segunda-feira, 23 de abril de 2012

"Essa Cidade" - 5/9.

O cobrador encara,

O rapaz estranho.

Minha cara deve,

Ser de angustia.


Um acidente em,

Um cruzamento.

Cobrador não olhou,

Olha para mim.


Há duas horas,

Escrevendo; no ônibus.

É realmente,

Muito estranho.


Mas os nervos,

Já inflamados.

Se revoltam,

E o encaro.


Quero brigar,

Bater, socar.

Descontar toda,

Essa angustia.


Achar um culpado,

E mata-lo.

Por momentos que,

Vão se esgotando.


É coisa,

Dessa cidade.

É absurdo perder,

Horas no ônibus.


Sentado torto,

Cansado; atrasado.

Sem ter qualquer,

Outra opção.


Estou longe de onde,

Deveria estar.

E não posso levantar,

E ir andando.


Não é possível,

De verdade!

Como sobrevivo,

Nessa cidade?


Que me mata,

Me maltrata.

Me enerva,

Tira-me de mim.


Preciso de outra,

Mais tranqüila.

Aonde eu possa,

Existir.


Sem estas,

Palhaçadas.

Ônibus parado,

Trânsito lento.


Céu cinza,

Mesmo com sol.

Distâncias enormes,

Prédios estúpidos.


Essa cidade,

É assassina.

Mandarei-a logo,

Ao necrotério.

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