sexta-feira, 30 de julho de 2010

Seguindo a onda nostálgica que tomou a mim e a alguns outros que sigo por estas internets, uma postagem antiga do meu fotolog (antigo seria redundância para fotolog's):

http://www.fotolog.com.br/biel_chair/26613986

E não é que eu estava certo?

Agora é sair desta merda toda.

Vai Corintias!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Algo de 2007.

Pão com manteiga

Vou comer pão com manteiga,

Não gosto de pão com manteiga.

Claro que gostamos,

Vou comer.


 

Ai, é verdade,

Não gosto de pão com manteiga.

Então como te deu vontade,

De comer pão com manteiga?


 

Me lembro que quando era criança,

Férias na casa da vovó.

E todas as manhãs,

Você comia pão com manteiga.


 

Será que não era eu,

Comendo pão com manteiga?

Claro que era você,

Se está na tua memória.


 

Me lembro também,

De comer na casa da titia.

Mas lá não era pão com manteiga,

Lá você comia frutas e doces.


 

Mas eu gosto de pão com manteiga,

Outro dia mesmo comi um.

Não, aquele dia não era você,

Aquele dia era eu.


 

Na escola eu comia todo dia,

Pão com manteiga na chapa.

É mentira, na época da escola,

Levávamos lanche de casa.


 

Estou louco então,

Não tenho lembranças nem preferências.

Ter nos temos,

Mas ambas derretem como manteiga.


 

(escrito da terceira semana de julho de 2007).

Algo de 2007.

Pão com manteiga

Vou comer pão com manteiga,

Não gosto de pão com manteiga.

Claro que gostamos,

Vou comer.

Ai, é verdade,

Não gosto de pão com manteiga.

Então como te deu vontade,

De comer pão com manteiga?

Me lembro que quando era criança,

Férias na casa da vovó.

E todas as manhãs,

Você comia pão com manteiga.

Será que não era eu,

Comendo pão com manteiga?

Claro que era você,

Se está na tua memória.

Me lembro também,

De comer na casa da titia.

Mas lá não era pão com manteiga,

Lá você comia frutas e doces.

Mas eu gosto de pão com manteiga,

Outro dia mesmo comi um.

Não, aquele dia não era você,

Aquele dia era eu.

Na escola eu comia todo dia,

Pão com manteiga na chapa.

É mentira, na época da escola,

Levávamos lanche de casa.

Estou louco então,

Não tenho lembranças nem preferências.

Ter nos temos,

Mas ambas derretem como manteiga.

(Escrito da terceira semana de julho de 2007).

segunda-feira, 26 de julho de 2010

deus Debocha (II)

Articula com http://gabrielcoiso.blogspot.com/2010/07/deus-debocha.html

Na última sexta feira me encontrei com antigas e grandes amigas.
Algumas delas combinaram de viajar para a praia, ir no domingo e voltar na quarta.
Fui convidado, a priori achei que era por mera educação que o convite foi feito.
A princípio pareceu uma grande idéia; no dia seguinte também.
Então decidi ir, e liguei para quem me convidou para saber o endereço.
Isso por si só me chateou, muito, bastante; inflamativamente.
Foi o primeiro (e grandioso, incinerador) ponto que me fez pensar melhor.
"É talvez seja melhor não ir pra lá".
Salgar o corpo ficará, então, para a próxima.
É que deus, debocha de mais.
De mim (de você e de nós).

sábado, 24 de julho de 2010

24/07 - 7:36

(...)
Então passei na frente da antiga Bloquibãster e vi a escada de largos degraus, na qual eu passava dando pulos quando criança, pois minhas pernas não conseguiam vencer cada degrau apenas com passos comuns.
E pensei simplesmente, puxa vida, vou comprar um punhado de jabuticabas e comer um pastel na feira que se arma, depois eu vou pra casa dormir, e ver direito o que fazer. Talvez não seja mais tão justo ficar dando pulos, falseando passos que podem ser (e tem tudo para serem) tão grandiosos.

Bamos a la praia, oh oh oh.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

25 de Março.

(aquele papo de que em São Paulo você encontra de tudo em qualquer canto morreu hoje, após eu ter que andar mais ou menos meia hora para encontrar um lugar que vendesse caneta e um caderninho, pois, burramente, a topeira saiu de casa sem nenhum dos dois).

