quinta-feira, 31 de maio de 2012

"Silenciosa".

1h38min.

Até um tempo atrás (não sei, talvez duas semanas) eu previa uma noite de festa: tomaria banho, colocaria a melhor roupa e até arrumaria a casa. Nos mínimos detalhes.
Sabe como é: lemos Marx, criticamos Marx, criticamos deus e o mundo, mas colocamos o calendário Grego Romano debaixo do braço, dentro dos peitos. Enfim; seria uma noite de festa.
Mas não. 
Não foi noite de ouvir o CD que fala sobre |n|ó|s|.
Acabou se tornando uma noite "Silenciosa".

Nos vídeos do Jair Naves referentes à uma das participações dele no "Estúdio Show Livre", há a seguinte descrição: "os dolorosos ritos de passagem na vida de uma pessoa, amor, entre outros temas". 
Uma festa, alegre e bem animada, com serpentinas e pessoas vestindo tiaras de pompons, pode representar um rito de passagem, não 'doloroso', como discriminado acima.
Assim como um funeral, um enterro, uma cerimônia de lançamento de cinzas ao mar, também fazem parte dos ritos a que estamos sujeitos nesta nossa vida cotidiana (burguesa, ocidental).

Deveria ter sido madrugada de rito de passagem dos mais bonitos (quiçá com 'queijos e suco de uva', na impossibilidade do vinho), mas se tornou uma noite, "Silenciosa", sem cores ou sons (se quer tive coragem de ouvir a música enquanto escrevia); rito de passagem dos mais dolorosos.

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