sexta-feira, 4 de maio de 2012

17h12min.

Depois de um suntuoso almoço universitário, breve descanso, um refrigerante, três copinhos de café, um coco e várias coçadas de olhos, centralizadas e/ou mediadas [não entendi direito ainda qual a ordem] pela escrita do TerCC, eis que meu cérebro travou. Parou. Não há estímulo imagético ou textual que o faça retomar o ritmo anterior à última palavra digitada naquele documento de word.
É sexta, sim, e daí? E daí pois apenas consigo pegar no tranco para esta árdua tarefa em plena sexta; à tarde.
Levanto e caminho, mais alguns goles d'água, folheio livros que podem ser importantes para as próximas etapas - considerando que ainda não consegui compreender direito o que fazer na etapa atual - volto para esta cadeira. E, é, nada.
Então, após queimar os dentes com o jato gelado do bebedouro, observei a grade e o vidro da janela, este último tocado por alguns galhos do pé de mexerica que há do lado de fora, nascendo no gramado do andar de baixo, alcança esta alta janela. Dei um passo para trás e notei que há uma mexerica de cor forte, incontestavelmente laranja, uma unica em um grande raio naquela árvore.
A minha visão desta bolota laranja, presa em um galho marrom e rodeada por folhas verdes, envolvia, ao redor dela, quadradinhos da fina grade metálica da janela, aproximando-me um pouco, um deles formava uma moldura.
Ou uma jaula, ou uma cela; depende do ponto de vista.

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