sábado, 31 de outubro de 2009

Finados.

alguém
preciso
fazer
alguma
coisa
e
ponto
(cansei)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Oh Minas Gerais!

A goiabada foi tomada por uma gigantesca e verde colonia de mofo,
O queijo, cheio de oleosidades, se esfarelou no pacote,
Apos despencar do alto da serra,
Desceu rolando morro abaixo,
E foi pisoteado por um cavalo puxador de charrete.
Pao de queijo de verdade nao tem queijo.
E o doce daqui, foi fabricado em Sao Paulo.
Oh Minas Gerais (como diz a musica),
'Me liberta desta porra' (como disse o Jesus),
Antes de virar a tosca estatua no pico da cidade.
(citando clarah averbuck, 'o amor, so te fode no rabo',
'eh tudo culpa da influencia do cinema', fechando com Holden).

sábado, 24 de outubro de 2009

Sexo Bundal.

Uma jovem mulher entrou na farmácia, aparentando tranquilidade, cumprimentou o farmacêutico com um singelo boa tarde e lhe revelou o motivo de estar lá naquela tarde:
-O meu marido quer fazer sexo anal comigo, mas eu não quero. Você tem alguma pomada anestésica para isso?
-Bem, tem o lubrificante...
-Com o lubrificante dói do mesmo jeito, eu queria um anestésico, por que ai ele fazia e eu não sentia dor.
-Acho que você deveria conversar com seu marido.
(...)

Este foi o relato de uma amiga, ela vivenciou a situação mas não pode presenciar o desfecho.
Eu apenas questionei: o marido, queria fazer sexo anal com ela ou com uma pequena porção de músculos anelarmente contraídos que se encontra na retaguarda do corpo da mulher?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O de quadrado.

Foi em 2007, em uma noite qualquer voltando do cursinho, desceria do ônibus na frente do hospital das clínicas para lá pegar o glorioso Morro Grande que por anos me acompanhou. Levantei para descer um pouco antes do ponto, acho que havia um antes do meu; nisto, um rapaz, aparentemente alcoolizado, veio andando na minha direção, desceria no ponto anterior ao meu. Parou perto de mim, ficou me olhando e então gritou: "O de quadrado, sai da porta".
Fiquei pensando, porra, 'de quadrado'?.
Então percebi que era a primeira vez que eu vestia uma camisa de manga curta xadrez, e o de quadrado referia-se às listras verticais e transversais. Pelo que me recordo, só fui entender isso no dia seguinte, quando acordei e vi a camisa xadrez sobre a cadeira.
E ai todo dia que acordo e vejo ou visto uma camisa xadrez lembro disso...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

"Sociologia da Educação"

Dance Of Days - Cem mil bolas de neve.

Teorias tropeçam na mesa do bar
E no fundo sabemos que já não há
Um dragão gigantesco apenas
Que precise cair
Para o sol um dia voltar a brilhar,
E que na verdade ele pode estar
Te dando um sorriso agora
Que amortecido acordas
E não sabes o que quer.

Se os porcos tomaram a casa dos senhores
E andam em duas patas porque não ouves
A voz que grita em teu coração a dizer
Que é hora de morrer
Para o inimigo
Que vive em você ?


O terceiro setor é cruel por que não é do estado, e o estado é cruel por que só quer fazer reprodução.
Vamos nos apegar a que então? Armas?
Então vamos à academia, ficarmos forte, pra brigarmos bem 'no dia' em que a revoluação chegar.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Um jogo de xadrez.

Fui dormir sabendo que jogaria 11 partidas de xadrez no dia seguinte; fazia alguns anos que eu não jogava uma, e nunca levei a sério este esporte, depois de uma cagada nada pedagógica por parte de um professor, lá pelos anos de 99 ou 2000. Enfim, começou a partida.
Cumprimentei meu oponente, bati no negocinho do relógio e o adversário fez sua primeira jogada. Pensando eu podia estar fazendo sexo fiz um movimento qualquer e trinquei o relógio de novo, o adversário jogou, eu joguei, e pensei eu poderia estar conhecendo esta cidade que ainda não conheço e tudo; pensei, após isto, eu poderia estar na casa de meus pais, em São Paulo, enchendo o saco da minha mãe perguntando que que vai ter pro almoço. Foi neste momento que o oponente disse algo que não compreendi, pedi que repetisse, e ele o fez: "xeque mate". Olhei no reloginho, pouco mais de um minuto havia se passado desde o principio do jogo.
Repeti, então, a frase dita quando cheguei ao salão em que ocorreriam os jogos: "enfia o bispo no cú e sorri pro cavalo".
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"Lírios aos Anjos" - Dance of Days.
Talvez precise bem mais
Que um sorriso incapaz
De me prender a atenção.
Mas foi tão bonito estarmos
Sentados aqui sem dizer nada
Esperando o calor tomar corpo.
E não sei...
Não sei como preencher
O vazio sem fim destes passos.
Eu não sei...
Não sei como comecei
A atirar lírios aos anjos.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Suas próprias canções.

