terça-feira, 28 de junho de 2011

independência musical.

Nalgum momento desta vida, creio que lá para os idos de 2007 escrevi algo sobre a minha opção, tomada à época, de fazer música sozinho, e desistir de "fazer música mais coletivizada". Infelizmente não achei tal escrito, são tantos blogs, flogs, maispeices, tramasvirtuais, etc, que os escritos se perdem na rede.
O desejo da realização musical é constante em minha ida, já escrevi muito sobre tal neste blogue, mas se renova e transforma e retorna e desisti e recria... Enfim, é dinâmico, jamais estático, tal qual eu, você e todos os amiguinhos que fazemos nos envoltórios e centríolos desta célula burguesa ocidental[izada].
Pensando por este lado, nossas criações musicais jamais podem ser consideradas independentes, não no sentido comercial, mas talvez, quase, quem sabe, no sentido existencial.
Porém, há dependências e dependências, independências e independências: depender da vontade alheia, quando semelhante a própria vontade, toma ares de independência, no sentido da leveza e naturalidade que a coisa toda, o fazer musical como um todo ganham.
Agora, quando não há tal semelhança, a independência recai sobre os envolvidos creio que com tons e sobretons de peso, de obrigações severas, de exigências antidemocráticas, antisaborosas e, mais importante e doloroso, antiprazerosas.
Olhando para os anos em que bati o pé, acreditando ser estático, e me recusei a desistir de ter desistido de fazer música não coletivizada, vejo que em muitos momentos acabei por me impôr a uma independência de outrem, e uma dependência de mim mesmo, no pior sentido antiprazeroso.
Cabe entender, o que requer o momento agora.

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