quarta-feira, 30 de maio de 2012

A garota com a mãe.

Quando chegou naquele novo ambiente, que como a maioria dos ambientes que nos são novos, lhe soava hostil, muitos a olharam em busca de belezas, como é comum em ambientes como esse. É verdade que quase todos que buscaram isso nela, encontraram, afinal, caminhava sem grandes problemas entre as mais altas patentes dos demarcadores de belezas desta sociedade. 
Não só do ambiente específico.
Porém, tão logo se notou os retoques e requintes que a tornavam "bela", "bonita" etc, alguns dos observadores começaram a notar que ela, que poderia ser nominada de 'garota', possuía em seu cotidiano um apêndice ao seu corpo. Uma mulher, mais velha, maior e de cabelos mais brancos que o tom de loiro da garota. Eram notáveis também, quando se olhava fixamente ambos os rostos, algumas semelhanças de traços e feições.
O apêndice cotidiano da garota bonita era sua mãe. 
Era a mãe quem dirigia o carro em que se locomoviam (no qual cabem apenas duas pessoas), era a mãe quem almoçava com ela (e encarava firmemente quem observa o que havia no prato da moça), era a mãe quem a esperava na saída da aula (com o carro estacionado ao lado do prédio de aulas), era a mãe quem tomava a frente e interagia com as pessoas (em situações que envolviam estranhos ilustres desconhecidos). 
Era a mãe. 
E por que a mãe não deixava só a garota? 
Ou era a garota quem não deixava a mãe?


Um comentário:

Carla Maria disse...

residentes do Andre Luiz?