segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sobre o trabalho.

Irritado, fui tomar um banho fervente. Enquanto esfregava o xampú nos cabelos do rosto (aliás, tais pelos consomem mais deste produto químico do que os cabelos da cabeça) me recordei de uma frase que aquela jovem dizia, algo como: "fulano faz tal coisa igual limpa a bunda... aliás, duvido que limpe a bunda desse jeito, o cu já teria caído de podre!". Algo assim.
À parte a expressão chucra que ela aprendera na sala de casa, entre os intervalos da novela e os comentários desenvolvidos de forma refinada durante as notícias de Fátima, Willian e José Luiz, me aprofundei na idéia, enquanto a água e seus respingos me queimavam a pele.
Pensei: imagina se algumas pessoas lessem bula de remédio como lêem alguns conteúdos coletivos? ou mesmo, se dessem atenção às indicações de uso de preservativos tal qual dão à alguns acordos para o pleno trabalho? ainda, imagina se eu dirigisse com a eficiência com que se apresentam para fazer o que se comprometeram a fazer?
Aliás, meu senso de direção prática, no volante, acredito se assemelhar a tal forma de comprometimento com o trabalho de alguns, porém, meu senso de ridículo (e talvez de alguma segurança) faz-me, simplesmente, não dirigir.

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