sexta-feira, 29 de abril de 2011

Breve lembrança.

Hoje nós andamos entre seis e sete quilômetros;
Subimos ladeiras descemos pirambeiras e caminhamos no plano;
Erramos o caminho duas vezes;
Perguntamos o caminho tantas vezes;
Chegamos em um local improvável;
(distante de minhas lembranças até vê-lo em minha frente);
Vendo-o de cima uma lembrança me bateu;
Eu eu eu eu eu eu eu eu;
Chegando nele a memória se ergueu;
Me lembrei do sol daquele Janeiro;
Da promessa serena de passar o verão de calça;
Bem como do Reino que edifiquei;
Me deu certeza de que errei;
Ei ei ei ei ei ei ei ei;
Não me lamentarei;
Apenas registrei.

Aliás eu não conseguiria dormir sem este registro repentino e sem vírgulas.

terça-feira, 26 de abril de 2011

A foto perdida de Eva em São Paulo.

Incrível.
Sai do melhor lugar da terra, que não é puramente um espaço físico, mas é qualquer espaço físico com aquele ambiente, aquelas vozes, aqueles cheiros... Sai acompanhado, caminhamos até o metrô, o qual neguei por grande parte da juventude, e hoje vejo como perdi momentos por simplesmente preferir o ônibus, quantos beijos deixei de trocar simplesmente por que preciso pegar o ônibus para ir pra casa por que minha mãe não quer que eu chegue depois das 9 e o ônibus demora 1 hora e meia pra chegar em casa.

Logo que entramos no vagão ela se sentou, um homem gentil, forte, baixinho e que usava anéis grossos, um em cada mão, se levantou para que ela se sentasse. Observei um anúncio, aquela horrenda televisão que enfiaram nos vagões, mais alguns detalhes; ela também observou detalhes, como o furo em minha manga, poderíamos ter costurado isso ai, e mostrei que o furonão é um acidente, é intencional e confortável. Ela se levantou, trocamos um abraço breve como o tempo que a porta fica aberta, ela subiu as escadas rolantes e eu me concentrei em procurar outros detalhes; eu sempre me emociono com ela.


Não demorei para encontrar algo (no caso, alguém) que me garantisse mais entretenimento do que qualquer tv minuto. Tratava-se de uma jovem moça (ou moça jovem), talvez de tantas primaveras quanto eu, talvez até menos, não importa a estimativa que fiz de seus anos, importa, a priori, que era linda, e, a posteriori, o que fazia; no dedo anelar da mão direita, uma aliança prateada, já fosca, indicando bastante uso.
Quando a notei, franzia os lábios para dentro, e acarinhava o rosto todo com um grosso e arredondado pincel, o qual passou seguidas vezes em uma superfície plana e de cor creme, para depois retorná-lo ao rosto; guardou ambos em uma bolsinha azul com bolinhas brancas, e rapidamente sacou um tubo preto, o qual abriu e passou (com uma suavidade apressada) as pontas deste em seus cílios, com a ponta do dedo indicador direito retocava os mesmos, ficando com pintinhas pretas neste; com um lápis, tracejou a parte inferior externa dos olhos.

Estava sentada no banco do corredor, a senhora sentada na parte anexa a janela se levantou e saiu, e a moça jovem (ou jovem moça) rapidamente escorregou-se para lá. Enquanto tampava e guardava o seu lápis de olho, direcionou o olhar a mim e em seguida ao banco, então lembrei-me daquele filme que me arrepiou em uma madrugada qualquer (jogo subterrâneo).
Permaneci em pé, outra senhora sentou-se.
Por fim, abriu um batom, cujo tom não sei definir, e o passou nos lábios, olhou-se em um espelhinho (como fizera durante todo o processo) e colocou os lábios em atrito para dentro da boca; passou um pincel umido, aparentemente pegajoso nos lábios; guardou-o na bolsa de bolinhas, no exato instante em que o vagão ficava lento, parando na estação Paraíso.

