sábado, 26 de novembro de 2011

Sobre quando me tornei um chato com uma câmera.

O pessoal que encerrou o colegial comigo na "escola para a vida, um caminho para o futuro" (como foi um dia o lema do colégio) está organizando um churrasco de reencontro, pois já faz cinco anos que nos formamos; e confesso, pessoalmente, que parece que passei por um plano quinquenal: "cinquenta anos em cinco".
Estou interessado em ir neste encontro, mas, ao que tudo indica, a data não será condizente com minha presença.
Após criarem o grupo da turma no feicebuque várias pessoas (ex-colegas e outros nem tanto) passaram a me adicionar. Alguns aceitei, outros não, o que não vem ao caso aqui.

Vez ou outra o maldito sistema de atualizações do feicebuque indica que fulano comentou no grupo, sendo que, muitos fulanos eu se quer me lembrava que existiam. Surpreso, vou lá e fuço nos álbuns destas pessoas, para ver "o que fazem da vida", "o que estão se tornando".
Pois hoje, fuçando no álbum de uma bela mulher (que, na época da "escola para a vida", era uma bela garota) vi fotos dos últimos dias de aula, quando ocorreram uma série de quizumbas autorizadas pelos diretores, como guerra de água e daquelas espumas em spray.

Não estou em nenhuma foto.

Não por ter medo de água, ou de espuma. Mas sim por que, naquela época eu já tinha a minha câmera digital, e recordo-me que, entre participar de um fuzuê (do qual eu não me sentia fazer parte) e registrar o fuzuê, eu preferia muito mais registrá-lo.
E assim tem sido.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Apenas uma grande ideia - II.


Articula integralmente com: http://gabrielcoiso.blogspot.com/2011/10/apenas-uma-grande-ideia.html

Recentemente me lamentei aqui no blogue por conta de ideias perdidas sobre a 1ª Olim.Piada de Ciências Sociais, que nós, do Grupo Político Organizado Pero No Mucho Vanderley Luxemburgo idealizamos em 2010.
Agora a pouco, por um grande acaso, encontrei todas as modalidades descritas em um arquivo de Word, e, que refinamento! Havíamos criado até uma instituição desportiva para promoção do evento a Associação Atlética Acadêmica Alternativa "Girafa Sumida".

Segue abaixo as modalidades e o respectivo logo da instituição.

Primeira Olim.Piada de

Ciências Sociais da FFC – Marília.

A Associação Atlética Acadêmica Alternativa ‘Girafa Sumida’, ligada ao Grupo Político Organizado Pero No Mucho Vanderlei Luxemburgo, convida a todos e todas, aqueles e aquelas freqüentadores deste campus, independentemente de curso, ocupação, cargo e etc, a se inscreverem para a Primeira Olimpiada de Ciências Sociais.

As categorias são as seguintes:

-Arremessos: de Martelo, de Foice e de Cocktail.

-Captura: do Porco Capitalista.

-Corrida Com Obstáculos: 50 metros com Catraca.

-Corrida Sem Obstáculos: 100 metros rasos perseguindo Diretores.

-Caça: ao Pelego.

-Atravessamento: de Piquete.

-Invasão de Reitoria: Modalidades: por Janelas e por Portas.

domingo, 20 de novembro de 2011

Ecologismos, Individualidades e Futuro.

Ou: Desabafo à lá Alborghetti para um discurso que não me desce.

Desde que começou essa mania quase eufórica de "protecionismo ambiental", mantive-me sempre muito calado e duvidoso frente às "alternativas ambientais" que são indicadas para as "ações individuais". Os discursos de que "depende de você", "se você fizer sua parte, o planeta agradece" etc, nunca me ganharam.
Individualmente, acho isso tudo um saco. Plástico.
Realmente não acredito que as ações individuais podem levar à algo além do que uma "pureza de espírito" pessoal; sim, o sujeito separa o lixo, e, pronto, já fiz a minha parte!

Segunda feira, assistindo a transmissão do "dia grunge" no SWU, em um intervalo de bandas, a apresentadora chata do canal de TV à Gato foi obrigada a falar sobre questões ambientais, parece que o lema do festival é "sustentabilidade" - só se for dos organizadores e patrocinadores - aliás, que pouca vergonha a Rainequem, famosa por suas garrafinhas verdes não retornáveis, se dizer "amiga do meio ambiente".
A jovem apresentadora, que usava "alternativo" como adjetivo para tudo que dizia respeito ao Sonic Youth, mostrou uma garrafa d'água - produzida por um dos patrocinadores do festival - que era extremamente ecológica: criada com um plástico menos rígido, após consumir a água bastava amassá-la que ela estava pronta para a reciclagem!
E ainda completou: "você se refresca, se hidrata e ajuda o planeta!".

Neste instante, na sala da casa em que cresci, acompanhado de meu pai, eu me tornei o Alborghetti:
porra! vem me falar que dobrar garrafinha é ajudar o planeta? caralho que merda, isso não é droga nenhuma! não muda porcaria nenhuma! tomar no cu fazer um festival no meio de um sítio, emitir gases com aviões, caminhões, carros etc, e vem falar que amassar a garrafinha é atitude pra salvar o planeta? Quer salvar o planeta? Pára de produzir plástico! Pára de produzir tudo! Pára de consumir matéria prima porra! VÁ À MERDA! VÁ À MERDA!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Entre um Headset e um Headphone, um ridículo.

