terça-feira, 21 de julho de 2009

Represália do destino

À época do colégio, isto é, longos dez anos da minha vida, se não mais, enquadrava-me no padrão de aluno desleixado que não fazia as coisas a que era obrigado e não estava nem ai para as aulas, para os professores. Notas baixíssimas durante todo este período, longos históricos de recuperação (no final do ano, eram no mínimo três matérias). Tive problemas por escrever ofensa ao e no caderno de caligrafia, problemas por copiar lições de casa, problemas que levavam muitos professores (inclusive alguns travestidos de "pedagogos", "psicólogos" e "educadores") a dizerem que meu futuro passaria longe de uma faculdade. Enfim. E sempre que havia aquela incerteza sobre a entrega de algum trabalho ou a aplicação de alguma prova, eu não fazia ou estudava, acreditava que, se havia incerteza, era mais fácil que não houvesse. E sempre era, e eu sempre rodava.
As coisas mudaram, alguns dos jurássicos professores, anunciadores do nebuloso futuro que me esperava, já se aposentaram, outros foram mandados embora do colégio pois se percebeu que não são educadores. E hoje, já começando a me acostumar com a faculdade, quando há a incerteza eu faço, mesmo que seja como ontem, que o trabalho durou até pra lá da meia noite.
As coisas mudaram, cheguei na faculdade e o professor não veio. A entrega fica para a semana que vem.

http://www.myspace.com/bielcoiso

Um comentário:

pedro meinberg disse...

sei que estamos ficando velho., os professores já estão aposentando e daqui a pouco é nós estamos nos seus lugares...