domingo, 5 de junho de 2011

5 de Junho de 2009.

Hoje tirei o dia para arrumar o quarto. É bem verdade que das 11 da manhã até agora (14:12) o que consegui foi, mal-e-mal arrumar a minha mesa. Em uma pilha de papéis (notas fiscais, rabiscos, provas, trabalhos, canhotos de shows, versos etc) surgiu uma folha dobrada 4 vezes, com um parágrafo escrito à máquina de escrever, de exatos dois anos atrás.
A coincidência fez-me querer compartilhá-lo:

É sexta feira, já se passa para o sábado nas contas precisas dos ponteiros dos relógios e do sino da igreja. O dia foi nada proveitoso, praticamente. Não estudei, nada criei, pouco desejei, enfim, um dia inteiro que matei. A noite fizemos pastéis, depois vimos tv, e me acompanha, creio que há algumas horas, a sensação ruim de acreditar estar sentindo "energias estranhas" no apartamento. Por seguidas vezes dirigi-me à janela, algumas outras poucas olhei para a porta, como se esperasse por alguém. Não sei ao certo. Amanhã temos churrasco, ontem tivemos palestra e hoje não sai de casa (praticamente). No fim da tarde, antes da unica e breve saída do apartamento, comecei a sentir meus olhos lacrimejando, tomei por explicação a possível queimada em um terreno próximo. Mais a noite, após termos jantado, ouvi um barulho vindo da porta, tomei por explicação ser algum ruído da geladeira. Meu medo mais atroz é que esta energia seja o sentir do passar vago do tempo da minha vida. 05/06/09.

Deitei para dormir sentindo que morreria, por isso me levantei e bati estas palavras: mas eu não morri.

Um comentário:

Alex Arbarotti disse...

ainda bem que vc nao morreu, se nao estaria eu mortao então!