Enquanto o vagão ia parando, ela cruzou os braços por cima de sua bolsa cinza claro, e observou a listra azul na parede da estação; o seu reflexo no vidro duplicava a beleza. Encostou a cabeça na janela e o vagão parou, no exato ponto em que o reflexo de seu rosto sombreava o escrito Paraíso.
Encontrei-me com um bom amigo, fizemos um agradável rolê pelo tão sujo centro desta cidade, retornei para casa tirando fotos de dentro do ônibus, mas a foto de Eva, no Paraíso, eu não tirei.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

sobre a pilotagem.

Quando criança fui instigado a gostar de carros, procedimento padrão em nossa sociedade: meninos gostam de carros, meninas de bonecas. Colecionei miniaturas de carros de corrida, brinquei estar dirigindo diversas vezes, tive carrinhos de controle remoto...
Ai o tempo passou, como é lógica óbvia de qualquer existência, e lá pelos meus quinze anos dirigi um carro pela primeira vez: um fusca, do pai de um amigo. O amigão me disse como fazer o negócio com o pedal de embreagem e não sei o que, dirigiu até uma rua deserta, eu fui para o banco do piloto e ele pro do carona, e fui descendo a rua, numa boa, fiz uma volta no quarteirão e depois subi a mesma rua. Quando o outro amigo de 15 anos pegou no volante quase morremos, mas isso é papo pra outro dia.
O tempo continuou passando, que é o inevitável, e jamais disse sobre este episódio à minha família. Então fiz 18 anos, perguntaram se eu acharia legal tirar carta de motorista, eu disse que sim, até por que, desde criança fui ensinado que faria 18 anos e aprenderia a dirigir; aliás, sempre se referiam a tal como se fosse um algo "do dia para a noite".
Numa sexta feira fui na auto escola, paguei a taxa para começar o "curso", fiz o exame psicotécnico e fui aprovado, com alguma dificuldade (eu não conseguia fazer traços retos). No sábado minha tia me colocou em seu carro e fui o dirigindo, só em primeira e segunda marcha pelas ruas tranqüilas do bairro em que ela morava com meus avós.
Fui aprovado na prova teórica, e começaram as aulas práticas, que escancararam todas as dificuldades com o volante, o câmbio, o freio de mão e, sobretudo, a embreagem. Cumpri as horas necessárias e fui para a prova prática: reprovado.
Marquei algumas aulas a mais e outra prova prática para dali a vinte dias: reprovado.
Era ano de cursinho, deixei pra fazer outra prova na época das férias, em julho; fiz outras aulas práticas e algumas breves andadas pelo bairro dos avós, até que chegou o dia da prova prática: reprovado.
Rompendo com a etiqueta corrente deste blog, de não usar baixo vocabulário: mandei essa merda toda tomar no cu, e me concentrei nos estudos, acabei sendo aprovado para estudar no interior, o que implicaria em me mudar de São Paulo na última semana de fevereiro.
Eis que, no início deste mês, recebo um telefonema da auto escola dizendo que se eu não fizesse a prova até o dia 20, perderia todo o processo desenvolvido no último ano. O que fazer então?
Conversando com o desagradável senhor que me deu aulas práticas, recebi uma sugestão de método não muito ortodoxo, ao qual aceitei. Chegou o dia da prova prática, justamente, o dia 20 de fevereiro de 2008: aprovado.
Me mudei pro interior e a carteira de piloto chegou em casa, minha mãe a guardou para mim. E todas as vezes em que eu vinha para cá era desincentivado a dirigir. É fato que não tive gosto por dirigir (note que minha experiência de pilotagem se resumem praticamente às aulas da auto escola), sou muito distraído também.
Foi fácil coçar a nuca e dizer "da próxima vez você dirige"; assim como é fácil dizer "vá de ônibus" hoje em dia.
Passou-se um ano e eu precisava renovar a carteira de piloto; passaram-se dois anos e eu precisava renovar a carteira de piloto; chegamos ao terceiro ano e ainda não a renovei.
E hoje estou aqui, panguando, implorando para ser levado até o mais perto possível de onde preciso ir para não ter que perrengar no péssimo sistema de transporte público paulistano, que em feriado, é pior ainda.
Talvez seja hora de renovar o bagulho e encher o saco de alguém e alguéns para que eu troque este não gostar por um tolerar por comodidade.
Eu sabia que este dia chegaria.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Independentemente do que ocorra.

