quarta-feira, 29 de julho de 2009

Gripe porquina.

Suspensão de aulas por causa da gripe porquina?!
A única coisa que eu tenho a dizer sobre isso é:

http://www.youtube.com/watch?v=RlpxbwgREQU

e mais uma vez o destino (ou coisa do tipo) se represaliou (isso existe?): após ficar acordado até mais de duas da manhã em razão do seminário de amanhã que não mais ocorrerá...

http://www.myspace.com/bielcoiso

ps: no youtube, assistindo videos do show do pearl jam em são paulo. estranho causar-me arrepios ainda.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Domingo.

O superstrato humano, o qual devo reconhecer como relação desejosa, próxima e, ao que pude compreender, querida, chegou em casa. Era dia em que o sangue ferve, oito vira sessenta e cinco, janela vira porta e sofá arquibancada, eu havia dito, "não venham". (É difícil compreender, ou, minimamente, sob o meu teto, respeitar que eu levo à sério?).
Quando o sangue já havia evaporado, junto com qualquer esperança de que o silêncio prevalecesse, aquilo a que chamamos de paciência já se partira a tempos e quando eu já cantarolava "estou preso em minha própria casa" (parafraseando "fim do silêncio", que ironia), pedi a atenção do superstrato e lhe questionei: "se você conhecesse alguém muito religioso, por exemplo, um católico praticante, que você julgasse ser de fé exagerada, você não o respeitaria?". A resposta, um pouco já esperada por mim, sem muitas surpresas, foi tão simples e sanguinária: "se for fanático eu zouo mesmo".
Legitimando assim, movimentos como as cruzadas, invasões à Afeganistão, Iraque, bombas na Faixa de Gaza e por ai vai.
Ps: ausentando do relato outras citações fantasmagóricas do superstrato, tais como "isto não é música".

http://www.myspace.com/bielcoiso

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Som e fúria (II ou III).

(A menos que o último capítulo, hoje, cause grandes efeitos em mim, é a última vez que escrevo sobre esta série global).
O pessoal sempre comenta que estas minisséries da globo são boas. Falam muito de "a muralha", de uma sobre a chiquinha gonzaga, "dia de maria" e várias outras que nunca fiz questão de acompanhar. Dizem que é algo da globo, pela globo mas que foge do estilo globo. Resolvi acompanhar esta e fui surpreendido por uma sequencia de sentimentos bacanas e raciocínios legais assistindo-a. A história me envolveu, o casalsinho do comecinho da série me conquistou e hoje estou ancioso [ou ansioso, nunca sei escrever essa porra] pelo último capítulo, pois, assim como quando faltavam duas páginas para acabar de ler "a arte de produzir efeito sem causa", eu não conseguia imaginar um final em dua páginas, não consigo imaginar um final para a minissérie.
Creio que não o consigo pois não quero acreditar que algo que me soou um pouco "pela globo mas que foge do estilo globo", irá acabar tão no estilo globo [mesmo dando muito crédito a essa possibilidade]. O casal do maluco e a perdidinha da meia idade irá ficar junto, o morto irá, por fim, morrer e a companhia irá se salvar das cagadas feitas pelo facilmente enganável administrador. Pode ocorrer o total oposto, o que me soara um tanto quanto óbvio.
Mas não sei. Eu vim aqui fazer uma pesquisa, perdi a hora para a aula de antropologia e prefiro não entrar a entrar atrasado ou na metade. Vou para casa caminhando na chuva, e pensando, não na minissérie, que foi só desculpa pra escrever aqui, mas nas coisas que tenho que fazer [inclusive dar um role em cima do teatro municipal de são paulo].
Bosta, eu sei que vou só andar na chuva mesmo.

http://www.myspace.com/bielcoiso

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Inverno sem café

Um
Bom dia
Não
Compensa
Uma
Noite
Mal
Dormida.
Uma
Noite
Não
Liberta
Um
Real
Doído
Dia.
Se chove,
É bom,
Se dorme,
É bom.
Um inverno,
Sem café,
Cigarra,
Descansei.

