domingo, 27 de setembro de 2009

Notas desordenadas.

Dizer que o dance of days é uma de minhas bandas favoritas não soa como novidade para os meus amigos.
Ontem teve a primeira parte da maratona deles. Eu explico: todas as músicas de todos od cd´s tocadas em dois dias, ontem foram 3 cd´s e hoje serão mais 3. Além dos momentos de extrema catarse que vivi ontem, e que sei que viverei hoje (sobretudo com o cd "valsa das águas vivas"), trago de forma desordenada uma série de raciocínios e pensamentos acerca da banda, da forma de se fazer e nos motrar a música que foge daquela que estamos acostumados.
Sabe aquela nossa imagem de camarim? Aquela que construímos ainda quando eramos crianças, com base no que mostram no video show, então, quando me encontro com "o baterista da banda" na fila do bar para comprar um doritos vejo que, bem, aquele camarim cheio de frutas e bebidas e sanduíches não é o único que existe ao certo. Quando cumprimento "o vocalista da banda" ele pára, olha para mim e diz: "nossa cara, você tá diferente, cortou o cabelo?", e me pergunta se fiz boa viagem e agradece por eu ter vindo de longe pro show...
...diversas coisas de contato humano direto, nada de endeusamentos, nada de altares para os musicos, nada de um grupo colocando uma "multidão" (uma casa de show cheia) em um andar abaixo. Nada de video show.
O camarim é uma falácia, para quem produz (e não cria) objetos comerciais disfarçados de peças artísticas. O camarim é para quem precisa se esconder. Se esconder de quem aprecia o que você faz? Se esconder de que?
Agarra o fio do microfone e se joga na galera, estamos lidando com gente.
Nossa, isso tá muito desordenado... Efeito da catarse ainda.
Joelhadas na cabeça a parte, estou já me preparando para a segunda parte desse evento, que além de custar o incrível preço comum de dois shows no Hangar, fecha um ano em que o dance tem sido muito importante sob os meus ouvidos.

Um comentário:

pedro meinberg disse...

fico feliz por você.
sobre o texto, percebe-se um sujeito ainda emocionado. algumas coisas aqui talvez não escreveria em consciência ou na "inconsciencia" da rotina, da vida, da normalidade... mas poderiamos viver sempre assim, apaixonados por alguma coisa.