Talvez por ironia, minhas últimas três postagens se encontram aqui; talvez só eu entenda, não importa.
Quando eu era mais guri, como diz o pessoal do sul (estou ouvindo Fresno toda a noite, deve ser esta a influência para o termo) minha mãe e minha família em geral me ensinaram noções básicas de respeito para com os outros. Por um tempo as interpretei de forma equivocadamente exagerada, e perdi bons momentos que poderia ter vivido em vida, em juventude.
Excetuando piadas corriqueiras que possam afetar, ofender e/ou desrespeitar alguém, não tenho este hábito, pelo contrário, busco orientar minhas ações para com os outros nesta base: respeitar; obviamente que existe a regra "respeito para ser respeitado, não me respeitou vai pra casa do chapéu". Por conta desta lógica, de estar sempre buscando um melhor caminho para certo bem estar coletivo (seja quando sou eu e mais um, ou eu e mais dezoito) que:
1)fico triste, muito triste, extremamente triste quando me sinto desrespeitado;
2)faço tantas piadas e tenho posturas cotidianamente irônicas, divertidas, bem humoradas, por mais azedo que eu seja;
3)fico triste, podre, apodrecido e suicidante quando percebo que o que eu fiz buscando o meu bem estar foi, na verdade, algo que desrespeitou e machucou algum envolvido direto na história, que não eu;
Desta forma, chego à esta sexta feira triste. Sim, estou triste, com possibilidades deste quadro se agravar para um estar abalado; porém, como eu escrevi umas três vezes no tuiter ontem, estou forte o suficiente para fazer uma curva e pegar outro caminho, estou forte o suficiente para não baixar a cabeça e dizer "ok", como a carinha apática das tirinhas de internet.
Independentemente do que ocorra, me sinto mal, me sinto desrespeitado e realmente espero estar equivocado, e que nada se agrave para o abalado; e que a felicidade reinante dos últimos dias/semanas retorne.
Independentemente do que ocorra, chego a tal tristeza consciente de que pode ser bom, e ponto; e que a felicidade reinante dos últimos dias/semanas retorne.
E tenho dito porra!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Primeiro de Abril


O que as dependências do lendário Cão Pererê viveram na última sexta feira, me perdoem o trocadilho inevitável, não foi nada digno de primeiro de Abril; me atrevo a considerar que o que aquelas paredes e pisos circundaram e sustentaram foi algo em torno de inacreditável e inexplicável.
Inacreditável no sentido de romper com muitas coisas; três formas distintas de se propor a fazer, diversamente, algo diferente em termos sonoros, musicais, estéticos, etecetéricos. Particularmente, retomando o texto aqui escrito na última sexta feira, um glorioso retorno ao palco, dividido com gente fazendo música. Música!
Inexplicável no sentido quase de uma rebelião que dá certo, em que todos os presos fogem, sem serem perseguidos, sem serem encontrados e reencarcerados. Uma rebelião sonora talvez; guitarra ligada em amplificador de baixo, bateria com dois bumbos para tocar baião, música interrompida para se contar um causo, e por ai vai...
Em algum feicebuque da vida encontrei talvez uma síntese para tal inexplicabilidade, o que não quer dizer que encontre explicação, longe disso.
Não sou teórico literário, mas me atrevo a dizer também que caso Bertold Brecht estivesse entre aquelas paredes, e sobre aquele piso, teria gostado do que presenciaria; certamente subiria ao palco e tocaria a corneta feita de funil de oficina mecânica.



domingo, 3 de abril de 2011

opinião pública.

