quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Envydust - UM.

Então lá por Outubro ou Novembro eu comprei o segundo cd do Envydust, intitulado "UM". Ele é maravilhoso, eu me apaixonei desde a primeira audição. Tem coisas que ainda não entendi nele. Enfim. Mas uma música em especial merece atenção, e ei-la, "O trem".
Eu queria escrever uma breve "resenha" sobre o álbum inteiro, mas não consegui, ele é realmente denso. Indico que o ouçam, o procurem na internet e o ouçam acompanhando as letras (tem todas no vagalume.com.br) acho que vale a pena.
Esta música abaixo é a última do cd, não sei se julgo a mais encantadora, mas sintetiza tão bem. E assim como exposto aqui no meu blog, e no de alguns amigos, é, não temos como fugir do sentimento de "últimos momentos do ano", mesmo sem entender o que quer dizer isso ao certo. E ai é isso. O trem: http://www.youtube.com/watch?v=EYfaYPLaMZk acompanhe com a letra aqui embaixo.

O tempo não esperou
E ele achava mais fácil viver fugindo, se julgando incapaz
Mais covarde do que quis assumir
Não fez por merecer
Um ano se passou
Mas outro não ia passar
E então você se despede
Se percebe:
Sabe quem eu sou?
Hoje nem eu sei mais
E se te ocorre se arrepender, já é tarde demais
O trem já passou
Muito pouco sobrou
Do distinto rapaz, que só por um instante acreditou demais
Se foi o medo de envelhecer
Um outro trem passou...
...mas foi só aprendendo a viver que ele finalmente encontrou paz para embarcar
Prosperar ou deteriorar... não é assim
Quem ira prever?
Chegou até aqui...
Sem perceber, não é mais um menino
E quanto faz do * dia em que larguei tudo pra trás?
Fugindo eu ja errei.
Mas tanto faz...
Por fim retornei
Ao perdoar, enfim retornarei
Quem ousará dizer que um dia eu não tentei?
Nunca soubera que crescer é um outro caminho
Mas tanto faz.
Enfim retornarei
Chegou até aqui...
Sem perceber não é mais um menino.

*a quebra de ritmo neste momento, creio eu efeito negativo da mixagem, é uma das poucas coisas que me incomoda no cd.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Mudança.

Ai nessa época do ano se fala em retrospectiva, em pesar as coisas, em reflexão, em mudança, em planos e etc. Costumo dizer foda-se pra isso. Mas como a Iris disse, não tem como fugir desse tipo de coisa nessa época.
Acho que pode ter me sido bom ter lido a frase "um 2010 de mudanças...pra melhor". Não que eu espere mudar em 2010 pra depois ter de mudar de novo em 2011 e assim sucessivamente, como se vende nos guias de astrologia e etc. Mas beleza. Eu to com coisas me incomodando desde bem antes do último reveion, o qual não fez a menor diferença.
Se em 2008 eu vi várias palestras sobre "1968: o ano que não acabou", eu digo: "2008: o ano que não acabou". E se eu conseguir me apegar agora a esta idéia mediocre de ano e mudança, talvez ele acabe (2008). Com atraso matemático e mental (beirando o "sentimental"), que fique claro.
Ontem alguns amigos de muitos anos vieram me visitar, acho que nunca tinha recebido a visita de amigos aqui em casa, em São Paulo, do jeito como foi, do nada. Lá no interior é comum. Mas foi gostoso, tomamos uma cerveja, falamos bobeira. Nossas barrigas estão crescendo.
Ai hoje eu sai com a minha mãe. E tenho pensado nas coisas. E ai a frase que eu tinha lido tava pululando na mente.
E teve também aquelas críticas antes de ver o sol nascendo na Augusta. E ai eu pensei "tá, talvez faça bem algumas coisas. Você ainda se lembra como fazer".
Dai eu conectei o emi eci eni, e em vez do ocupado, coloquei o disponivel.
Sem contar a meta de tirar na guitarra todas as músicas do nevermind até o dia 4, o que já esta cumprido pela metade.
É isso. Uma postagem positiva (positivista?) depois de um ano e meio de blog de angústias.
Consigo?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Valquíria.

