sexta-feira, 13 de julho de 2012

Breve relato.

"Ai eu desci na casa dele ainda no dia de domingo e falei: "qualé que é? Cê não vai pagar o serviço que eu fiz nas roda do teu carro não?", ele disse que ia mas só na segunda, falou pra eu voltar lá segunda. Eu fui, de boa. Ai ele falou que era feriado, que nem tinha lembrado e que não tinha trombado o patrão pra pegar o dinheiro, falei pra ele: "fica esperto, não folga comigo que eu venho aqui e ranco essas porras dessas rodas". Falou que ele não podia fazer nada, que tava sem o dinheiro, que era pra eu colar na casa dele na hora do almoço na terça que nóis acertava. Cheguei lá meio dia, não tinha ninguém, nem o carro tava lá. Agora tô aqui, gastando trinta minutos no teu bar na frente desse ponto de ônibus antes de ir lá pegar esse filho da puta. E se ele tiver colocado o carro pra dentro e não quiser me pagar eu pulo o portão e arranco as rodas mesmo assim. [pausa]. Aliás, eu vou é matar aquele filho da puta. E como eu já tô loco com essa cachaça eu vou matar o primeiro ser humano que eu vê na minha frente".

Como eu sou um ser humano, e estava na frente dele, julguei por bem embarcar no ônibus que vinha se aproximando da calçada, do ponto de ônibus e do bar.


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