terça-feira, 22 de maio de 2012

O nome "Zababô Zebrinha".

Sábado, voltando para casa após os shows da Furada Cultural, parei para dialogar com dois jovens sentados em um canteiro de pseudo pracinha. Enquanto dialogávamos, um homem estacionou uma blazer preta próximo de nós, desceu desta conduzindo um belo golden retriever amarelo escuro. Se aproximou e entrou no assunto da roda.
De repente o assunto mudou, em razão dos "shows" ocorridos a pouco, o homem perguntou algo sobre o Lobão, perguntou se eu gostava de Charlie Brown e disse ser amigo do Chorão, então, lhe disse: "apresenta minha banda pro Chorão", "e por que eu falaria da tua banda pra ele?", respondi, respondeu etc. Até que perguntou qual som fazia a minha banda, disse que "músicas nossas", uma cara de espanto dele e outra pergunta: "não tocam músicas de outras bandas?", "não", "é, ai fica difícil ir pra frente".
Perguntou se eu conhecia uma banda chamada "Rockover Brasil", disse que não, e perguntou o nome da minha banda: "Zababô Zebrinha". "Como?", "Zababô Zebrinha, esse aqui" e lhe entreguei um panfleto da já passada 8ª Noite Fora do Eixo de Marília, indicando o nome da banda.
O homem balançou a cabeça para os lados, olhando para o chão - e, consequentemente, para o cachorro que arfava - falou: "muda esse nome, é ruim. Além de ser esquisito, nada com Zebra vai pra frente". Sorri, e disse que consideraria seus apontamentos - mentira! como considerar os apontamentos sobre música de alguém que desmerece o "som próprio"? - e fui andando atrás do pessoal que havia seguido adiante no rumo de casa.

Domingo a noite, já ia me entregar à cama quando a Mariângela me chamou para conversar virtualmente, queria me contar como fora entregar o CD "Primeiros Deboches" para o Paulo Miklos, do Titãs. Conversamos brevemente, na segunda feira, logo pela manhã, vi a foto dele com o CD e agora a pouco, na noite da terça feira, ela me contou em detalhes sobre a entrega do mesmo.
Ela conversava com o Titanico sobre outro assunto, e ele perguntou o que era o envelope que ela segurava, disse, então, se tratar do CD da banda de uns amigos, e que era para entregar a ele. Pegou o envelope feito à mão, perguntou sobre ser artesanal, feitos um a um, comentou que o nome era muito bacana. Nisso, os jovens do Garotas Suecas, que dividiam camarim e palco com os Titãs naquela noite, e o Branco Mello (igualmente titanico) também olharam o CD, e elogiaram a embalagem feita aqui em casa e o nome da banda.

Agora, a quem darei ouvidos: a um homem que glorifica uma banda de Covers ou os integrantes de bandas originais, autênticas e criadoras das próprias músicas?
É ruim hein Tiu?

Zababô Zebrinha é Nóis!

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