sentar ao lado de um cara escrevendo em caderninho de bolso.


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