sábado, 4 de fevereiro de 2012

Não me sentia à vontade.

Quando jovem (no caso do assunto desenvolvido à seguir, período que se finalizou com o ingresso na universidade) não me sentia à vontade para ir na casa das pessoas. Amigos, conhecidos, festinhas etc, durante um bom período da vida - entre os 12 e 19 anos - não me sentia lá muito bem em ir na "casa dos outros".
Muitas vezes ficava constrangido, sentado num cantinho seguro dalgum sofá, evitava pegar mais um copo de refrigerante ou mesmo outra fatia de pão com manteiga, e demais coisas deste gênero. Tinha dificuldades em entrar nos assuntos, muitas vezes considerava dar a minha opinião algo inútil e preferia calar-me. Dormir na casa de alguém que não me era muito (mas muito) familiar também era sinônimo de grande tensão.
Retraia-me, o que me fez negar muitas idas à casas alheias.

Creio que sair da casa de meus pais trouxe uma contribuição muito grande para a minha sociabilidade: passei a frequentar outras casas com maior facilidade, passei a não me sentir invasivo ao usar o banheiro dos anfitriões. Esta "libertação", de alguns sentidos defensivos meus, vieram com a convivências, até com certa insistência em aceitar convites e, puramente, ir.
Como consequência desta insistência vieram bonitos momentos em casas de belas famílias, em casas de grandes amigos e até de ilustres desconhecidos, que, pelo fato de eu estar em suas salas, acabaram entrando (no mínimo) para o hall das "pessoas que eu conheci na vida", que, no frigir dos ovos, é uma das coisas mais bacanas e valiosas destas vidas que vivemos.
Ainda tenho meus breves bloqueios, mas sem dúvida, hoje me sinto extremamente à vontade para entrar nas casas de pessoas próximas, comer mais uma fatia de bolo, rir, papear e escrever algumas linhas sobre como este tipo de contato faz bem para minha existência.

2 comentários:

Alex Arbarotti disse...

Pode ficar à vontade pq a casa é sua.
Foi um prazer ter você aqui!

pedro meinberg disse...

pois é cara, hoje você se dá bem! tanto que acabou com o quibe assado da minha mãe... rsrsrs.
só não tiramos a tradicional fotografia. volte aqui para tirarmos!