terça-feira, 15 de setembro de 2009

Reacionando.

Um grupo de rapazes conversava próximos de mim na fila para o almoço, no restaurante universitário. Por vezes alguém, de outros grupos, era apontado como "reaça", ou algumas atitudes, de outros alguéns, de outros grupos eram tachadas como "reacionárias". Entre estas classificações e outras, algumas frases captei e coloco aqui para leitura e inerpretação de quem aqui entrar:
1)"Ontem eu dei uma bica naquele cachorro que ficava enchendo o saco lá na rua. Foi uma só, bem na cara. Quero ver latir de novo";
2)"Que viadagem tua foi aquela lá hein (interrogação) Puta bixisse!";
3)"Mano, você vai pegar essa fila lá no final. Entra aqui com a gente";
4)E último: "Pra quê que eu vou ver aquela aula (interrogação) O cara é mô reaça!".

3 comentários:

pedro meinberg disse...

são as personalidades que todos os anos se repetem, como percebemos ontem na bétí.

brasil disse...

Achei nos comentários do blog do Bruno Medina, se não me engano. Devo ter achado teu comentário legal.
Veja que assim acaba se descobrindo uma blog! hehe.
Abraço.

Anônimo disse...

Até entendo as três últimas, mas chutar a cara do cachorro já é demais pra mim!!!

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Uma coisa que eu detesto é essa hipocrisia política. Antes de mudar o mundo politicamente, deviam pensar e mudar as atitudes cotidianas. Serem exemplos.

Eu devia pensar e mudar as minhas atitudes.

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Numa aula sobre Anarquia, perguntaram para o professor se existia alguma diferença entre esta e o Comunismo.

Ele disse que o ideário é praticamente o mesmo. Porém, ele citou um acontecimento histórico para demonstrar algo que diferenciou na prática.

No caso, era durante a guerra civil espanhola, e os comunistas eram contrários aos anarquistas pois estes tinham mulheres em suas fileiras. As mulheres eram fechadas em vagões de trem e metralhadas.

Me perguntei: afinal de contas, o que mudaria no mundo?

Quem me garante que a criança sub-saariana teria uma vida melhor?

Enfim, o problema, no meu ponto de vista, é o ser humano. E a solução, também.