segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Pensamento musical.

Passei o fim de semana em uma encontro de conjuntos corais, trabalhei filmando o evento. O assisti através do quadradinho da câmera, e quando quis aplaudir algo realmente maravilhoso, não o pude fazer por ter de filmar tal maravilha. Mas depois conversei com o grupo responsável, apenas para dizer o quanto havia o espetáculo deles me maravilhado.
Aplaudi tanta coisa tosca nesta vida e não pude aplaudir aquilo...
Ai lá no meio, tendo de ficar em pé, de lá pra cá, filmando, acabei pensando na música. Afinal, era o que se fazia lá, mas de uma forma que não me é comum pensa-la.
Por vezes não há instrumento, as vozes se mesclam e se confundem como se fosse uma orquestra, ou mesmo um Airon Meiden, com três guitarras conflitando harmoniosamente entre si. Lembrei do Mukeka di Rato, que berra e grita, criando músicas que soam como desespero carnal. Uma outra forma, aquilo não é popular, e nem é fácil de digerir. Por vezesnão faz sentido.
Gostei das coisas que ouvi, ver que corais não são apenas conjuntos de igreja, e sim grupos que cantam músicas cotidianas nossas. Mas devo dizer, eu vou passar un 15 dias ouvindo só punk e hard core, pra compensar as concentradas horas daquele conteúdo clássico.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Trabalho de campo no MST

Quanto ao último fim de semana, a visita ao assentamento do MST Reunidas, em Promissão, sinto-me contemplado pelo o que disseram Pedro e Alex em seus respectivos blog´s.
Porém, acho que cabe aqui um questionamento: será o MST, o assentamento, ou mesmo a visita despreparada a estes algo (tão) burguês que não mereça a visita dos nossos colegas revolucionários e grevistas?

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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Esqueci o termo.

A partir da proposta inicial deste blog, a pouco mais de um ano atrás, a idéia era escrever pela necessidade crucial (e por vezes dolorosa) de colocar para fora a imensidão de letrinhas e palavrinhas que me entpome o cérebro. Pontos da cotidianeidade, incomodos tão comuns, acontecimentos e etc.
Hoje, diante desta página em branco do 'blogspot', além de não lembrar a palavra, talvez uma figura de linguagem que se usa quando se estuda, analisa sobre aquilo que se faz (que tem referência física com aquilo de ter um espelho na frente do outro). Eu percebi, que a velocidade e a enorme contingência de fatos que tem se acotovelado nos dias de minha vida, mesmo naqueles em que permaneço estático, eu precisaria de uns quatro pares de olhos, pares de corpos, e de una três blogs para conseguir contar, para amigos, anônimos e a mim mesmo todas essas coisas.
eu não posso ficar parado.

Ps: leiam o texto "o silêncio da acadêmia" no blog "rascunhos da vida". Ele contempla um dos assuntos aqui cabíveis.

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Anonimidades [de novo]

Dar pano pra manga, é isso que farei a seguir. Até por que, não há como não fazê-lo.
Acabamos de almoçar e fomos andando até em casa hoje, longos 40 minutos, fomos sem pressa. Eramos três, e brincávamos de descobrir quem é o dono das anonimidades deste blog. Que começaram, de forma diretamente direcionada e direta, creio eu, em meados de março deste ano. Comentei aqui algumas vezes e tudo. Como disse, não há como não comentar o comentário.
Ontem o anônimo, que já se definiu com uma sequencia de adjetivos, voltou, ousaria dizer que de forma triunfal (ou triunfante). Fazendo uma série de referências que poderiam tirar dele a qualidade de desconhecido, sem identidade sabida. Falou bastante mesmo [leia a página de comentários anterior].
Elencamos uma série de suspeitos, mas sobretudo, demos boas risadas desta situação [sem tom de deboche com o sujeito insabido em questão, que fique claro, sobretudo para ele ou ela]. Rimos da nossa capacidade de ficarmos curiosos e arrepiados frente a este mistério. Fui questionado se iria a um novo encontro possivelmente marcado por e com ele.
E a minha resposta, no fim do assunto, quando já chegávamos em casa foi: "coronel mostarda, na sala de estar com a chave inglesa".

