sábado, 19 de fevereiro de 2011

Dois Patinhos.




O suposto ano novo começou, decidi aceitá-lo e até vibrá-lo, o próximo passo nesta retomada histórica de um algo talvez compreendido como eu mesmo seria o meu aniversário, 22 anos em 2011 (um dobro exato: 11 e 22, acho que isso nunca mais se repetirá). A ressalva mais importante a se fazer aqui é que a última vez que me dediquei a celebrar o meu aniversário, no sentido de celebrar a minha vida, pura e exclusivamente, foi em 2005, quando fiz 16 anos, de lá pra cá foram apenas comemorações ao ano que me dedicaria a isso ou aquilo, o ano que representava esta ou aquela conquista a ser alcançada, esquecida, superada, etc.
Comemorar a minha vida seria bacana, pensei eu; agitei uma festa junto dos outros aniversariantes de fevereiro, e me dediquei a ela: fiz um bolo (contando com mais duas belas mãos no auxílio técnico da coisa), comprei bexigas, fiz os famosos (e já quase tradicionais) bolinhos de miojo, enfim, me entreguei à idéia do hoje é o seu dia, que dia mais feliz.
A festa foi na véspera, dia 16. No dia 17 fiz questão de sair para jantar em algum lugar bacana, apenas eu e duas pessoas próximas (as quais fazem muito sentido nesta coisa toda acima citada de retomada de mim mesmo), fomos a um rodízio de pizzas, massas e frituras, comemos muito, poderíamos ter voltado para casa rolando. As pessoas me ligavam, e isso me trouxe momentos de emoção e felicidade; pois eu estava comemorando a coisa, de fato, e, olhando para os últimos 5 anos/aniversários, exclamei um puxa vida, incrível como isto está me fazendo sentido.
Alguns dias antes do meu aniversário, creio que com mais de uma semana de antecedência, chegou pelo correio o presente que minha mãe comprou com tanto carinho e consciência: a camisa que visto na foto, a qual me provocou tremedeira e lagriminhas na primeira vez em que vesti: por ser o que é e por ter vindo de quem veio.
O dia 17 acabou, e ontem via emi eci eni me perguntaram se eu estava sentindo o peso da idade, respondi apenas que um tanto mais a cada dia, sei que o dia no mês do calendário romano ano após ano, apenas sacramenta o crescer e envelhecer cotidianos, minutianos, segundianos, etc. Mas não tem problema, vou viver os dois patos lado a lado (como me foi muito bem lembrado sobre a idade) e só me lembrar que um deles sairá daqui a 11 meses e 15 dias.
Estou bem, só isso; cheguei no dia romano que, como diz a música novamente, representa o meu dia, me sentindo bem. Chegou até aqui sem perceber, não é mais um menino, Envydust liquida a fatura do que estou dizendo aqui.
Agora, Vai Corintias!
Ps: citadas tantas coisas comidas, e some-as ao fato de estar à base de água da torneira desde quarta feira a noite, uma bela dor de barriga me perseguiu até momentos recentes, espero que tenha de fato ido-se.

Nenhum comentário: