terça-feira, 9 de junho de 2009

Deboche, Náusea e Esculacho.

Lendo, por aqui, meus amigos com quem gosto de conversar, algumas vezes já tive a sensação de que estabelecemos diálogos em postagens, além dos comentários, e talvez como extensão de nossas conversas do presente ou contatos tão próximos do/no passado. Algumas vezes somos diretos em nossos diálogos [julgo que minha amizade com o Pedro começou em um assim, no Natal do ano passado].
Ir descalço? Tirar um sarro? Um debochezinho? [diria eu] já contei a anedota dos descalços no shopping? Em 2004/2005, anos em que me engracei com o movimento punk de São Paulo, frequentava no orkut a comunidade do "terrorismo poético" (vale a pena que pesquisem sobre isso), e ai começou-se a se formar em São Paulo o grupo "gelatina verde", com o intuito de fazer ações de "terrorismo poético". O grupo não saiu das páginas do orkut, as 30 pessoas que naquela comunidade bolaram uma ação, não a realizaram. A ação era "os descalços no shopping". O plano era ir em um dos shoppings mais 'chiques' de São Paulo, o higienópolis, descalços, entrariamos, em massa, e por aqueles lustrados corredores desfilariamos nossos pés nus. Seria interessante. Eu desisti de ir por que no dia anterior do que haviamos combinado, por orkut, o 'rolê', eu fui no show do Pearl Jam, e não queria sair de casa.
Náusea? Deslocamento? Ânsia? Bem, meu colégio era tão bacana, ótimos professores, coisas muito bem aprendidas e apreendidas lá, sentimentos criados [presentes até hoje de forma não compreendida], ideologias nascidas lá (até o começo da compreensão do que é 'ideologia'). Enfim, mas eu não fazia parte de lá. [diria eu] já lhes contei a anedota de que durante o intervalo eu dormia no fundo da sala? E as minhas roupas, e a minha postura, as minhas músicas, e as minhas redações, provas e etc, foram, muitas vezes, indicativo de uma diferença tão diferente e, lá, para alguns, repugnante. Mas foi gostoso. E importante para ser este nauseado que hoje divide um apartamento/apertamento
{Por fim} Esculacho? Nada disso é esculacho, nunca foi. Até por que, no colégio certa vez correu um boato de que eu fumava maconha, entre os alunos, não chegou até o alto escalão [professores, coordenadores e etc]. Foi na oitava série e no primeiro colegial, fui tão recriminado [e discriminado] por tantos colegas, que acreditei que ninguém daquela turma jamais usaria nenhum tipo de entorp´s. Até que, enfim, cheguei à esta faculdade, aonde sofri certas atitudes discriminatórias, talvez de "leve estranhamento" seja melhor, por, justamente, não fumar a marvada. Aonde mora a honestidade dos deboches, meus amigos?
Juntando tudo: o meu deboche, a minha náusea e o meu esculacho [bem como o dos meus amigos] são tão variantes e variáveis de acordo com lugar, pessoas e etc, que eu me perdi no texto e não consigo dialogar com eles. Não agora.
Quando vocês estiverem por aqui, poderíamos nos juntar em casa, tomar um goró e discutir isso, como fazemos/faziamos/fizemos frequentemente. Não é?
Enfim...

http://www.myspace.com/bielcoiso

2 comentários:

pedro disse...

penso que de qualquer forma, nessas situações, a náusea existe, e a necessidade de debochar também, caso contrário, sem o deboche, o ambiente seria mais insurpotável.
evidentemente, ele varia de lugar para lugar. em marília, eu tenho vontade ir um dia na aula ou em algum evento no anfiteatro (a noite) de terno e ligar um notebook, ao invés de abrir um caderno.
na verdade não sei se te entendi também, rsrs.
até!

Iris disse...

acho q o problema de tudo é esse tal de "leve estranhamento" acaba obrigando a gente a agir diferente.