Andando pelas ruas com seu sapatinho de tecido rasgado no canto, Valquiria gostava de dar um passo na parte cinza da rua e outro na calçada, descendo e subindo, apenas pelo prazer de colocar um pequeno obstáculo no seu caminho. Apenas um pequeno prazer.
Cansada, e já sem rumo naquela jovem manhã, entrou em um boteco que já servia café da manhã e pediu um copinho de pinga com limão.
Valquíria deu um pequeno gole, para preservar por mais tempo aquele copo que seria sua despedida da noite e começo de mais um dia (fadigante, talvez). E disse ao garçom:
-Sabe, tem um desgraçado. Não lhes desejo mal, mas também não desejo bem.
O garçom, ao contrário dos comumentes garçons, continuou o assunto, demonstrando clareza dos objetos e (talvez) sujeitos, o que, (talvez naturalmente) assustou Val:
-Entenda, ele também deve estar fodido. Muito.
-Hum - disse a garota boquiaberta, batendo a borda do copo nos dentes.
-Neste tempo todo que se passou, talvez ele tenha contraído aids em algum banheiro público, talvez ele tenha engravidado alguém. Talvez ele tenha tentado fazer coisas diferentes, e tomado no rabo por um outro vetor, se me entende.
-Talvez eu entenda. Mas eu já me libertei dele, o que não consigo me libertar é das imagens de canalhice dele.
-Sim. Se eu lhe disser que as canalhices dele podem tê-lo jogado no fundo do poço a ponto de não conseguir mais dizer 'oi, tudo bem?', você acredita nisto como algo possível?
-Acredito.
-Então vira este copo e sinta-te justiçada pelo idiota que te sacaneou ter se sacaneado imensamente mais.
-Não lhe desejo mal.
-Não precisou desejar. Ele se fodeu sozinho. Vira esse copo, vai pra casa dormir e quando acordar vá viver a sua vida.
Valquíria saiu do bar, agradeceu a conversa e, ao chegar em casa, soltou o cabelo, chacoalhou a cabeça e pôs-se a dormir. Não estava feliz em saber/imaginar o cidadão todo fodido, mas também não estava triste em saber que aquilo (não merecedor do título 'quem') que lhe fodera, talvez com consciência, se fodera sem perceber, ou não querendo perceber.
Ele acreditava em estanques, e fez de Valquíria mais um. E ela sabia que não deixaria se quer mais um dia ser abatido por isso.
Dormiu, esperando apenas a hora de acordar para o novo dia.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Fim do rolê.

Eu poderia escrever sobre uma frustrada tarde,
Sobre lindos e longos cabelos brotando,
Sobre violões celo,
Sobre esperas longas,
Sobre o que disse o menino que canta,
Sobre as tão doces e duras críticas em fim de rolê,
Sobre Ziggy e Dirty,
Sobre o sol nascendo,
Sobre there´s a light,
Sobre algum poema,
Os ônibus vazios.

Mas prefiro falar sobre a camiseta do catador de latinhas na Lapa: "Este ano não termina sem a minha vitória". E então me senti o vitorioso da derrota em dois mil e nove naquele momento.
A glória não circunda mais o meu coração, e talvez por isso eu tenha me tornado as latinhas naquele saco.
e devo dizer, que talvez exista mesmo uma luz que nunca se apaga, preciso reacender a minha. à seco.

sábado, 26 de dezembro de 2009

É, eu te amo.

Quando me dei conta, olhei para o relógio do dvd, marcava 1:49 da manhã. Na televisão, a reprise da final da copa do brasil já chegava aos 46 do segundo tempo. Eu roia unhas, e já estava há quase duas horas cumprindo meus rituais.
O juiz apitou, começou a tocar o hino e eu me entreguei às lágrimas.
É, eu te amo, e estou aberto às suas decepções novamente...
O centenário já começou.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Derrota.

"Quando penso não, talvez ela esteja certa, vejo que é hora de trocar este clássico e tosco filme desta década por qualquer Simpsons da vida".
sempre o mesmo filme no mesmo canal nas mesmas madrugadas e nos mesmos sentimentos e mesmas angustias. vadia.

