sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

R.I.P.: esperança.

O homem simpático, dentre todos os seus colegas profissionais que já conheci, o coloco no roll dos melhores, atencioso, sério, calmo e respeitoso.tirou as duas fitas adesivas que estavam coladas em minhas costas a pouco mais de 48 horas. A coceira era inegável, e o descolar dos adesivos trouxe-me certa sensação de prazer. Tirou a primeira e fez aham, tirou a segunda e fez hum, aqui complica, e eu respondi perguntando: está se referindo à azeitona que nasceu em minhas costas? Ele riu e repetiu azeitona.
Em cada fita adesiva, aproximadamente 15 pingos de diversas substâncias possivelmente alergênicas; das 30 em contato com a minha pele desde quarta feira, apenas 2 apresentaram irritação e 1 infecção, disse ao senhorzinho puxa, que bom, e ele me respondeu se uma pessoa é alérgica a 10 é sinal de graves problemas, puxou na memória um exemplo que não encontrou, mas respondeu com um exclamante iss! ao meu exemplo de que é uma pessoa que não pode sair na rua e respirar.
A substância infeccionada (que criou uma azeitona em minhas costas) é a parafenilenodiamina, presente em quase todos os tipos de tintas e tinturas produzidas em nossas indústrias dos mais diversos produtos colorantes, desde tintas guache, até tintas de portão, perpassando por tinturas de cabelo e as tintas de tatuagem.
Nesta consulta, então, às 15:38 de 28 de Janeiro de 2011, morreu a última das minhas esperanças de colocar traços e cores nesta pele germanicamente branca.

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