sexta-feira, 17 de junho de 2011

Eterno Apaixonado.

Sempre tive um sério problema: contemplo de mais. No sentido de encontrar beleza, muitas vezes, onde ou no que não existe. Encontro a beleza, muitas vezes a procuro; alguns dizem que possuo uma lógica de pensar muito minha, inexplicável à quem estiver fora de minha cabeça, e pode ser isso também: procuro o que me cai em olhos e mente como belo, puramente; procuro algo que assim o caia.
Na época da juventude latente, isto é, naquele período que se encerrou junto com a escola, tendo uma pequena sobrevida naquele ano de cursinho, estas belezas, com um foco de luz muito forte brilhando e se direcionando para a beleza feminina, iluminavam muitos de meus dias. Quantas vezes não criei personagens a partir de lindos rosto, [tre]jeitos, corpos, vestimentas, passos, perfumes etc, que me passavam pelos sentidos nalgum ou nalguns instantes da vida?
***
Acabo mais um período de estágio em Ensino Médio. As últimas horas na escola foram "cumpridas" a pouco, durante a festa junina organizada por alunos do 3º colegial. Eu não achava que haveria uma adesão e participação tão grande por parte dos alunos do ensino médio na festa. Escola repleta de bandeirinhas [vamos prestar atenção nas bandeirinhas], barraquinhas, muitos alunos "à caráter".
E aquelas jovens garotas, do cotidiano de uniformes feios e casacos pesados [fez frio em todos os dias do estágio], hoje eram lindas mulheres, com vestidos coloridos, camisas xadrez, tranças e chiquinhas nos cabelos. Aliás, tenho notado: a linha que separa garotas de mulheres é cada vez mais tênue.
Hoje elas estavam lindas. E meu apreço por procurar e me focar em belezas não teve lá grandes dificuldades, elas pululavam pelos corredores em meio a sorrisos, cachorros quentes e cervejas (estranhamente vendidas dentro da escola).
Uma jovem, em especial, ganhou-me muita atenção. Durante os dias maçantes em sala de aula não fora muito atraente aos meus olhos, justiça seja feita, ela é da sala em que assisti menos aulas, creio que 2 (sendo uma de prova) em todo o estágio. Mesmo assim, notei o seu cotidiano de calça dins, tênis, moletom de cor única e cabelo preso em rabo de cavalo simples; o rosto cansado por ter acordado tão cedo e ter de estar submetida às fórmulas, assuntos e apostilas que não conferem sentido algum, não permitem criar esboços de sorrisos.
Hoje estava radiante, vestia uma bota (que usava por dentro da calça, ufa!), uma calça dins escura, uma camiseta branca coberta por uma camisa de xadrez fino em azuis e branco, nos cabelos havia feito uma trança e no rosto uma leve maquiagem e algumas pintinhas.
Estava linda, Era linda, E sorria, E ria, E caminhava, E tomava guaraná diet (não direto da lata, o colocava em um copo).
Não tem jeito, e conversando com a grande companheira de estágios, não acho que não ter jeito seja algo ruim, pelo contrário: não ter jeito é o meu jeito; sou um eterno apaixonado por contemplar a beleza alheia, sobretudo, a feminina.

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