http://www.myspace.com/bielcoiso

terça-feira, 21 de julho de 2009

Represália do destino

À época do colégio, isto é, longos dez anos da minha vida, se não mais, enquadrava-me no padrão de aluno desleixado que não fazia as coisas a que era obrigado e não estava nem ai para as aulas, para os professores. Notas baixíssimas durante todo este período, longos históricos de recuperação (no final do ano, eram no mínimo três matérias). Tive problemas por escrever ofensa ao e no caderno de caligrafia, problemas por copiar lições de casa, problemas que levavam muitos professores (inclusive alguns travestidos de "pedagogos", "psicólogos" e "educadores") a dizerem que meu futuro passaria longe de uma faculdade. Enfim. E sempre que havia aquela incerteza sobre a entrega de algum trabalho ou a aplicação de alguma prova, eu não fazia ou estudava, acreditava que, se havia incerteza, era mais fácil que não houvesse. E sempre era, e eu sempre rodava.
As coisas mudaram, alguns dos jurássicos professores, anunciadores do nebuloso futuro que me esperava, já se aposentaram, outros foram mandados embora do colégio pois se percebeu que não são educadores. E hoje, já começando a me acostumar com a faculdade, quando há a incerteza eu faço, mesmo que seja como ontem, que o trabalho durou até pra lá da meia noite.
As coisas mudaram, cheguei na faculdade e o professor não veio. A entrega fica para a semana que vem.

http://www.myspace.com/bielcoiso

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A revolução [enfim]...

Os grandes boatos acerca da apresentação do seminário sobre "o manifesto comunista", do Marx e do Engels, na segunda feira em que retornam as aulas, só crescem, e eu enrolo para mandar um emeiou ao professor. Eu já havia lido e feito um resumo, o qual seria a minha fala, porém, não encontro a porcaria do papel e mal-e-mal lembrei, ontem, qual seria a minha parte.
Ontem a noite, deitado na cama, sem sono, ouvindo dance me recordei e comecei a pensar na coisa da revolução, da greve, dos partidos e etc. Mas sobretudo, parei para pensar na revolução, na aceleração do tempo histórico, e cheguei a conclusão de que eu já vi a revolução acontecer.
Pois foi no ano de 1998, eu estava na terceira série do primário [hoje "ensino fundamental I"], e nesta época as festinhas de aniversário se limitavam a: festa de menino, só meninos, festa de meninas, só meninas. A sala era pequena, eramos 10 alunos: Aline, Thais, Gabriela, Fernanda [com a qual conversei há poucos dias], Priscila, Eu, Valmir [hoje admirador de rock´n roll], Guilherme, Rafael e Marco [na última vez em que o vi, guitarrista de hard core].
Bem, ai aconteceu que um dia, nossa colega Thais, foi o "agente revolucionário". Entrou na sala, falou algo com a professora Isabel e deu um recado, de que faria a festa de aniversário dela em um buffet próximo ao colégio, e que estava convidando todos da sala, meninos e meninas.
Viva la revolución!!! Ou devo dizer: Thais, che guevara da freguesia?

http://www.myspace.com/bielcoiso

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Tá bom, dia do rock.

Acordei, como gosto de fazer quando estou em São Paulo, fiz um pão com queijo derretido, um copo de suco e liguei a televisão para comer assistindo video clipes. Fui pego de surpresa por três canais, a já batida MTv, a Global Multishow e o recém descoberto VH1, com tarjinhas no canto da tela escrito "dia mundial do rock", e uma programação que muito me agradou, sim. Clipes que raramente vejo por estes canais, nirvana, pearl jam, faith no more, jimi hendrix, rolling stones com o ac/dc [não que eu goste], até clipes de shelter e meat puppets passou! Show dos los hermanos na multi show [perdeu pedro!].
Não sei se é o desenrolar das coisas ou o excesso de coisas que posso alcançar (leia-se: possibilidades), mas esta programação toda, que de início me agradou, acabou me causando intensa chateação. A priori por que não gosto deste tipo de celebração, lembro que em 2003 eu fui na galeria [do rock] com o Renato um pouco antes do dia 13 de julho, e estavam pendurando la uma grande faixa, de frente para a igreja do Paissandú, escrito algo como "dia 13, dia do rock, mas na galeria, todo dia é do rock", e, realmente, essa faixa ficou lá por bons tempos, isto é, anos.
Secundariamente, me chateei tanto por que eu cresci com a cara na droga da MTv, ela chegou em casa lá por 1996, vi muita coisa lá, me lembro de um show do silverchair que anos depois descobri ser algo como lançamento do freak show, vi o surgimento do charlie brown jr [passando o primeiro clipe deles, de 1998] e muitas outras coisas. De modo que cresci achando todo aquele circo normal, e até gostando e, claro, até desejando alcança-lo. E hoje me vi frustrado com isso, tanto que desliguei a tv e fui tocar guitarra, todas as músicas que demorei para aprender [e entender] e hoje me soam tão simples. Do nirvana, do silverchair, do alice in chains, do dance of days. Liguei a distorção e fiquei exalando ruídos deliciosos e sacolejando os cabelos, realmente ciente de que eu não alcancei aquele circo, e talvez nunca alcance nem nada semelhante [que seja] mas acabo satisfeito, de ver como essas coisas do rock me fazem esse lixo que gosto tanto.
Mas há "dias do rock" que guardo com especial sabor, como o de 2004, do qual recordo com gosto de toda a semana, de um frio daquele delicioso julho.
Puta merda, como isso me chateia, a minha velhice não combina com as coisas que quero fazer. Merda.
ps (pedro e iris): há uma praça no final da avenida pacaembú que, em outras oportunidades, voltando da paulista de ônibus, eu já havia percebi se chamar Iris, mas hoje observei-a com mais atenção, e chama-se [pasmem] Iris Meinberg!]

