sexta-feira, 20 de abril de 2012

"Essa Cidade" - 4/9.

O ônibus parado,

Encosto a cabeça.

O vidro treme,

Meu cérebro balança.

Controlo os olhos,

Para não chorar.

Odeio, de verdade,

Essa cidade.

Já é noite,

Fecho os olhos.

Começo a imaginar,

Outras cidades.

Marília,

Americana,

Bauru,

Mineiros do Tietê.

Qualquer uma,

Menos aqui.

Não dá,

Não agüento mais.

Sonho com ruas,

Sempre tranqüilas.

Avenidas principais,

De duas faixas.

O bar novo,

É a noticia!

E transito só em,

Dia de procissão.

A grande balada,

É a pracinha.

Só o violão,

E um conhaque.

Tudo isso que,

Aqui não há.

Sem nada do que,

Aqui me mata.

Essa cidade,

É lixo; podridão.

Asfalto derretido,

E trânsito parado.

Desencosto a cabeça,

Sonho lindo tive.

Bocejo,

E olho ao redor.

Desejo agora,

Chorar, chorar.

O ônibus, acredite,

Nada andou.

Um comentário:

pedro meinberg disse...

você estava muito revoltadinho...
que bom!