1.
Após andar por meia hora, passar por pequenos galpões em que se via apenas homens dobrando cintos (que eram vendidos a 12 reais a dúzia com a ressalva "não realizamos trocas"), cheguei de volta à 25 de Março, nos Armarinhos Fernando gastei 3,64, em um kit com 3 canetas vagabundas e um caderninho de 96 folhas. Passei uns 15 minutos apoiado na frente do Bradesco escrevendo em um ritmo frenético; fui observado por camelôs, vigiado por policiais, visto por alguns pedestres e não percebido por outros.

2.
"Olha isso! Olha! Nossa! Olha isso aqui, nossa, Sueli!!!". Armarinhos Terezinha.

3.
Duas crianças coreanas ou chinesas, meninas, 1 ano e pouco, gêmeas idênticas, vestindo, ambas, botinha preta, meia calça preta, saia xadrez preta e branca e uma blusinha preta com estampa branca que não identifiquei, cabelos curtos; entre elas um banquinho, que uma tentava puxar da outra. Acredito que em razão do banquinho, choravam aos berros, uma encarando a outra. Uma mulher, grande, loura, gorda, vestindo roupas leves de algum tecido fino e com óculos escuro enfiado no cabelo, gargalhava observando-as

4.
Uma moça, muito magra e careca, com os cantos da boca amarelados, os olhos abertos o suficiente para olhar para a frente, calça dins surrada e camisetinha rosa, me perguntou se eu podia lhe dar um real para almoçar, (com uma das mãos ela segurava algo com força). Lhe disse que não poderia ajudar, ela deu um pequeno sorriso e agradeceu, eu disse "vá com deus", e ela saiu andando. Encarei sua mão, se tratava de um cachimbinho e um isqueiro, que eram fortemente apertados por aqueles dedos tão finos. Pensei: "é, eu também queria ser viciado em pedra e vagar por estas ruas fétidas".

5.
Logo em seguida passou um garotinho aparentemente chinês, a mulher que o acompanhava, de aparência igualmente chinesa e com luzes loiras no cabelo preto, segurava com força um dos pulsos do garoto, ele chorava, e ela então disse: "se você não parar de chorar, eu te largo aqui!".

6 (resumo da ópera).
Pensei: "Isso, deixa ele aqui! Que ai eu o adoto, e o deixo chorando por ai para alguém rir dele; depois nós podemos tentar um bico empacotando cinto, se não der certo vamos pedir dinheiro à Sueli e, por fim, nos viciamos em pedra juntos!".

7 (moral da história).
A vida (como me foi apresentada e se desenvolve em situações como as acima relatadas) é uma piada tão pronta.

8 (Ps):
No metrô, em pé, apoiado em uma das portas, ao lado da vó, sentada no assento preferencial, vi uma garotinha vestindo camiseta listrada branca e rosa, entrar acompanhada da mãe, que calçava all istar. O vagão estava cheio, a mãe se segurava em uma barra de ferro com uma mão e com a outra pressionava a filha, pelo peitoral, contra suas pernas. A menina sugava os lábios para dentro e olhava todos os detalhes de todas as pessoas do metrô; chegou no meu tênis, olhou minha calça, encarou (e fez cara de dúvida) para a corrente de minha carteira, acentuou a cara de dúvida para a minha camiseta de desenhos estranhos e quando chegou em meu rosto, se deparou com o único sorriso que abri neste hoje.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sobre estar na vó.

Me recordo de um dia, há muitos anos atrás (2000 ou 2001), em que minha vó dizia que uma amiga dela havia comprado um sofá cama para quando os netos fossem passar uns dias na casa dela, que os netos dessa amiga dela eram novinhos/crianças ou coisa do gênero. Há de se salientar, eu também era criança, com onze ou doze anos, no máximo.
Não sei dizer, isto é, a minha recordação não chega ao ponto de se recordar, se eu perguntei por que ela não comprava um sofá cama ou se ela colocou, sem qualquer pergunta minha, o porquê disto. Mas me recordo dela dizendo: “eu não vou comprar um, pois vocês já estão crescidos e já já não vão ficar mais tanto tempo assim por aqui”.
Pois bem, quando minha tia e meus avós se mudaram para um apartamento, ela (minha tia) levou para um dos quartos o sofá cama que havia no seu antigo apartamento.
Hoje, no atual apartamento em que moram, fisicamente, minha tia e minha avó (meu avô mora aqui na forma de suspiro, em cada pequeno hábito e detalhe que fazemos e lembramos/sentimos a postura/riso/olhar dele), o sofá cama da minha tia está no “quarto do meio”, onde passei a última noite, e passarei a de hoje e talvez mais algumas dentre as poucas que me restam e compõem estas atuais férias.
É vó, o seu “já já” ta durando uns dez anos hein?
Ps: esta recordação veio quando eu estava, agora há pouco, no mercado com a minha avó, ela empurrava o carrinho e eu pensava realmente não achava que andar no mercado com a minha avó me traria tanto prazer assim, ainda aos 21 anos.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O caso Bruno.

