segunda-feira, 29 de junho de 2009

Michael Jackson

[o título não nasce à luz do momento].
A questão é aquela velha que me persegue desde meados dos treze anos, quando comecei a me entupir de livrinhos e revistinhas do Nirvana, em especial o Kurt Cobain: morrer no auge.
Ele morreu no auge, o Jim, a Janis, o Jimi e etc. E, bem, não posso falar sobre o momento da morte deles, os telejornais e etc, pois eu não acompanhei como fui/fomos obrigados a acompanhar "o adeus de michael jackson". A priori parece tosco, até pra mim, mas ele não morreu no auge, e veja só como são as notícias, ele foi o rei do pop [seja lá o que queira dizer isso], mas também foi o pedófilo do começo do século [ao lado dos muitos padres ao redor do mundo].
Na minha cabeça, Michael Jackson sempre foi aquele mano estranho, com a cara da caveira do laboratório de ciências do colégio em que estudei. E depois de toda essa avalanche de notícias e remembers sobre o cara e etc, eu fiquei pensando que talvez, para preservar sua obra em um pedestal magnífico [como aparentemente parece ser, não sei, nunca ouvi um álbum inteiro], se o avião levando-o do Brasil de volta aos zistadozunidos em 1996 tivesse caído e aquele monte de borracha em seu rosto queimado com o resto do corpo, antes de se tornar o cara que chegou no céu e perguntou "aonde está o menino jesus?" e etc.
Se o cara tivesse morrido antes de ser tão exposto [e se expor] como pedófilo, frágil, drogado, medicado, dependente, doente, peter pan e etc, talvez sua obra reinasse com mais luz e dignidade.

ps: peço atenção especial a foto que postarei em alguns instantes em meu flog www.fotolog.com/bielcoiso

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A insônia me convence que o fim está próximo.

Então acabou o jogo, o corintias ganhou, meu pai foi buscar minha irmã, fiquei conversando com minha mãe, eles chegaram, conversamos mais e me deitei pouco depois da uma da manhã. (Logo que deitei, ouvi duas vozes descendo a rua e gritando chupa porcada, dando vozes às minhas alegrias daquela noite). O relógio marcava 1:12, fiquei pensando um pouco na minha vida, o ácido e grotesco rio de lava mental em que tenho a feito nadar e etc, coisas como, passar dias questionando questões questionáveis de diversas naturezas híbridas (como diz meu pai, 'procurar pelo em ovo'). E lembrei do meu vô (pensei bastante nele ontem, um senhor no ônibus parecia-se com ele, no modo de contar histórias), será que ele questionou-se tanto quanto eu antes de morrer? E todos os que morrem? E os questionamentos e sentimentos e tudo, pra onde vão? E o pecado? E tudo...
Hoje cedo meu cachorro estava molengão, tremia e ficou um tempão deitado em minha perna, pensamentos duramente realísticos [ácidos como a lava acima] já me fizeram sentir-me mal. Ele melhorou [até tentou me morder o desgramado]. Mas ainda estou pensando (...) talvez por estar em São Paulo, como sempre, sem a mínima vontade de passar pelo portão, mas com saudade das coisas belas e grandiosas que cá criei e cultivei e etc.
Enfim, dialogando com o Pedro, pois o que disse combina com o que eu pensava, a curta insônia da noite [dormi antes das 2] fez-me crer que talvez criar coragem e pôr o pé na rua pode ainda ser prazeroso [embora eu não tenha mais a disposição dos quinze aninhos, já tomados como tão distantes]. Que o fim, está próximo, e talvez seja hora de voltar a dar aquele sazon pra esta vida.
E vai corintias!

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terça-feira, 16 de junho de 2009

não vale a pena ler

E ai que estou sozinho em casa faz alguns dias, ela já começa a ficar com a minha cara [o que não quer dizer uma bagunça generalizada, apenas]. Tenho ficado entre os livros e as obrigações acadêmicas, pouco a pouco sendo concluídas, e o violão no sofá. A criatividade me corrói. Tenho escrito e criado muito, em quantidade, acho que nem tanto em qualidade. O que me preocupa.
Em dias como o de ontem, quando conclui três músicas e disse "tão boas", eu vou dormir tranquilo, mas fico pensando, sinceramente, aonde isso irá me levar.
(...)
Vim para a lan house pensando nisso, e com um texto encucado, mas devo dizer, que me lembrar de uma outra música minha agora fez-me desconcentrar totalmente. E apenas coloco no ar estes pedaços de carne mal escritos por sinceridade.

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segunda-feira, 15 de junho de 2009

A magia do teatro.

Então fui para Garça, prestigiar a tal "festa da cerejeira", que anunciava, no cartaz, um show do teatro mágico, sábado, as 20 horas. Passei o dia naquela agradável cidade, a festa é grandiosa e bem bonita, o local em que é realizada é realmente bonito, tem um lago e um gramado muito bonito. Jardins bonitos também. Muitas barraquinhas para se consumir desde culinária típica japonesa até chinelos de quarto [tradicionais chinelos estofados de vovô, comprei um, inclusive].
Por volta das 19:30, foi informado que o show do teatro mágico seria apenas as 22:30. Fui até a rodoviária, troquei a passagem para o último ônibus da noite, a meia noite e dez, e voltei para ver o show. Enfim, sai do lugar bonito, e lotado, em que ocorria o evento as 23:30 em ponto, cheguei na rodoviária da cidade as 23:50, de onde pude ouvir o animador do evento [sem graça, como bom animador, ou que já estava estragado pela situação e não via graça] anunciar o início do show.
Fiquei pensando: será que a magia do teatro está em se esconder por trás do blush? em se esconder no backstage e ignorar quem lhe chama pelo nome? Será que a magia do teatro está em, nos seus primórdios, cantar "respeitável público" e hoje soar como "desperespeitamos público"?
Fiquei bem chateado, e ao chegar em casa, quase 2 da manhã, bradei "Ana morreu afogada no mar, E o camarada d´água se foi pelo ralo do espetáculo".