Em 2002 meu pai me deu de presente de aniversário um cd de mp3 com todas as músicas da Legião, levei meses para ouvir tudo aquilo. Recordo-me que uma música que me chamou muito a atenção foi "marcianos invadem a terra", por falar de alienigenas e por ser apenas voz e violão. A ouvi muito nesta época (me recordo de ouvir aquele cd enquanto jogava o jogo do "x games" do Renato no video game).
No último domingo, por motivos da vida cotidiana coletiva, encontrei-me sentado no sofá de casa, olhando o tapete e ouvindo tal música. Foi então que o verso "se você, quiser se divertir, invente suas próprias canções", me chamou a atenção.
Ainda naquele ano ganhei um violão, após 2 meses em uma furreca escola perto de casa desisti das aulas e decidi aprender a tocar sozinho. Demorei um pouco mais do que os outros jovens do colégio para ter um mínimo domínio do instrumento musical.
Não sei tocar de cór nenhuma música da legião, e toco apenas alguns covers. No mesmo domingo encontrei um papel aonde anoto os nomes das músicas que faço, ao todo, 54, e me certifiquei, como cantava o renato russo em "marcianos", eu me divirto fazendo as minhas próprias canções (embora não seja nem de longe, músico).

sábado, 3 de outubro de 2009

Piada Perdida.

Dai a professora marcou a entrega do trabalho final para um dia que não era de aula dela, trouxe uns bolos de supermercado, uns refrigerantes, e a galera se juntou ao redor da mesa. Sem saber nada do que se passava, o professor daquele dia chegou, entrou na sala, olhou desconfiado, tímido, asustado, curioso. Eu pensei: "uma piada, uma piada, uma piada agora".
Vi um de meus colegas dizendo ao professor "é a entrega do trabalho...", no exato momento em que encontrei a piada exata: levantar os braços, sorrir, olhar para o professor e dizer: "Surpresa!".
Piada perdida.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Emo Old School.

(quase uma sequência da postagem anterior).
Então nos dias da maratona do Dance Of Days deparei-me com um jovem que, como eu, frequentava os shows da banda há (ou desde) 4 ou 5 anos atrás. Com o mesmo estilo que marcou aquela época (acho que podemos demarcar de 2002, quando a coisa começou a mostrar mais a cara no Brasil, até 2006, quando decaiu enquanto algo do Underground), o jovem rapaz fez-me pensar no termo "Emo Old School", (outra ressalva, este termo em inglês refere-se, a meu ver, de forma saudosista, a um passado talvez ainda não muito distante). Podiamos discutir o que é esse raio de Old School não é mesmo? (não agora).
O jovem usava uma simples franja para o lado, nada de escova ou chapinha, como fazem os ditos emos de hoje, vestia uma camiseta baby look, curta nos braços e na cintura, a calça, jeans, estava caída, grande parte da cueca a mostra e o tênis era um Mad Rats vermelho.
Pensei "Emo Old School, tá bom ou quer mais?".
O que me causou estranhamento maior foi observar os "Emos Atuais", escova no cabelo, calça grudadinha, um tênis estranho, gorducho e alto, camiseta colorida. O Old School talvez não tenha ainda reformado o seu guarda roupa, ou talvez seja apenas alguém como eu, que em dado momento da vida se identificou com algo mais cultural do que a simples troca de tendências e se apegou a isto para a sua vida.
Aliás, eu e muitos daqueles que estavam naquele Hangar lotado, alguns com camisetas de banda e "estilos" que fogem do senso habitual para a casa ou a banda, seja este o emo, o punk, o hard corer, o straight edge, o rocker (como disse o Nenê "o straight edge vira um time de escola e o emo só uma moda boba").
Meninos vestindo camiseta baby look está fora de moda? E daí? Não se vende mais aquela camiseta do Dance com a estampa da vitrolinha (assim como não se retorna mais a 2005).