Não é de hoje, ou mesmo de ontem, quiçá de sexta feira, que estamos dando umas voltas por ai um na companhia do outro e vice versa; não é de hoje isto tem suscitado certo prazer, que, como todo bom prazer, não possui encontrável e nem necessária explicação. É prazer e ponto pacífico: a opinião pública parece que não se preocupara muito até então.
Penso naqueles amigos, cuja opinião pública exerceu sobre tal existência a mais ferrenha das pesadas das cobranças de cunho Mama Bruschetta de querer saber o que acontecia pois acontecia algo e não haveria como não acontecer pois, meu deus, estão sempre juntos! Ai ai, opinião pública besta burra e xexelenta.
Se estou sentado, em banco de praça, acompanhado, tomando tropi cola e comendo doritos, em final de domingo, pós-dolorismos, é de se supor que algo existe não é mesmo? Tudo bem, eu entendo; sou chegado num tutubarão também; que o diga numa fofoca.
Averiguei que aquela lady é lésbica, isso faz com que ela tenha uma boa razão, mas e eu? e a mim? como posso me explicar a este público tão interessado que neguei? Ao ato de minha renuncia em plena sexta a noite? Ai cabe outra pergunta, e a mim, outra resposta, que eu poderia não ter dado, mas dei, por que gosto sim, e caroço não tem a ver com manga, não obrigatoriamente, claro!
Assim como não quer dizer que, er, não obrigatoriamente, andarmos juntos pelas ruas pode não dizer muita coisa, ou pode, ou mesmo, como qualquer outra forma de existencialismo que na verdade se aproxima de coexistencialismo, pode ter algo digno de caras, e se não tiver, bora criar.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O retorno ao palco.


Coloquei o cd mais inspirador dos últimos tempos para me acompanhar nesta escrita: Yann Tiersen - Dust Lane.

