domingo, 22 de maio de 2011

Algo sobre a música.

Sim, eu gosto de música; sim, ela é central em minha vida; sim, música.
O que é música ao certo? Barulhos organizados? Ruídos bem pensados? Uma matemática que torna parelhos e harmônicos ruídos e barulhos? Não sei, gosto de música, mas não sei definir.
Gosto da música, das relações que a música me permite ter, das sensações que tenho a partir da música.
Seria música, ou músicas? Talvez músicas seja o mais correto...
Música são negócios, business? Também.
Sentimentos, explosões, efervescências? Também.
Frustrações, quedas, sangrias? Também.
Superações, desistências, risos? Também.
Palcos grandes, camarins, crachás? Também.
Casas de esquina, boteco, quarto? Também.
Formatura, Casamento, Aniversário? Também.
Revolução, Reacionarismo, Conservadorismo? Também.
É seriedade, Brincadeira, Entretenimento? Também.
De um evento grande, palco gigante, com cachês, camarins, pagamentos de burocracias, banda cover (ressalva: listando os pontos negativos, mas houve deliciosos pontos saborosos no palco), playbacks, fui para um show na gloriosa casa (meu quintal) com experimentalismos, aperto, improvisos, rua, originalidade...
Diria que foi um sábado musical, variantemente musical, o que é confuso, mas muito gostoso; um cansaço que não se escancara, pois é cansaço musical.
Música é cansaço? Também.
Música é descanso? Também.
Mas sobretudo, acho que o que me chama atenção na música desde sempre, é o fato de ser ela uma coisa humana no cerne da palavra, uma coisa carregada de extremos e de intensidades diversas, uma coisa unica, dificilmente igual, que se repita (claro, pensando a música ao vivo).
O que sempre me chamou atenção na música, para além do fato de ser, por si só, uma forma de expressão, é compreender o fazer musical como um aglomerado de expressões por quem faz música (ressalva: quando sincera, espontânea, sem biquinhos ou pulos ensaiados).
A música, simplesmente, está em tudo, e quando concentrada, muitas vezes falta-me fôlego para acompanhá-la, tal qual ocorrera ontem.
Fotos de meu sábado musical: show do Vitrola Vil na Revirada Cultural em Bauru, e do show do Os Rélpis, no Cão Pererê, em Marília.
Um grande obrigado, e um grande beijo a todos que me proporcionaram grandes momentos de diversão e (mesmo sem saber) uma descanso antes mesmo do cansaço bruto que se anuncia.

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