segunda-feira, 27 de julho de 2009

Domingo.

O superstrato humano, o qual devo reconhecer como relação desejosa, próxima e, ao que pude compreender, querida, chegou em casa. Era dia em que o sangue ferve, oito vira sessenta e cinco, janela vira porta e sofá arquibancada, eu havia dito, "não venham". (É difícil compreender, ou, minimamente, sob o meu teto, respeitar que eu levo à sério?).
Quando o sangue já havia evaporado, junto com qualquer esperança de que o silêncio prevalecesse, aquilo a que chamamos de paciência já se partira a tempos e quando eu já cantarolava "estou preso em minha própria casa" (parafraseando "fim do silêncio", que ironia), pedi a atenção do superstrato e lhe questionei: "se você conhecesse alguém muito religioso, por exemplo, um católico praticante, que você julgasse ser de fé exagerada, você não o respeitaria?". A resposta, um pouco já esperada por mim, sem muitas surpresas, foi tão simples e sanguinária: "se for fanático eu zouo mesmo".
Legitimando assim, movimentos como as cruzadas, invasões à Afeganistão, Iraque, bombas na Faixa de Gaza e por ai vai.
Ps: ausentando do relato outras citações fantasmagóricas do superstrato, tais como "isto não é música".

http://www.myspace.com/bielcoiso

4 comentários:

pedro meinberg disse...

amigos frequentando a nossa casa (para fazer algo que você também faz) é muito diferente de um país explorador jogando bombas no outro explorado.

pedro meinberg disse...

mas realmente, música, como a arte dos sons, pode ser o nirvana, o mozart, uma furadeira, um jato dum avião, um clique de um mause.

Alex Arbarotti disse...

Blz.....
Descupas por atrapalhar o seu ritual religioso.....
desculpas por fazer o "timão" perder..........
pois quando uma coisa muda em um ritual e algo nao dá certo a culpa é da mudança............
não vejo mais jogo do "curintia" e ele vai ser campeão mundial

Iris disse...

ufa, eu tava achando q a culpa pela derrota era estar enfurnada no onibus sem noticias do jogo...