"Esperança, seus lençóis tem cheiro de doença"

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Repetição/Macarrão.

Em São Paulo há pouco mais de vinte e quatro horas, o sentimento dilacerante de uma flor nascente de tédio começa a brotar em mim. Em outros momentos esta sementinha demorou dias para dar indiícios de que germinaria.
Preciso sair amanhã. Quem sabe, dar um rumo diferente para esse tipo de situação/sentimento seja-me bom.
No computador, no andar de cime neste sobrado em que cresci e vivi a vida toda, a voz que vem lá de baixo disse: "você encara um macarrão com ovo?".
Vim para cá em busca de paz, e agora encontrarei com uma das pragas atemporais e aespaciais de lá: o macarrão.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Espírito de natal.

...tinha um presépio com animaizinhos e seres humanozinhos em tamanho de gente e animais de verdade. Cristo até parecia uma criança simpática, que se viajasse de ônibus não o faria chorando durante todo o trajeto.
Para representar o espírito de natal supra sumamente capitalista uma corrente afastava as pessoas das de gesso.
Me deu vontade de roubar peo menos uma ovelha.
mentira.
Mas achei engraçado.

sábado, 19 de dezembro de 2009

"Quando eu era jovem".

Por que realmente, não sou mais.
Talvez na década de cinquenta eu seria um cara descolado (e não tão deslocado como sou ou me sinto às vezes). Ou melhor, talvez, sendo assim, na década de cinquenta, eu seria o padrão desejável.
Ou não.
Só sei que quando eu disser "quando eu era jovem", jamais discorde, jamais questione com "você não é jovem?", ou "quantos anos você tem?". Primeiro por que estou falando de mim, e não creio que lhe caiba discordar do que estou dizendo ser sobre mim. (Cito aquela bela canção "como podes dizer, saber como estou, se nem eu mesmo sei, o que há de errado").
E segundo por que não é uma questão de idade, mas sim de espírito. E o meu espírito de jovem (bem como o meu cheiro de espírito juvenil) já ficaram pra trás em algum momento remoto que talvez eu ainda não existia ou se quer era vivo.
Eu quero ir pra casa. E descansar.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Ano.

Fim de ano é um cú. (Perdoem-me a definição impositória, grotesca e chula, logo pela manhã, pelo menos para mim). Mas pensando numa porta de bosta, penso em final de ano, e cú. (e pensar que já me esforcei para manter este blog isento de palavrões). Como mantê-lo isento se o próprio escritor já é um por si só? Uma ofensa desmedida batendo no teclado.
E quando eu percebo, a cabeça já está funcionando e pensando "é, ano que vem...". Ano que vem é o cacete, porra!
Bota ordem nessa merda toda e para de encher o saco com historinha pra vender roupa branca e champanhe espumante vagabundo.
Cala os dedos na frente dessa merda e vai acabar de estudar, no último dia de tensão deste ano. O que não faz a menor diferença, por que daqui há quinze ou vinte dias já estarei de novo em tensão. E ai, meu amigo, bom ou ruim, foda-se se é dois mil e nove ou dois mil e dez, isso todo mundo sabe: se o cú tiver coçando, você não consegue dormir.

só quero acabar logo com isso, deveria ter feito a prova de manhã mesmo.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

(...)4a.

"E é tão romântico fingir não ver que,
eu não sou mais que outro vício qualquer,
em que você pendura os ossos pra ter,
outra noite pra viver e esquecer"

Nenê Altro e o mal de caim.
Faz todo sentido.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

(...)4.

Tal qual minha mãe, e apesar dos inumeros esforços, realmente não consigo compreender a minha geração, aqui e agora.
(isto é grande, e muito, mas enfim).

sábado, 12 de dezembro de 2009

Sobre ser bem vindo.

Não seria mais fácil, para mim, para os outros e todos, em vez de deixar a pipa baixinha, com toda a linha enrolada na lata, dizer "você não é bem vindo"?

Pelo menos pude dormir com o ressoar de um dos maiores e mais belos elogios que já recebi nesta vida: "você é, diferente".

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ponto.

O
Limite
Entre
O
Non sense
E
O
Rídiculo
É
Este
.


