segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Por quase um mês.

No dia 30 de Julho eu escrevi sobre minha antiga mochila; eu arrumava as bagagens para viajar de volta para casa [novamente]. E como foi difícil lhe dar adeus e simplesmente colocar as roupas, livros e tranqueiras noutra junção de panos, zíperes e alças.
Não completei um mês da troca de mochilas ainda, e já usei muito a nova. Não conheci nenhum estado ou país que não conhecia, pelo contrário, não precisei de muitos quilômetros para ter contato com coisas novas, pensamentos e rumos distintos dos até então cogitados.
E quando não estava zanzando entre cidades, nesta aqui eu não parava quieto.
Resultado: Agosto me cansou. E quanto prazer em um mês de extrema ação, intensas atividades e constantes (quase intermináveis) vais e vens, recheados e tão plenos de sentido para mim.
Isso tudo para dizer que no mês de aniversário deste blog, não tive tempo para ele.
Estrada, puramente.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pra que serve um intercambista?

A pergunta é complicada, o assunto delicado, por isso mesmo, acho que vale a reflexão.
Recentemente fiquei sabendo que um jovem rapaz, vindo de alguma das Coréias, está fazendo intercâmbio aqui entre nós, no curso de filosofia. Ele não fala quase nada de português, e foi para o rolê de samba e forró buscando conhecer uma "bruasileira", como o ouvi falando na portaria da casa.
Também tive contato com uma intercambista uruguaia, por dois finais de semanas seguidos. Chamou-me atenção nesta bela jovem um episódio, de extrema dificuldade da minha parte, para interagir com ela quando dividimos um adaptador de tomada, com o intuito de que nossos computadores permanecessem ligados.
Com relação ao Coreano, outro episódio: eu fazia portaria na casa de shows da região (em outra oportunidade: jazz, e não samba e forró) e ele se aproximou para pagar a entrada, balbuciou algo em um quase português, e, rapidamente, lhe questionaram coisas em inglês, ele respondeu e assunto encerrado.
Com a uruguaia notei ocorrerem ações semelhantes, de brasileiros flexionarem-se para o espanhol, o portuñol e até o inglês durante diálogos com a moça, para que ambos se fizessem compreendidos.
A minha pergunta, mais com ares de questionamento, uma vez que não espero ter uma resposta é: pra que serve um intercambista? Ele está em outro país para observar, aprender, apreender aspectos culturais deste, dentre eles, o idioma local? Ou está em outro país para que nós possamos treinar as nossas capacidades e domínio de outros idiomas?