www.myspace.com/bielcoiso

sábado, 11 de julho de 2009

Som e fúria

O casalsinho interpretado pelo Daniel Filho e pela Ana Flor [ou Maria Flor, nunca sei], naquela mini série "som e fúria", a qual passei a acompanhar apenas a partir do terceiro capítulo, chamou-me a atenção e, talvez seja esta a intenção de quem a escreveu, fez-me assistir o quarto capítulo e já aguardar pelo quinto, sexto e enfim.
Na linguagem inocente e ignorante em teatro, que me é peculiar, gostei do casal e me atrai pela história da série, talvez seja apenas uma farça para mostrar um teatro que não existe por trás do teatro que não me diverte, ou melhor, que interessa e atrai uma minoria.
Fato é que o casal caiu em meu gosto, talvez pelo café com leite em boteco no centro de São Paulo e o rolê no telhado do teatro municipal, algo que já desejei fazer, mas que, por razões óbvias não tive oportunidade (talvez se eu fosse um rostinho bonitinho da globo...). Gostei deles por se tratarde dois "brotinhos" dialogando sobre coisas simples e preocupações banais que por vezes me afligem. Mas sobretudo, acho que gostei do casalsinho por serem tudo que sempre desejei ser (mais do que andar no telhado ou mesmo no centro de São Paulo a noite sem medo de outros humanos): ele são ficção, e ponto.

http://www.myspace.com/bielcoiso

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Gastrite.

Há mais ou menos três anos dores de estômago e ãncias [nunca sei escrever isso] começaram a me alfinetar. Enrolei um pouco, na época tinha a escola e algumas outras coisas da época, mas ai, no segundo semestre eu acabei por estrupiar-me por completo no aspecto estomacal. Me recordo de porres homéricos amanhecidos num hospital da Lapa em agosto, setembro, outubro e novembro. Era 2006. No final de novembro [ou começo de dezembro], o médico gastrocoisa disse para eu fazer uma endoscopia e ai descobriu que eu tava com uma gastrite.
De lá em diante passei a investir na idéia do "homem sem estômago" (assim como o David Bowie pensou o 'starman' o 'ziggy'). Mas larguei da idéia, a gastrite passou após uma cartela de remédios, que deve ter custado caro à minha mãe, e eu voltei às tardes de café e noites de goró.
Mas o estômago resolveu dissolver-se novamente, tudo bem, assumo que dei motivos. E hoje, vindo novamente para São Paulo, no pouco tempo da viagem em que fiquei acordado, pensei se voltarei a ser o homem sem estômago, ou se por fim começarei a sê-lo.
Ps: segunda feira fui atendido num pronto socorro em razão das fortes dores no estômago e na cabeça, o médico disse que eu tomaria um soro com um composto diluido e etc. Pediu ao enfermeiro que prepasse e me medicasse com aquilo. Primeiro, o enfermeiro me chamava de "meu rei", segundo quando foi olhar se o soro já havia se acabado disse "é, acabou já essa bagaça aqui, que é muito boa pra quando a gente toma umas cervejas a mais", terceiro, e último, quando foi tirar a agulha de meu braço disse em voz alta: "é que você é corintiano, ai eu trato direito, por que quando é palmeirense eu já falo "põe o braço aqui porra!"". A priori isso me causou um estranhamento negativo, mas depois se tornou algo positivo, não sei dizer ao certo.

http://www.myspace.com/bielcoiso

quinta-feira, 2 de julho de 2009

À pequena alegria

Dai a gente cresce e vão enfiando coisas na gente, até que nos tornemos alguma coisa que chama de adulto [eu acho que é mais ou menos isso], cobrando maturidade e tudo. Porém, questionamentos são negados, devem se manter na obscuridade do cérebro. E, realmente, algumas coisas eu mantenho com menos questionamentos do que as outras. Critico, me pergunto, avalio, questiono, mas, mesmo assim, tomei pito por gritar demais, sai andando por ruas vazias pra lá de meia noite, com a bandeira na mão gritando que é campeão!

http://www.myspace.com/bielcoiso