segunda-feira, 7 de maio de 2012

Pau no que tô fazendo.

Interrompo o segundo prato de Macarrão com Calabresa [uma santidade que deve ser referida com letras maiúsculas], após observar as páginas abertas em meu navegador e pensar a frase que dá título à esta postagem.
Não é de hoje tenho sentido "vontade de vida". Sem complicações nem nada, simples. Simples até de mais, pode até ser enredo para comercial de margarina ou coisa do gênero. No início do ano tomei decisões que, como 90% das decisões que tomo vinham acompanhadas de "frases de efeito", a que foi dita do início de Janeiro até algumas semanas atrás era: "trancar o artista no corpo do acadêmico", tratando o fazer artístico e o fazer acadêmico como antíteses inconversáveis em momentos parelhos.
Em suma: ou uma coisa, ou outra. A necessidade de fazer o TerCC (que nem é tão cabuloso assim) fez-me crer que seria necessário o cárcere e coisas do gênero e foco único nas leituras, escritas, releituras, reescritas e conversas conceituais etc.
Não funciono assim, eu sei. Mudar o que deve passar neste 'eu peneira' não é tão simples assim, e eu nem quero. Tanto que, meses tentando trancar os ímpetos artísticos em nome das obrigações acadêmicas fizeram-me cair na falácia de uma tríade que conheço tão bem: estar entre o que quero fazer, o que devo fazer e o que tenho vontade de fazer.
No centro do triângulo, a improdutividade extrema, e todo tipo de falta de criatividade ou mesmo vontade.
Entre as garfadas do Santíssimo Macarrão, recordei-me de uma clássica frase que já vi escrita em banheiros de diferentes lugares: "escrevi e sai correndo, pau no cu de quem tá lendo".
E é então que afirmei a mim e torno público aqui neste meu espaço: pau no que tô fazendo; lenha em tudo: fogueiras, fogões, armadilhas e canhões, só assim terei e serei vida.
"Se toda ideia responde a uma vontade de viver, por que não viver?" Colligere - Crítica.

"Subindo".

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