sábado, 12 de setembro de 2009

Era sexta-feira.

Não vi o sol se pôr, aonde moro tenho apenas a bela visão da igreja central ficando vermelha, depois rosa, depois laranjinha e por fim ser entregue à escuridao. Apoiei as mãos nas costas, talvez paralelas aos rins, joguei o tronco para trás e estalei algum osso ou cartilagem, não sei.
Quase acabei os fichamentos, comprei uma jurupinga, estava ouvindo 'pixies', arrumei o quarto, acabei assistindo "farenheit 11/09" (que passou na cultura), exatamente a 1:47 coloquei o celular para despertas as 8:30 de hoje, precisava agora digitar e imprimir os tais fichamentos.
Não vim ouvindo pixies nem nada, vim caminhando e ouvindo a voz da consciência resmungando um trilhão de coisas que muitos diriam que não tenho razão e que são argumentações machistas (...). Foda-se (com perdão pelo palavrão).
É, eu não comemoro mais quando percebo que chegou a sexta-feira. E quando comemorava, era por não fazer diferença, como ontem.
E semana passada.
E semana retrasada.
E mês passado.
E bimestre passado.
E greve passada.
E férias passadas.
(...)
E vida passada.

em um prato de feijão, solidão.

4 comentários:

pedro meinberg disse...

era um passado. "só" isso...
escrevi mais ou menos sobre isso também.

Iris disse...

toda semana tem uma sexta feira.
e nenhuma sexta feira faz diferença. e isso faz diferença?

Alex Arbarotti disse...

a vida pode ser somente sexta -feiras... ou pode ser somente segunda- feiras... enfim todas as feiras são iguais...

brasil disse...

As sextas têm salvação. Eu, que já as considerava perdidas.
Bom blog. Valeu.