Eu: Olá jovem, você saberia me dizer se este fone de ouvidos serve no meu mp3?
Atendente: Deixe-me ver (vendo) sim, serve.
Eu: Certo, o levarei.
Atendente: Mas, espera um pouco. Na verdade não é um fone de ouvido, é um Headset.
Eu: Certo, e qual a diferença?
Atendente: Bom, é que o headset tem esse microfone junto.
Eu: E qual o problema?
Atendente: Bom, tem um microfone junto.
Eu: Ele fica desconfortável? Qual o problema?
Atendente: É só que não fica muito bonito, inda mais se você for usar na rua.
Eu: Não tem problema. Eu não tenho medo de parecer ridículo.

O atendente, me olhou de baixo pra cima, e de cima para baixo, riu e encerrou o assunto sorrindo: Tudo bem, então pode levar!
Mas sei que, na verdade, ele queria ter dito: Notei que você não tem medo de parecer ridículo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Como gosto de você, 847Pê.

Ano passado escrevi O dia de hoje - 847P-42, eu poderia reescrevê-lo hoje ou ontem, com exceção à questão dos problemas que se arrastavam naquela época. Nos dias atuais, os problemas são os menores dos problemas.

Na manhã do último domingo (13/11), pós saborosidades de sábado a noite, precisei pegar o louvável 847Pê; peguei o 10, que é-me menos querido, pois o 42 não circula aos domingos. Sentado no fundo do coletivo, observando tanto o caminho, quanto a modernidade do carro que me transportava, uma lembrança retomou a beira da memória.
Trata-se de uma vivência do segundo semestre de 2006, quando eu já achava que era artista a dois anos, já existia por horas semanais no 847Pê e já desenvolvia arduamente minha veia galanteadora (mesmo vivendo um relacionamento que tentava me privar do primeiro e do último).

No trajeto do 847Pê há o Colégio Módulo, na região da Lapa, e, todos os dias, no ponto em frente a este colégio, uma linda garota entrava no ônibus. Ela se sentava todos os dias no mesmo banco, daqueles em que parece que o ônibus está andando de ré, bem de frente para mim, que, igualmente, sempre sentava no mesmo banco: o último.
Ela se sentava, olhava para mim - não cumprimentava nem nada - e mantinha os olhos fixos na janela, durante todo o caminho, como costuma ser regra de bom comportamento em São Paulo. Por vezes eu a via balbuciando músicas, movia os lábios sem emitir sons.
Era linda. E como me agradava olhar para a beleza dela, e ser ignorado! Era linda!

No último dia do ano em que eu estava naquele ônibus, pois, dali em diante, viriam as férias, tomei uma atitude símbolo da minha juventude paulistana - que cito no Ps: do texto linkado acima, e que reproduzo aqui:

E, quando eu era jovem, sempre dizia, nestas situações algo como "meu nome é gabriel coiso, me encontra na internet pra conversarmos", isso quando não escrevia isto no verso de um adesivo e entregava.
Quando eu era jovem.

Como era frequente acontecer - à exceção da Tuca de Touca - o adesivo foi recebido com um olhar de desdém, e nada de mais acontecia, até se tornar uma doce lembrança cinco anos adiante.
Foto tirada no domingo (13/11) durante o trajeto do 847Pê.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Diálogo de suave despedida.

-Olha, você é um cara muito simpático, mas espero, honestamente, que eu não precise te ver nunca mais na minha vida.

-[risos] Te entendo.

-[penso: será que entende mesmo?].

-Mas qualquer coisa, me ligue. Meu celular nunca muda.

-Certo.

-Boa sorte. Bons rumos.

-Igualmente. Vai Corintias!

-[risos].

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Em Nome

De todas as angustias,
Que habitam este peito.

De toda a criatividade,
Que requer estas mãos.

De toda a sujeira,
Neste corpo sem banho.

De todas as fotos,
Não clicadas por estas retinas.

De todos os raciocínios,
Que superlotam esta catxola.

De todas as palavras,
Dedo a dedo neste blogue.

De toda ansiedade,
Transpirada poralmente.

De todos os desejos,
Que circulam este sangue.

De todas as músicas,
Que refrescam estes tímpanos.

De cada passo,
Em vão por este compasso.

Não posso simplesmente,
Me deitar e dormir.

ainda há tanto por criar.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Dia de Feirados.

Sai de casa pela manhã para ir até a faculdade, em pleno feriado do dia dos mortos. No meio de meu caminho, estava ele, o point do dia de hoje: o Cemitério.
Na ida fui surpreendido com uma senhora e um senhor vendendo melancias e abacaxis ali próximo, mas rapidamente me acostumei com a ideia, afinal, estava quente, e qualquer uma das frutas reidrata que é uma beleza. Adiante flores e velas eram vendidas nas calçadas da frente e oposta ao cemitério, eu caminhava por esta última, e pude notar ocorrer uma grande festa do outro lado.
Na volta, observando aquela grande festa que ocorria, resolvi ir caminhando pela calçada do cemitério. A surpresa foi maior ainda: deparei-me não com uma festa, mas sim com uma grande feira!
Tão logo iniciei o trajeto rente ao muro, um garoto perguntou se eu queria comprar paçoca, mais pra frente me ofereceram pamonhas (doces, salgadas e temperadas), surgiram então as pipocas; uma senhora tinha uma pequena estufa montada em uma mesa plástica, na qual vendia coxinhas, risolis, esfirra e refrigerantes. Obviamente que o icegurt - que tem mantido espiões no mundo todo - estava lá também com seus deliciosos e refrescantes sabores.
Passado o quarteirão que o cemitério ocupa, fui atravessar a rua posterior a ele, que estava interditada com cavaletes de madeira. Então tive a certeza de que se tratava do Dia de Feirados, quando vi estacionados nesta rua as barracas de pastel!