sábado, 28 de julho de 2012

Até logo.

Passei um mês em São Paulo, sem tirar nem por: cheguei em um sábado e parto noutro sábado, precisamente quatro semanas depois. Embora não tenha cumprido com a meta para este mês, foi um período vitorioso, nos mais variados e amplos sentidos que pode ter tal termo. 
Cheguei para o encontro de Antropologia, que, realmente, engrandeceu bastante meus planos para o futuro, ao me encher de dúvidas - novas e velhas - quanto a estes próprios planos: o que cansa a cabeça deste que aqui escreve é o excesso de possibilidades para os próximos passos, assumo.
Quando cheguei em São Paulo muitas piadas eram ainda válidas e repetidas, estas piadas se foram por terra em uma gloriosa noite de vitória. Uma gloriosa noite de quarta feira, eternizada neste coração e nesta memória - e nesta cidade.
Também neste mês matei as saudades de uma das mais dolorosas ausências no dia a dia interiorano que levo: a falta do cotidiano de jogos do Corinthians. À exceção da disputadíssima final da Libertadores, neste período em que estive aqui, fui em todos os jogos ocorridos no Pacaembu. Me senti perto do Corinthians, não só por estas partidas, mas por ter ido ao memorial novamente, por ter, enfim, conhecido as obras do Nosso Estádio em Itaquera etc.
Os dias passados na casa da vó merecem um parágrafo composto de uma frase apenas e sem vírgula alguma por serem-me tão vitais quanto o ritmo com que se lê um parágrafo de frase unica e sem vírgula alguma.
Volto para minha casa (que é diferente de "meu lar") também com um sentimento jovial que há tempos eu não sentia, fruto das perambulações, em tardes, noites e amanheceres por esta cidade em que cresci e em que, de fato, não tenho planos de voltar a viver tão cedo.
Enfim, foi um grande mês, de grandes sabores, grandes vivências - muitas delas devidamente registradas neste blogue - e nada mais digno do que, antes mesmo de arrumar minha mochila para a viagem de volta, sair para dar uma volta de metrô, ônibus e a pé para me despedir da camada de fumaça que há entre o céu e a terra por aqui.
Uma despedida singela, que deveria ser uma grande despedida, até por que (como me lembrou um irmão) estou me despedindo das férias, e não sei quando as terei novamente.


Pode vir, bater de frente, prosseguimento da vida: esse peito aqui aguenta. 




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