segunda-feira, 25 de julho de 2011

A grande dificuldade.

Estou tentando fazer uma música, ela fala sobre paixão. A letra está escrita, uma harmonia foi criada, estou tendo dificuldades com o arranjo, e com algo que chamo de "construção final" da música enquanto tal.
Hoje, e em tantos outros dias desse mês de Julho, que já surge no horizonte como se finalizando, eu não deveria ter me dedicado à músicas nem a nada do gênero. Eu deveria ter me dedicado à pesquisa, à ciência, ao fazer científico em campo de pesquisa (sendo preciso). Mas não o fiz.
Quando podia fazê-lo, não fiz, encontrava justificativas e desculpas, seguidas de incômodos e sensações profundas de estar sendo fraudulento comigo mesmo e com pessoas ao redor, envolvidas nisso tudo.
Mediante a dificuldade em juntar os blocos sonoros já compostos para criar uma música, encostei o violão, coloquei para tocar (bem alto) algumas músicas extremamente inspiradoras do Dinossauro Jr., deitei-me na cama de minha irmã e me propus a ter 10 minutos de esclarecimento.
E foram 10 minutos esclarecedores.
A grande dificuldade, seja para fazer algumas músicas, seja para vestir a calça cáqui, a mochila de Antropólogo e ir para a rua, está no fato de que estas ações envolvem extremos embates com duas problemáticas centrais, respectivamente: coisas que neguei, e coisas que me foram ensinadas como erradas.
E, no momento presente, este mês de Julho, pouco ou quase nada consegui ir além com estas dificuldades. Por isso as nomeio como grandes; e por isso as coloco como uma, no caso, a grande dificuldade.

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