domingo, 27 de junho de 2010

Tristeza Recorrente.

Assistia ao jogo Argentina e México, já estava 3x1, não torcia contra a Argentina puramente, mas sim a favor da simpática equipe do México e contra a violência da arbitragem escolhida pela FIFA, curiosos os erros que tem ocorrido.
Estava nos vinte e pouco do segundo tempo, e não sei por qual razão, me lembrei dos 46 minutos do segundo tempo daquela fatídica quarta feira a noite.
Chicão é um monstro, xerife da zaga e incrível batedor de faltas.
Ele arrumou a bola, o Roberto Carlos estava ao lado dele, mas Chicão estava com aquele olhar para a bola, para a barreira, para o gol, o goleiro.
Quase dois meses se passaram, e ainda não entendi como esta bola não entrou.
(e ainda choro).

***

Escola de Árbitros Paulo Maluf.

domingo, 20 de junho de 2010

Corpo e Alma.

-Quando eu canto, no estádio ou em casa, ou aonde for, eu nunca vou te abandonar, para o Corintias, com você, pois só assim há de ser, você entende?
-Entendo, é digno de si cantar da forma como canta.
-E o que você compreende deste tipo de promessa, eu nunca vou te abandonar.
-Olha, eu compreendo que é algo bem pesado, é uma promessa e tanto você dizer que nunca irá abandonar algo. É aquele papo que você torce o nariz quando te dizem não sabemos o amanhã e devemos viver dia após dia.
-Sim, eu torço o nariz, é verdade. Mas não é esse o ponto. Você nunca me prometeu isso né?
-Não, eu nunca te prometi nada.
-Eu deveria ter imaginado, não, deveria ter me lembrado.
-Aliás, e mesmo se eu tivesse te prometido, como eu poderia cumprir tendo você comigo os seus hábitos?
-Não. Repete. Não, esclarece.
-Não, to dizendo das coisas químicas que você consome/consumiu e podem ter me afetado. Digo coisas do tipo, ahn, passar noites em claro e achar que isso não influenciará no ritmo do sangue.
-Bem, eu tive um professor de biologia no colegial, ele era um babaca, chamava Pery, e vivia dizendo que o corpo não precisava dormir, que isso era só uma desculpa do ser humano pra não fazer nada.
-Você disse já, ele era um babaca.
-É, não é válido citar alguém que julgo como babaca.
-Então, e ai você me cobra um abandono como se o abandono não fosse seu, como se fosse só meu.
-É ué poxa, me zoar daquela forma foi brincadeira.
-Você quem se zuou, o médico falou pra você fazer exercícios físicos, você foi fazer?
-Não.
-E me culpa?
-Mas o cara é um imbecil, se eu corresse meia hora por dia ia fazer tanta diferença assim?
-Não sei. Mas tá certo, é médico. Fazer o que?
-Mas eu entendi já. Desculpa por ter te culpado assim e tudo. Só queria que você entendesse o tanto de expectativas que...
-Eu entendo sim. E peço desculpas também. Mas óh, vê se melhora seus hábitos.
-Tá certo.
-Boa noite rapaz.
-Boa noite? Com essa insônia?
-(...).

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Copa del Mondo.

O garoto, vivendo os seus doze anos, empolgado com a proximidade da copa do mundo e da chegada de seu video game de penúltima geração (pois já haviam criado um que o "superava"), oranizou nesta máquina uma copa do mundo. Criou os grupos copiando-os da tabelinha que retirou no supermercado (e na farmácia, na escola, na banca de jornais e etc).
Por uma questão de afinidade com alguns jogadores, optou jogar com a Argentina.
O video game novo era muito bom, gostava das imagens e da forma como o Messi de lá lembrava o Messi do futebol que ele assiste na tv.
Chegou na semi final, e o adversário seria o Brasil. Jogo difícil, adversário complicado, ele ainda não conhecia os 'truques' daquela novidade em sua casa, até que em dado momento Ronaldinho Gaúcho (que nem pra copa vai) marcou um gol para o Brasil.
Não diria que o garoto ficou triste, bastava apertar reset e refazer o jogo. Mas ele obervou, vendo o replay, que o gol foi irregular, pois Ronaldinho estava impedido.
Inconformado, deixou o jogo 'pausado' e pegou a caixa do mesmo, encontrou um número de telefone no Brasil e ligou para tirar satisfações sobre este grande erro do jogo.
Um atendente, de telemarketing, atendeu a estranha ligação:
-Pois não, qual o problema?
-Olha, o problema é que eu estou jogando a copa do mundo no meu video game e tomei um gol impedido que vai me eliminar.
-Impedido como?
-O jogador tava na frente dos zagueiros.
-E que jogador que era?
-O Ronaldinho.
-Ele era o último zagueiro do seu time? - estranhou o atendente, Ronaldinho, na zaga?
-Não, ele quem marcou o gol.
-Se o Ronaldinho marcou o gol, com que seleção você está jogando menino?
-Ué, com a Argentina.
O atendente respirou, olhou para a tela do computador, franziu a testa e então encontrou a resposta:
-Olha moleque, será que você não aprendeu nada com as propagandas de cerveja, de remédio, de tv a cabo, com os programas humorísticos e com o Galvão Bueno?
-Oi?
-Você está no Brasil, e não pode, simplesmente não pode ter nenhum apreço pela Argentina. Desligue esse video game, e vá assistir agumas propagandas, talvez você aprenda algo sobre ser brasileiro.
E assim se encerrou a ligação.

sábado, 5 de junho de 2010

Duas Pessoas.

O Gabriel.



E o Coiso.