Minha relação com a música, há alguns bons anos, se configura como visceral eu diria. Hoje em dia, passados estes bons anos, que já se configuram como mais da metade de minha existência, visto que julgo o divisor de águas o período entre os anos de 2000 e 2001, quando eu já ouvia bastante Raimundos, migrando para Legião Urbana; por causa do Roque in Rio 2001 (acompanhado na televisão dos avós, que tinham multishow), começando a ouvir Iron M
aiden, começando a debulhar no Nirvana também nessa época, mas ai mais para 2001 mesmo. Quando comprei as primeiras camisetas de bandas e fui aos primeiros shows.
Enfim, hoje, com 22 a
nos, estou tendo arrepios por causa da música há 11.
No começo de 2002 me deu o siricutico de aprender a tocar violão, meus pais me compraram um violão e me matriculei nas aulas, que não duraram nem 3 meses: eu não tinha saco para aquela dinâmica de aula teórica-aula prática, aliás, continuo sem ter. E então, no ano seguinte, 2003, com a ida ao show do Silverchair (que mudou minha vida), retomei o desejo de aprender a tocar o violão, mas sem professor nem aula, fui o fazendo na raça, tanto que o que levei 7 anos para aprender o que meus coleguinhas de escola aprenderam em 6 meses nos Instituto de Guitarra e Tecnologia da vida.
Neste ano tive minha primeira banda, não durou muito pois eu não tinha saco pra tocar cover de Planet Hemp e AC/DC, aliás, continuo sem ter saco pra esse tipo de coisa. Escrevi minhas primeiras letras de músicas e realizei minhas primeiras apresentações: festivais na escola e festas de classe média alta paulistana em salões de prédios de altíssimo
padrão.
2004 comecei a ouvir Punk Roque e Hard Core: houdini, killi, dance of days, nitrominds; os excluídos, discarga, hats, cólera. Em meados de julho/agosto deste ano comecei a criar muita música, não me importava em dedicar tempo a ficar tocando covers, à exceção do Silverchair, e me preocupava em criar músicas.
Nos anos seguintes tentei criar diversas bandas com distintos amigos, e nenhuma delas passou do primeiro ensaio: incompatibilidades e faltas de vontades. Tanto que em 2007, após 3 anos de frustrações ao tentar dialogar com os outros externos, comecei a dialogar com os outros internos, e gravar as músicas que havia feito durante os últimos anos se tornou uma atividade freqüente: passava os sábados socado no quarto de minha mãe gravando e editando canções em seu computador. As colocava em uma página do tramavirtual.
No final deste ano fui convidado a tocar no cervejazul, fazer a abertura de uma noite
de regue acústico, mas não o fiz pois era na véspera da fovest. Janeiro de 2008 fui convidado novamente a tocar neste bar (deveras importante na minha trajetória como humano e artista), desta vez toquei, abrindo o show da banda Menarca, do meu amigo Vitão.
Passei na faculdade e para cá migrei, a criação musical seguia a intensidade dos últimos 4 anos, com outras crises, pessoas e cidade. No final do primeiro ano toquei algumas músicas na "mostra de música e poesia", no começo de 2009 toquei na "semana do calouro", em outra "mostra de música e poesia", na semana seguinte à esta toquei com o Pedro Roberto em Uberlândia durante um sudestepet. Estive animado durante esta época, achei que a coisa ia engrenar, mas me desanimei, sabe como é: você junta ciúmes, incompreensão e rabo entre as pernas, e as coisas adormecem em você.
Preparei 2010 para ser o ano da retomada, minha mãe me patrocinou com uma guitarra, meu pai com opiniões sobre os pedais de efeitos que eu pensava em comprar, trouxe o amplificador de minha irmã para casa, e logo na primeira semana de aula toquei na "semana do calouro" e no "bar do Raul".
O meu roll de preferências musicais mudou nos 3 anos aqui: não mais Legião, Iron, Silverchair e Raimundos, mas sim Yann Tiersen, Dinosaur Jr., Bill Callahan, Dance of Days e Nirvana (sempre Nirvana!), o que diz muito sobre as mudanças sonoras a que estava me propondo fazer e passando.
2010 passou, um banda que durou 4 ou 5 ensaios, com covers de Nirvana e bandas sub punques, e algumas músicas próprias. Shows marcantes vividos, tanto pelo refinado conteúdo sonoro, quanto pelos rolês e pessoas envolvidas a eles: Yann Tiersen em Piracicaba, Dinosaur Jr. em São Paulo, Dance of Days em Bauru, e até o Bonequinho aqui perto de casa me fizeram concentrar a mudança de rumo das minhas audições e criações.
O terceiro ano de faculdade passou e eu simplesmente deixei a coisa de lado, quando chegava em casa muito raivoso plugava a guitarra e tocava as músicas mais ruidosas e gritantes do Nirvana; não conseguia criar muita coisa por conta da podridão em que me afundei. Deixei de lado simplesmente, talvez um deixa pra próxima vida, ou mesmo deixa pra história desta vida.
Deve ser uma daquelas ironias da vida que fez a Renata me achar no orkut e estabelecer contato, logo que decretei a desistência. Cheguei de volta em fevereiro, marcamos um ensaio e já fizemos 3 músicas no primeiro encontro, sentamos para conversar, ensaiamos outras vezes, e, há pouco mais de uma semana fomos convidados pelo Blanka (do Nullius Avarus) a tocar no Cão Pererê na noite de hoje, primeiro de Abril.
Tocaremos nossas 7 músicas, não durará nem 30 minutos. Pode parecer brincadeira, ou mesmo bobeira e pequeneza, mas para mim, este retorno ao palco representa muita coisa; mas muita mesmo.
E Vai CabouTchan!!!

As fotos acima são de algumas das apresentações citadas, ocorridas entre 2008 e 2010; abaixo, como não poderia deixar de ser, uma daquelas citações nas quais me vejo e me leio:

E dizer que passei a vida inteira,
Tentando mostrar,
Que o que não dá pra colocar em palavras,
É toda a vida de um garoto e uma guitarra,
Que ainda não sabe tocar.

O melhor dançarino de São Paulo - Dance of Days/Nenê Altro.