domingo, 3 de abril de 2011

opinião pública.

Não é de hoje, ou mesmo de ontem, quiçá de sexta feira, que estamos dando umas voltas por ai um na companhia do outro e vice versa; não é de hoje isto tem suscitado certo prazer, que, como todo bom prazer, não possui encontrável e nem necessária explicação. É prazer e ponto pacífico: a opinião pública parece que não se preocupara muito até então.
Penso naqueles amigos, cuja opinião pública exerceu sobre tal existência a mais ferrenha das pesadas das cobranças de cunho Mama Bruschetta de querer saber o que acontecia pois acontecia algo e não haveria como não acontecer pois, meu deus, estão sempre juntos! Ai ai, opinião pública besta burra e xexelenta.
Se estou sentado, em banco de praça, acompanhado, tomando tropi cola e comendo doritos, em final de domingo, pós-dolorismos, é de se supor que algo existe não é mesmo? Tudo bem, eu entendo; sou chegado num tutubarão também; que o diga numa fofoca.
Averiguei que aquela lady é lésbica, isso faz com que ela tenha uma boa razão, mas e eu? e a mim? como posso me explicar a este público tão interessado que neguei? Ao ato de minha renuncia em plena sexta a noite? Ai cabe outra pergunta, e a mim, outra resposta, que eu poderia não ter dado, mas dei, por que gosto sim, e caroço não tem a ver com manga, não obrigatoriamente, claro!
Assim como não quer dizer que, er, não obrigatoriamente, andarmos juntos pelas ruas pode não dizer muita coisa, ou pode, ou mesmo, como qualquer outra forma de existencialismo que na verdade se aproxima de coexistencialismo, pode ter algo digno de caras, e se não tiver, bora criar.

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