Ps: a frase "não passo de um paulistano cagão" tem sido repetida exaustivas vezes em minha cabeça nos últimos meses. Se se planta e se colhe o que veio destas sementes, a insonia é só o comecinho para mim. Cagão, sim, obrigado.

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

só me faltava...

O título é pessimista, talvez até de mais. Ainda me faltam muitas coisas para que eu possa reclamar, resmungar e me queixar de que era o último dos acontecimentos, o mais cabal e absurdo que me faltava acontecer, sofrer, preconizar. Quem sabe daqui há uns 50 anos, se eu ainda estiver nessa de ser vivo, eu possa dizer que era a última coisa que me faltava.
Mas, bem, fazendo um apanhado geral dos últimos meses, como se fossem uma vida a parte (e não uma parte da vida), só me faltava essa mesmo, ter, estar, ser com insônia. Ter sono, estar cansado, mas não querer dormir. Se ocupar para não dormir.
Pelo menos o para-raio do prédio funciona.


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domingo, 16 de agosto de 2009

O que fazer?

Estavamos juntos, quatro em um apartamento. Daqueles pequenos, dos nossos. Que são nossos, como se fosse um extensão do outro. Já passava de uma e meia da manhã, eu queria ter saído, ido sacolejar os ossos, mas não fui. Alguns já dormiam quando ouvi uma porta batendo bruscamente, seguida de gritos femininos clamando por socorro. Levantei certo de que deveria abrir a porta e buscar oferecer a ajuda que se pedia (sem se quer imaginar o que fosse e/ou o que eu poderia fazer).
Gritos no estacionamento. Uma negociação:"pega esse aqui que tá mais novo", uma voz feminina berra: "filho, vem aqui, sai dai!". Carros começam a ser ligados. Arrancadas? Barulhos de lata. Ruídos que parecem pequenas explosões: "é tiro!", disse a amiga no apartamento. "É assalto", conclui junto do carioca que conosco estava.
Nos fechamos em um quarto. Escondemos o dinheiro embaixo do sofá e apagamos do histórico do celular a ligação para a polícia. Passos nos corredores além da porta. Gritos vindo de fora. O telefone da portaria está ocupado. O apartamento das 'meninas', no bloco da frente, está com a tv ligada, e, aparentemente, com uma calma que no nosso espaço inexistia. Liguei lá. "Não ouvimos nada, se você descobrir o que é avisa a gente. Ai meu deus do céu!". Na parede do bloco, o reflexo de uma luz vermelha giratória.
Os passos nos corredores já haviam parado, os gritos também. Parecia que tudo havia acabado, mesmo sem sabermos ainda do que se tratava em si. Seu Luiz, o porteiro, finalmente atendeu o telefone. "Ah Gabriel, nada de mais, é que pegou fogo num carro ai no estacionamento, mas já tá tudo certo".
Voltei ao quarto fechado em que haviamos ficado trancafiados por opção:"assalto porra nenhuma, pegou fogo num carro. vamos lá ver".
Passado o nervosismo, rimos, repensamos nossa ausência de ação. Debochamos uns dos outros. As coisas ditas no momento de desespero, criado por uma interpretação errada das coisas, nos levou a um leve pavor de mais de meia hora. Culpa do Datena? Talvez.
Mas acho que fizemos o certo, frente ao pitoresco em uma estranha noite neste condomínio, que a cada dia que moramos, se torna mais aconchegante e familiar. (Pelo menos para mim, e apesar do susto).

Ps: custava gritar fogo para anunciar fogo? E não apenas dispendiar genéricos pedidos de socorro?

