quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Emo Old School.

(quase uma sequência da postagem anterior).
Então nos dias da maratona do Dance Of Days deparei-me com um jovem que, como eu, frequentava os shows da banda há (ou desde) 4 ou 5 anos atrás. Com o mesmo estilo que marcou aquela época (acho que podemos demarcar de 2002, quando a coisa começou a mostrar mais a cara no Brasil, até 2006, quando decaiu enquanto algo do Underground), o jovem rapaz fez-me pensar no termo "Emo Old School", (outra ressalva, este termo em inglês refere-se, a meu ver, de forma saudosista, a um passado talvez ainda não muito distante). Podiamos discutir o que é esse raio de Old School não é mesmo? (não agora).
O jovem usava uma simples franja para o lado, nada de escova ou chapinha, como fazem os ditos emos de hoje, vestia uma camiseta baby look, curta nos braços e na cintura, a calça, jeans, estava caída, grande parte da cueca a mostra e o tênis era um Mad Rats vermelho.
Pensei "Emo Old School, tá bom ou quer mais?".
O que me causou estranhamento maior foi observar os "Emos Atuais", escova no cabelo, calça grudadinha, um tênis estranho, gorducho e alto, camiseta colorida. O Old School talvez não tenha ainda reformado o seu guarda roupa, ou talvez seja apenas alguém como eu, que em dado momento da vida se identificou com algo mais cultural do que a simples troca de tendências e se apegou a isto para a sua vida.
Aliás, eu e muitos daqueles que estavam naquele Hangar lotado, alguns com camisetas de banda e "estilos" que fogem do senso habitual para a casa ou a banda, seja este o emo, o punk, o hard corer, o straight edge, o rocker (como disse o Nenê "o straight edge vira um time de escola e o emo só uma moda boba").
Meninos vestindo camiseta baby look está fora de moda? E daí? Não se vende mais aquela camiseta do Dance com a estampa da vitrolinha (assim como não se retorna mais a 2005).

3 comentários:

pedro meinberg disse...

são todos filhos de um único pai criador e quando morrer vão todos para o mesmo saco!
quando penso em "tribos", se é que posso assim chamar, penso em identidade cultural. ao mesmo tempo, penso também na necessidade que temos de ter nossos egos massageados por alguma "tribo", por exemplo: a menininha bonitinha roqueirinha, de 14 anos, que passa por você roqueirinho, de 15, comenta com amiga também roqueirinha: "viu que bonitinho?", isso só porque você estava fantasiado da mesma "tribo" que ela, tribo enquadrada na mesma moda século XXI que todos dessa cultura ocidental burguesa está.
posso ter estar sendo um pouco reducionista e etnocentrista, desconsiderando uma "diversidade urbana", se é que posso assim chamar, mas não pensei muito pra escrever o que eu escrevi, rs.
abraço.

pedro meinberg disse...

pensando um pouco na minha irresponsabilidade, seria interessante se estudar até que ponto há identidade do indivíduo-"tribo", isto é, se a pessoa está ligada na ética, hábitos, valores de tribos ou se somente paga. também, e talvez o mais interessante, seria investigar quando e como o surgiu o interesse por se "filiar" a tal "tribo". aí talvez seria um obejto de estudo da psicologia social.
e me pergunto: será que eu posso virar índio a hora que eu quiser? tudo bem, não preciso ir tão longe, mas será que eu posso virar argentino?
pensa ae.

Klaus disse...

Gostei da frase do Nenê. E tem mais: Old School pra mim é meio campo formado por Neto e Zidane, ou ainda: Dupla de cantores, Compadre Washington e Beto Jamaica. Mas o axé acabou, né não? E a Ivete?
Old School do emo.. Talvez Smiths e Cure? Ou é só fachada de embalagem, pra soar diferente do mais do mesmo?
Muito bom, Coiso. Vou coisar com alguma emo bonitinha algum dia.