(apenas para termos, cargos e curiosidades referentes a anonimidades, Livraria Hammurabi, Santo Antônio com Rio Branco, lá pelas 7 horas)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Erro.

Teve uma quinta feira que eu tava meio encasquetado em casa, inquieto, nervoso e tudo. Já tinha lido um pouco, tocado guitarra, violão, mas nada me deu alívio ou coisa do tipo.
Ai me deu vontade de pintar uma camiseta, e seria o verso de uma camiseta cinza escrito "não acreditem na globo" que a Marcella me deu em 2005. Eu não sabia ao certo o que escrever nela.
O Pedro chegou em casa e disse que ia raspar a cabeça, ai eu disse "ow, raspa a minha também". Depois do primeiro filete de cabelo cortado eu disse "faz um moicano". Ai ele fez. Começou a rir, eu também. Disse que no dia seguinte eu tiraria, mas não tirei, e isso ai já deve fazer um mês.
Acabamos de raspar minha cabeça era mais ou menos uma hora, e eu fui escrever na camiseta. Havia decidido escrever "erro.".
Outro dia eu sai com ela, e alguem me perguntou "erro?" e eu disse "erro!". "Por que uma camiseta escrito erro?". "Por que o Billi Corgan usava uma escrito 'zero' e até hoje a molecada compra camiseta igual". "Tá".
Hoje cedo, vindo pra faculdade, o porteiro do prédio, evangélico chefe de ministério, olhou a camiseta e disse: "erro? haha, só você mesmo Gabriel".
Vai entender.

E mesmo com a possibilidade dela ficar molhada de suar e chuva hoje, eu a usarei para tocar na livraria amanhã, mesmo que seja só pra aparecer na foto. Se tiver foto.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Banho Old School.

Depois da minha mãe me ligar com uma notícia que me chateou, fechei aquele texto confuso sobre algum autor complicado e fui tomar um banho.
Quando o CD vivia seu auge, em meados de 1999 (acho que o auge foi esta época), quando já havia destruído os belos lp´s e apavorado as divertidas fitas k7, e ainda não era, nem de longe, ameaçado por essa porcaria de mp3, eu ganhei um rádio portátil que tocava cd. De uma marca barbante, como diz meu pais. Uma bosta. As coisas costumam durar pouco na minha mão, as coisas ruins então, duram menos ainda.
Eu adorava ouvir o meu "só no forevis" naquele radinho.
E ai numa determinada época comecei a colocar o rádio no banheiro enquanto tomava banho. Foi a época em que comecei a adorar (no sentido de adorações) Legião Urbana, Nirvana, Silverchair, e outras coisas. Mas o que eu ouvia mais mesmo eram esses dois primeiros.
O rádio quebrou, dizem que foi por causa da exposição excessiva ao vapor dos banhos e tudo. Pode ter sido. Eu sempre destrui tudo.
E ai hoje, em um rádio bom, que já dura cinco anos, tomei banho ouvindo o magnífico cd intitulado "Um", do Envydust, sobre o qual ainda colocarei algo como uma resenha aqui.

E quanto a notícia chateante, bem, sigo chateado. Merda.

Resta-me esperar a sexta, para tocar na livraria e ter uma nova sensação.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

(...)3.

Quando eu percebo,
Já estou fazendo.

Resta-me esperar a sexta, para tocar na livraria e ter uma nova sensação.

sábado, 5 de dezembro de 2009

"Suburbia, 1986"

(...)
Beijos nos bastidores me segurem forte
enquanto os amplificadores estão gritando...
gritando por nós.
Vamos caminhar a noite inteira
e falar um pouco de merda.
Por favor fique e me faça se sentir vivo.
Será que é a mesma coisa com todos garotos punks?
Será que tememos tanto que nossa época passe?
Só mais um café...
Só mais um beijo...
Só mais uma música...
é tudo o que eu preciso
para sentir que o mundo não é tão ruim assim,
enquanto você estiver lá por mim...

