sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Em Nome

De todas as angustias,
Que habitam este peito.

De toda a criatividade,
Que requer estas mãos.

De toda a sujeira,
Neste corpo sem banho.

De todas as fotos,
Não clicadas por estas retinas.

De todos os raciocínios,
Que superlotam esta catxola.

De todas as palavras,
Dedo a dedo neste blogue.

De toda ansiedade,
Transpirada poralmente.

De todos os desejos,
Que circulam este sangue.

De todas as músicas,
Que refrescam estes tímpanos.

De cada passo,
Em vão por este compasso.

Não posso simplesmente,
Me deitar e dormir.

ainda há tanto por criar.


Um comentário:

Alex Arbarotti disse...

nós temos tanto que fazer...! e ficamos tanto tempo fazendo as mesmas coisas!