Ai o país ficou chocado, capa da veja, da época, do estadão, da carta capital, do lance, da carrapicho; notícia principal de qualquer telejornal há mais de três semanas; manchete de páginas da internet; comentário nas ruas, nas mesas, nos mercados, nas rodinhas; já virou até tema de piada.
Enfim.
Tudo uma falácia.
Se provarem que o goleiro Bruno tem culpa direta no sumiço/assassinato da menina, eu direi o que já venho dizendo há três semanas (e que registro em palavra escrita aqui, agora):
O grande crime da vida dele não foi mandar sequestrar e/ou matar a menina, mas sim ter defendido aquela bola que o Chicão bateu nos 46 do segundo tempo daquela quarta feira. Ele não tinha esse direito.

Articula-se com "Tristeza Recorrente", de 27 de Junho de 2010.

terça-feira, 13 de julho de 2010

6 anos atrás.

Era uma terça feira, eu vivia o auge dos meus 15 anos, (assim como hoje, é aniversário da minha saudosa Tia Márcia), minha barba ainda era rala (mas eu já a fazia com frequencia), eu ainda era muito puro, dava os meus primeiros passos na vida do que dizem ser a juventude (no dia 2/07/2004 fiz o meu primeiro rolê "noturno", ao cervejazul na móoca, curtir a lendária stunned - silverchair cover).
Mas naquela terça feira em especial eu sai de casa por volta das 9 da manhã, estava vestindo aquela camiseta do silverchair (em que há uma caricatura da banda), uma de minhas bermudas pretas e longas que me acompanhou nesta fase (combinada com um meião cinza, depois, nesta mesma semana, comprei um azul).
(está difícil escrever, pois me lembro de detalhes e perco a linearidade, percebeu né?)
Bem, sai de casa, a meta era ir até a Avenida Paulista, pois em frente ao prédio da antiga 89 fm - a rádio rock - seria trocado, em comemoração ao dia do rock, um quilo de feijão por uma camiseta da rádio.
Encontrei amigos, passei o dia sem comer nada, comprei outra coisa com o dinheiro que seria para comer, e no final, peguei uma senha para voltar no sábado e retirar a camiseta, pois as mesmas acabaram naquela terça feira.
Hoje eu se quer me lembrei que é dia do roque, vi isto agora por aqui; apenas me lembrei do aniversário da Tia Márcia.
Ps: hoje ouço mais yann tiersen do que ramones.
Ps2: há seis anos eu recebia um emeiou de convite para um tal de 'orkut', ele era em inglês e em um tom de azul apenas.

e este sou eu, em julho de 2004.

domingo, 11 de julho de 2010

"Cuidado!"

Sexta feira, visita da mãe, cansado da vida, havia um rolê em vista, até por que, a mãe ia dormir e insistiu para que eu fosse...Mas preferi ficar em casa mesmo e assistir ao filme "Lóki", aquele que conta momentos bem selecionados da vida do Arnaldo Batista; eu ainda não havia o assistido, vontade não faltava.
Peguei o filme do começo, e em alguns poucos minutos já estava com caderno e caneta na mão escrevendo coisas sobre o filme e a vida do rapaz, hoje velho, ontem jovem e Mutante.
O filme acabava, estava nas últimas cenas quando o Pedro chegou, se sentou na poltrona logo que o filme acabou, e perguntou "Acabou?", ironicamente eu disse "não, esta começando".
Ele foi dormir, eu também, mas antes sintetizei o filme em uma palavra, e depois dei uma breve/leve alongada na reflexão:
"cuidado. cuidado com a arte".
***
E agora, volta o brasileirão. Ufa!
Vai corintias!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Surdo e Mudo.