No dia em que a Any me "vendeu" (trocado por um shaipe de skate) o "história não tem fim", do dance, ela me disse assim: "a única música que eu copiei foi a última, é linda, e a ouça com atenção". Isto no carnaval de 2005. Beleza. Cheguei em casa e ouvi o cd inteiro. A primeira música que me ganhou de verdade foi "mais um café gelado".
Eu "gosto" do desespero daquele cd (posso ter uma interpretação distinta da que os caras tentaram dar ou sentiam ao fazê-lo) mas ele me soa como um desespero que compartilho (em especial com "carro bomba", "instantes" e "apertem os cintos").
Me apeguei a "suburbia" no ano passado. Um dia, do nada, coloquei o cd pra tocar e a música ganhou um destaque, talvez a atenção refinada que a Any indicara. Peguei a cifra, brinco de toca-la meio folk no violão. Ouso dizer que há um ano, mais ou menos, se tornou uma das minhas grandes favoritas da banda.
Ainda sobre a música. Tem um menino, ele chama Alan, mora na Freguesia em São Paulo. Eu tenho ele no orkut desde 2005, o conheci no rolê, conversamos muito pouco, só em portas de show e uma vez que o trombei no ônibus. No primeiro dia da maratona eu o vi enquanto eles estavam tocando, justamente, "a história não tem fim". Enquanto tocava "suburbia" ele subiu no palco, abraçou o Nenê e, antes de pular na galera, fez um gesto de "fim" com os braços (estilo técnico em fim de jogo) e gritou "basement is closed" (o porão está fechado). Isso me marcou. Eu fotografei isso com a cabeça.
Acho que é a única música em inglês deles depois do "six first hits", e ela me pega tanto pelos calcanhares. Diria que é algo quase visceral.
Quando o rolê não é bom, e me dá vontade de voltar pra casa logo, eu volto cantando a música. Semana passada, voltando do bar da mancha verde (então, sou corintiano), após ficar preso lá por conta da chuva, e ir para casa às 2 da manhã, sob forte chuva, andei os trinta minutos da molhada caminhada cantando sozinho. Deixando os outros para trás, conversando com os semáforos vermelhos, enquanto eu sentia a consciência encharcando de falta de auto respeito.
E às vezes a música faz tanto sentido. Às vezes eu desejo tanto que a banda não pare de tocar. Às vezes eu desejo que eu não durma. Às vezes eu desejo tanto parar na rua e não ir pra casa, e ficar, aonde quer que seja. E pedir pra não ter que pegar a chave no bolso esquerdo. Ou tirar o celular do bolso direito pra ver as horas.
Eu acho que eu trouxe um amplificador de São Paulo pra cá pra que ele ficasse desligado no canto da sala, justamente, gritando por mim nesses momentos, em que eu entro em casa as 4:05 e digo: "Às vezes eu preciso de algo que me faça acreditar que o mundo não é tão ruim assim".
E já não sei aonde procurar este mundo dentro daquele que eu construo e aceito ao meu redor.

a música: http://www.youtube.com/watch?v=AZCS3yrtwe0&feature=related
a letra em inglês: http://vagalume.uol.com.br/dance-of-days/suburbia-1986.html

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

(...)2.

Faz mais ou menos um ano que um olhar certamente doce me perguntou:
-O coiso é vegano?
Eu certamente respondi que não; não sou e nunca fui.
Mas a verdade é que eu sou um idiota.
Em todos os aspectos.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

(...)

Normalmente, antes de sair de casa e vir pra faculdade, a hora que for, eu preparo um café com leite (do jeito que gosto) em alguma das minhas canecas plásticas, e venho o tomando no caminho. Ouvindo algo que me agrade nos fones de ouvido e observando os detalhes escondidos do caminho cotidiano.
Cumprimento o zelador.
Cumrpimento o porteiro.
Cumprimento o senhor de cadeira de rodas.
Cumprimento as senhoras do bazar da igreja.
Cumprimento o rapaz da farmácia.
Nos últimos dias eu tenho tomado meia xícara de leite com toddy na caneca de porcelana do corintias que minha irmã me deu pouco antes de eu me mudar pra cá.

Sinto falta do café.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

idiotice.

Ai um idiota, daquele compositor de enormes idiotices cotidianas, apontou o dedo em meu nariz (com tom de espelho) e disse-me: idiota.