sexta-feira, 18 de maio de 2012

A questão biblioteca.

Mais uma vez, agora numa tarde de sexta feira, optei por sair da biblioteca e vir tentar estudar em casa. Aqui o violão, os discos, as tintas, as tábuas de madeiras e os colchões são mais convidativos de minhas atenções do que qualquer estudo, por isso mesmo tenho optado pela biblioteca: é um espaço que, com suas mesas quadradas e beges acompanhadas de silêncio, faz com que eu consiga focar os olhos e a cabeça em um só plano: daquilo que tenho que ler e/ou escrever (com um pulinho e outro no feicebuque).
Agora, por que, mais uma vez, abandonei as mesinhas e o silêncio da biblioteca para fazer minha atenção acadêmica ser disputada com minhas criatividades artísticas? Pois até há mesinhas na biblioteca, agora silêncio, não há mais.

Este ano comecei a frequentar quase diariamente este espaço da faculdade, por um tempo - de forma empiricamente segregacionista - culpava @s alun@s dos cursos de saúde pelo barulho, porém, nos últimos dias abdiquei desta política de exclusão, e constato: a quizumba parte de alunos dos mais diversos cursos deste campus.
Fazendo um paralelo com outro problema oriundo das faltas de respeito entre colegas na universidade, recordo-me da discussão sobre a fila para compra de tickets do Restaurante Universitário. Suspendi meu juízo sobre o ato de "furar a fila", neste caso, ser uma falta, um desrespeito, ou um algo errado. Talvez seja uma prática meramente comum - coço os dedos para escrever "cultural" - neste espaço, visto que são Revolucionários, Reaças, Fisioterapeutas, Filósofos, Internacionalistas, Arquivologistas, Corinthianos, porcos ETC que não entram na fila para a compra do ticket, mas sim pedem a algum amigo, em posição mais privilegiada na mesma, para comprar o seu, e outro, e o do Miltinho, e o do Fulano e o do Ciclano etc.
É algo compartilhado pelos mais variados sujeitos do cotidiano de nossa universidade.

Retornando à biblioteca, como exigir - sim, exigir! - que se respeite algo tão básico como "fazer silêncio neste espaço"? A técnica de emitir gases ao lado dos quizumbeiros surte efeito momentâneo apenas, e não traz ao ambiente o silêncio que deveria ser sua prerrogativa lógica, é mera resposta em uma disputa de "desrespeito x desrespeido".
O que fazer? Quando há na universidade diversos espaços para as mais distintas sociabilidades que tem de haver neste meio, mas um deles - também importantíssimo para que possamos escrever "estudante" no campo "profissão" dos formulários - não é respeitado?

2 comentários:

Márcio Araújo disse...

Comece escrevendo Porcos com letra maiúscula.

Gabriel Coiso disse...

Desnecessário para a problemática em questão.