Perto de casa mora um rapaz que é surdo e mudo. Ele está sempre pela região (mercados, ruas, praças, bares, carrinhos de lanche e etc) distribuindo um papel no qual se lê: "sou surdo e mudo, não posso trabalhar e preciso da sua ajuda para alimentar a mim e meus irmão. Deus te abençoe".
Certa vez eu e Pedro jogávamos sinuca nos trailers quando ele passou e nos entregou um papelzinho, quando voltou para pegar o papel, e alguma contribuição nossa, gesticulei que não tinha. O rapaz bateu na mesa e fez um positivo com a mão, bateu no peito e fez um negativo com o dedo indicador, e saiu balançando a cabeça. Interpretei que ele nos comunicou para jogar sinuca vocês tem dinheiro, para me ajudar não tem.
Outra vez o encontrei dentro do mercado perto de casa, não sei se antes ou depois do ocorrido com a sinuca, e eu lhe comprei algo lá. Ele agradeceu muito.
Porém, nas últimas vezes em que o encontrei pelas ruas, ele fora levemente "rude" comigo.
Outro dia, indo para o centro andando, o vi dentro do ônibus, e ele me viu, eu ouvia música com meus fones de ouvido. Ele se levantou, colocou a cabeça e um dos braços para fora da janela e me mostrou o dedo do meio; teve outra vez que, subindo a rua de casa, eu por uma calçada e ele por outra, ele imitou meu jeito de andar enquanto me encarava bravo.
Ontem acho que entendi o por que dele me tirar.
Estava andando por uma das avenidas movimentadas daqui quando nos encontramos, ele entregava o papel para um senhor na rua que, sem se quer o ler, de pronto despachou o rapaz. Eu fungava o nariz pois este escorria, e ouvia screaming trees nos fones de ouvido. Ele novamente imitou meu jeito de andar e ficou passando a mão no nariz, exatamente como eu fazia.
Apontou para os meus fones de ouvido, para os ouvidos dele, sorriu ironicamente, balançando a cabeça para os lados (exatamente como fez no episódio da sinuca) e entrou em uma loja.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Tudo bem.

Estou sentado e esperando,
Não sei ao certo o que,
Não tenho papel,
E estou desesperado.
(não, não se trata de banheiro).

Escrevo em versos de recibos,
Cartões de visita,
Certificados de matrícula,
E notas de dois.

Não sei ao certo quem,
Mas espero por alguém.

Um homem me aborda,
Não entendo o que diz,
Não posso ajudá-lo,
O que aumento o desespero.

Não expresso o sentimento,
Talvez até pareça calmo,
Como o cachorro molhado,
Que passou babando.


Escrito no verso de um cartão da "matic - instrumentos musicais".
26/12/2009, ponto de ônibus do conjunto nacional, Avenida Paulista, São Paulo.
Dia cinza, garoava levemente.
Tudo bem.

domingo, 4 de julho de 2010

O prazer (em geral).

Os machistas, sexistas e hedonistas (em geral), me chamarão de "virgem";
Os goleadores, artilheiros e futebolistas (em geral), me chamarão de "perna-de-pau";
Os alcoolatras, nóias e dependentes (em geral), me chamarão de "sóbrio";
Os meus amigos, parentes e pessoas próximas (em geral), me chamarão de "desajuizado";
Os padres, rabinos e salvadores (em geral), me chamarão de "pobre de espírito";
Os ricos, empresários e 'bem sucedidos' (em geral), me chamarão de "desambicioso";
Os narradores, repórteres de campo e chatos (em geral), me chamarão de "zebra";
Porém, insisto, não há prazer maior do que o de conseguir concluir uma música após meses tentando/insistindo, por mais tosca, punk, repetitiva e inaudível que possa ser, é o prazer.
E quanto prazer há na música (em geral).

quinta-feira, 1 de julho de 2010

deus Debocha.

O prédio dos professores vazio e escuro, o sono, certa confusão com o passar do tempos nos últimos dias e alguma outra fusão confusa de sentimentos abrangentes e indecifráveis, me deprime, abala, derruba e chateia um pouco, para além da simples existência cansativa dos últimos tempos.
O ronco emitido pelas lâmpadas brancas (acho que são de mercúrio) me irrita. E faz encher a boca para/por dizer que deus (aquela coisa que compreendo como um imponderável inalcansável e incontrolável) debocha de mim (de você e de nós), nos mais íntimos detalhes.
Não adiante tentar fugir.
mas mesmo assim, degusto os sabores que me surgem e que procuro; e o sabor de um café duplo é mais convidativo do que o medo das dores.

***
Ao clicar em "publicar postagem" concluirei o grito de número 201 desta página. Quando efetuei o login e vi o 200, fiquei, de certa forma, feliz.
Números redondos, em casos como este, fazem parecer que eu tenho coisas redondinhas, lisinhas e sem ângulos semi retos totalmente tortos.
201.