quinta-feira, 24 de março de 2011

Mais um risco na lista dos consumíveis.

[articula com: http://gabrielcoiso.blogspot.com/2011/01/rip-esperanca.html ]
Quando eu era jovem, aliás, e devo fazer essa ressalva, no início da juventude, quando eu era apenas pirracento, xarope e xumbrega, sem ter muitas argumentações e refinamentos teóricos para expor tais adjetivações do meu ser, eu sempre tive vontades que eu sabia não seriam tão já saboreadas.
Às vezes me afobando, e trocando os pés pelas mãos, ou mesmo colocando a carroça na frente dos bois, tantas outras vezes peguei o bonde andando e quis sentar na janelinha; isso sem contar as vezes em que chamei urubu de meu louro.
Enfim, cresci, não que o crescimento tenha acabado, quando ele tiver acabado não serei eu quem estará escrevendo em meu blog, ou mesmo pensando, ou mesmo existindo, ou mesmo respirando: pois estarei morto. No estágio atual de crescimento, vividas tantas carroças e bondes e urubus e tudo, carrego comigo as frustrações dos tempos sem refinamentos, acima citados.
O link colado (sobre quando foi-me sacramentado não poder tatuar) diz muito sobre isso; também o meu mal estar e cansaço dos últimos dias, isto é, de domingo pra cá, atribuo a outra frustração, o que só ocorreu por que eu troquei os pés pelas mãos por um bom tempo e tive que abdicar de mim sabores outros, igualmente feitos de pés pelas mãos, e vice-versa.
Olhando aquela lista rascunhada com meus garranchos no caderninho que ganhei de uma entidade de caridade por que eu participei de alguma campanha de algo beneficente em 2001, risco mais um item da lista dos consumíveis.
[quando ganhei o tal caderninho, e fiz a tal lista, era tão desejoso e tão precocemente cego, que não coloquei ao lado um espaço para a lista das proibições; compreender isso é um crescimento?].

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