sábado, 12 de fevereiro de 2011

Recordando.

Ontem tomei a decisão de arrumar o quarto, no sentido extremo que este termo pode ter, talvez até como um reflexo do sentimento de arrumação/arrumadinho que pulsa por estas bandas (repousadas no sofá).
Encontrei um papel dobrado escrito a lápis com minha tradicional letra de ressaca e de dentro de ônibus. Consegui decifrar os hieróglifos coisianos, um pequeno sorriso se abriu no canto da boca, e um brilho deve ter estalado em meus olhos, separei o pedaço de papel com especial carinho, para transcrevê-lo aqui, mas eu já o postei, em 27 de Dezembro de 2009, no dia em que ocorreu o ocorrido descrito.
Aos amigos:

Fim do rolê.

Eu poderia escrever sobre uma frustrada tarde,
Sobre lindos e longos cabelos brotando,
Sobre violões celo,
Sobre esperas longas,
Sobre o que disse o menino que canta,
Sobre as tão doces e duras críticas em fim de rolê,
Sobre Ziggy e Dirty,
Sobre o sol nascendo,
Sobre there´s a light,
Sobre algum poema,
Os ônibus vazios.

Mas prefiro falar sobre a camiseta do catador de latinhas na Lapa: "Este ano não termina sem a minha vitória". E então me senti o vitorioso da derrota em dois mil e nove naquele momento.
A glória não circunda mais o meu coração, e talvez por isso eu tenha me tornado as latinhas naquele saco.
e devo dizer, que talvez exista mesmo uma luz que nunca se apaga, preciso reacender a minha. à seco.

http://gabrielcoiso.blogspot.com/2009/12/fim-do-role.html

Passados pouco mais de um ano (talvez um e dois meses, algo assim, não quero calcular a fundo) posso dizer que me sinto, no mínimo, o refrigerante dentro das latinhas, dando uma razão existêncial e comercial a estas (que não o de ser catada na rua para ser reciclada), o que, no nosso sistema, vale muito, e nos termos sentimentais aqui propostos, representa bastante para mim.

Um comentário:

marise disse...

Cadê a foto dessa tal arrumação?!

Beijo