segunda-feira, 11 de junho de 2012

Gravidade.

No dicionário Michaelis:
gra.vi.da.de
sf (lat gravitate) 1 Qualidade de grave. 2 Astronáut Efeito, na superfície de um corpo celeste, de sua gravitação e da força centrífuga produzida por sua rotação. 3 Fís Força de atração da massa terrestre; força atrativa que solicita para o centro da Terra todos os corpos (...).


Na primeira definição do termo, me atrevo a pensar o "grave" sob duas perspectivas: a musical e a adjetiva. Na musical, sorrio, por ter encontrado na afinação em Fá do violão uma forma de tocar que combina melhor com uma forma de cantar que agrada, tanto às minhas cordas vocais quanto a meus tímpanos. Acho bonito o grave, estilo Bill Callahan. 



Enquanto adjetivo, grave é comumente pejorativo. "Acidente grave", "situação grave", "devido à gravidade da situação" etc. É sinônimo de seriedade, talvez seriedade caminhando para as últimas e péssimas conseqüências. 
Grave, como diriam os Super Fofos: "isso é sério".


Não entendo muito sobre a segunda definição, apenas recordo-me das imagens criadas nesta cabeça criativa a partir do Major Tom, cuja nave espacial parece saber o caminho a seguir
Por vezes fechei os olhos - deitado nalgum colchão - e me imaginei com o corpo solto, deixando que este flutuasse em um caminho muito peculiar:


Na terceira definição de gravidade, acho curioso pensar a "força atrativa que solicita para o centro da Terra todos os corpos". Aquela força que nos mantêm no colchão, que nos mantém em pé e andando.
Por vezes a força que - metaforicamente - nos mantém inertes, esperando o que virá, o que vai virar. Uma força que nós imprimimos a nós mesmos, em um posicionamento de espectador calado, de platéia de si mesmo. Tal qual Zeca Pagodinho, "deixa a vida me levar":


Entregar-se às forças de gravidade, sejam as do colchão, sejam as celestiais, sejam as cotidianas, soa-me como sendo uma imposição grave; talvez seja melhor tentar tomar algumas rédeas da vida, e cantar sozinho outra canção em Fá. 
Ou mesmo, encerrando esse monólogo com Colligere, creio que valer-se de todas as gravidades (seja o tom grave e pesado dos nossos dias, seja aquilo que nos atrai rumo ao centro da terra) com cautela seja o ideal: talvez fosse melhor estar sempre com os pés no chão:


Sei lá por quais razões o blogspot não está deixando o texto branco, o jeito, então, foi enfiar esse fundo preto em todos os parágrafos.

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