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Em São Paulo

[anotações de uma solitária e registrada passagem por São Paulo].
-A Lapa de Baixo fede a Merda de Cima;
-"Academia Corpus Malhadus", Avenida São João;
-"Área de risco", pixado no muro do fórum trabalhista, aquele do Lalau;
-Uma mulher com roupas sujas e rasgadas, em meio a sacos de lixo, com um pote de maionese numa mão e a tampa noutra. Ela bate a boca do pote na parte de dentro da tampa, e a lambe. Olha sorrindo para os carros que passam;
-Mais a frente, no carro parado ao lado do ônibus, um vectra ainda sem placa, uma mulher de cabelos escovados e roupas brilhantes masca chicletes de boca aberta e bate os punhos no volante, nervosa, e com olhar cansado;
-Mas esse terminal lapa é saudoso. Aonde como 10 pães de queijo por um real tendo como vista tão linda paisagem?
-Alex: no centro de São Paulo também se vende zarabatanas, máscaras, cuícas e etc. Mas acho que os daqui não são de confiança como os de Manaus;
-Íris: calças no tom das que você usava e se dizia diferentes estão na moda aqui em São Paulo;
-Pedro: as lojas de instrumentos musicais estão caras por causa da crise;
-Peguei o ônibus as três horas numa ponta da paulista, as três e meia cheguei na outra ponta. São uns 3 ou 4 quilometros;
-Uma grande foto do micheal jackson colada no muro do cemitério de pinheiros;
-Os lugares em que passei minha juventude estão mais fechados e policiados;
-E, por fim, encontrei em alguns pontos específicos da cidade adesivos meus colados em meados de 2005.

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domingo, 9 de agosto de 2009

Sobre formigas e superação.

Então a formiga 'F' chegou no formigueiro em que estavam todas as outras formigas, da 'B' até a 'N'. Encontrou-se com suas iguais, em diversos aspectos, e não exitou em expôr a flor da pele seus sentimentos. Como boa formiga, busca algum refúgio em açúcares outros. Todas as formigas, por obviedade da ausência da formiga 'A', se juntaram ao pranto, mas, pouco a pouco, o ambiente retomou o aspecto tradicional do formigueiro bem construído que é. Cada qual com seu açúcar.
A cobrança é para que a formiguinha 'F' aceite e entre, apoiada em açúcares mais bem aceitos do que os seus, no rodamoinho do ciclo da vida. Sentir e expôr a dor não é o certo. Te faz mal. E você deve se adocicar com o que não queima, apenas com o que o doutor 'gafanhoto' (chamemos assim) indica como sendo hormonalmente aceitável.
Então, largado em um canto do formigueiro, e indiferente a quaisquer críticas ou comentários pejorativos, a formiga 'H' questionou-se em vão, sabendo que já se aproximava a sua vez de carregar a enorme folha sobre a cabeça: "nenhum arrombado nos pergunta se queremos ser essas porras dessas formigas, marchando nesse rumo tão tosco. E cada um de nós tem o açúcar que julga mais correto para seguir carregando estes fardos. À preocupação alheia(...)".
De volta ao olho do formigueiro, segurou uma folha quase seca, parou para comer e decidir quais são os seus açúcares. Sentiu, como que rotineiramente em seus trajetos, a falta extrema de 'A', e não parou para questionar, criticar ou interpelar ninguém, apenas comeu sua folha seca, por pura obrigação.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Arrumando

Coloquei meu saboroso cd homônimo do "fim do silêncio" pra tocar (comentei sobre ele aqui algumas vezes já), já que o rádio não tocava o jogo do corintias e eu mesmo não tava afim de ouvir. Era mais ou menos 5 horas quando tomei coragem e comecei a arrumar as coisas do meu quadrado chamado quarto. Comecei pela comoda, passei para a mesa, a prateleira e quando vi, era tudo uma massa só. Neste ponto o "zero e um" do "dead fish" já acabava. Calma, calma, você já passou por isso antes seu egocêntrico irrepreensível e indifarçável (isto existe [interrogação]).
Coloquei o "lírio aos anjos" do "dance of days" e fui pra parte mais pesada da coisa, mudar cômoda e armário de lugar, montar em meu quarto um novo World Trade Center em busca de espaço. Esvaziei a caixa de papelão, rearrumei. Pra manter o nível da sonoridade coloquei "nene altro e o mal de caim", não sei, talvez pra espantar os 'anjos e demonios' daquela bagunça aristocrática.
Mas não teve jeito, já passava das dez quando iniciei o "freak show" do "silverchair", me conformando de que não há espaço para tanta coisa. Alguns cartazes pelo quarto me lembrando de que pode ser bom ter um pouco de disciplina. Mas esperemos a arara que encomendei para por as roupas para ver se consigo espaço e menos sujeira e zona.
Acho que a pendurarei e arrumarei ouvindo nirvana, o bleach.

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