Ps: enquanto aguardava o início do show que não presenciei, passava no telão do evento uma propaganda de um político de Bauru, na qual o senhor José Serra aparecia como pessoa de confiança falando sobre tal político bauruense. Afinal, a corrida presidencial já começou, e, mesmo que unilateralmente, está em todos os lugares não é mesmo?

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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Faxina

Acho que o princípio sumário desta brincadeira toda é a solidão. Por vezes repugnante, por vezes desejosa. Hoje a tarde eu fiz a faxina em casa, sob os olhares dos cartazes de 'disciplina é liberdade", pensei que, talvez, o sentimento de descontentamento com o ambiente sujo e bagunçado pudesse ser suprimido/reprimido com uma faxinazinha. Eu estava certo, mas não acho que isso seja disciplina, muito menos liberdade.
É que acontece que ontem eu estava lavando a louça e um prato rachou-se, como que por milagre, em minha mão. Mais a noite, uma jarra partiu-se ao cair no chão, e fiz o suco no copo de liquidificador. Hoje cedo fui tomar suco, e o copo do liquidificador que se partiu no chão, no mesmo momento, atirei, raivosamente, o porta-cebolas e o pote de margarina. Destruição, bombas de hiroshima para as formigas e traças da cozinha. Alguma coisa estava errada, sempre tem algo errado; e a tarde, após varrer e passar pano [e tudo] vi que um caco de vidro resistira atrás do pé do fogão.
É amigos, sempre tem um que fica jogado atrás do fogão, talvez no canto quentinho, talvez no canto sujo. E ai, a faxina veio com tudo, como a água correndo por baixo da porta do banheiro, e me fez lembrar de uma frase de uma música do Rodox: "tudo é loucura pra quem não tem atitude". Por fim, a frase fez-se sentido, e a faxina foi uma atitude.
(...)

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terça-feira, 9 de junho de 2009

Deboche, Náusea e Esculacho.

Lendo, por aqui, meus amigos com quem gosto de conversar, algumas vezes já tive a sensação de que estabelecemos diálogos em postagens, além dos comentários, e talvez como extensão de nossas conversas do presente ou contatos tão próximos do/no passado. Algumas vezes somos diretos em nossos diálogos [julgo que minha amizade com o Pedro começou em um assim, no Natal do ano passado].
Ir descalço? Tirar um sarro? Um debochezinho? [diria eu] já contei a anedota dos descalços no shopping? Em 2004/2005, anos em que me engracei com o movimento punk de São Paulo, frequentava no orkut a comunidade do "terrorismo poético" (vale a pena que pesquisem sobre isso), e ai começou-se a se formar em São Paulo o grupo "gelatina verde", com o intuito de fazer ações de "terrorismo poético". O grupo não saiu das páginas do orkut, as 30 pessoas que naquela comunidade bolaram uma ação, não a realizaram. A ação era "os descalços no shopping". O plano era ir em um dos shoppings mais 'chiques' de São Paulo, o higienópolis, descalços, entrariamos, em massa, e por aqueles lustrados corredores desfilariamos nossos pés nus. Seria interessante. Eu desisti de ir por que no dia anterior do que haviamos combinado, por orkut, o 'rolê', eu fui no show do Pearl Jam, e não queria sair de casa.
Náusea? Deslocamento? Ânsia? Bem, meu colégio era tão bacana, ótimos professores, coisas muito bem aprendidas e apreendidas lá, sentimentos criados [presentes até hoje de forma não compreendida], ideologias nascidas lá (até o começo da compreensão do que é 'ideologia'). Enfim, mas eu não fazia parte de lá. [diria eu] já lhes contei a anedota de que durante o intervalo eu dormia no fundo da sala? E as minhas roupas, e a minha postura, as minhas músicas, e as minhas redações, provas e etc, foram, muitas vezes, indicativo de uma diferença tão diferente e, lá, para alguns, repugnante. Mas foi gostoso. E importante para ser este nauseado que hoje divide um apartamento/apertamento
{Por fim} Esculacho? Nada disso é esculacho, nunca foi. Até por que, no colégio certa vez correu um boato de que eu fumava maconha, entre os alunos, não chegou até o alto escalão [professores, coordenadores e etc]. Foi na oitava série e no primeiro colegial, fui tão recriminado [e discriminado] por tantos colegas, que acreditei que ninguém daquela turma jamais usaria nenhum tipo de entorp´s. Até que, enfim, cheguei à esta faculdade, aonde sofri certas atitudes discriminatórias, talvez de "leve estranhamento" seja melhor, por, justamente, não fumar a marvada. Aonde mora a honestidade dos deboches, meus amigos?
Juntando tudo: o meu deboche, a minha náusea e o meu esculacho [bem como o dos meus amigos] são tão variantes e variáveis de acordo com lugar, pessoas e etc, que eu me perdi no texto e não consigo dialogar com eles. Não agora.
Quando vocês estiverem por aqui, poderíamos nos juntar em casa, tomar um goró e discutir isso, como fazemos/faziamos/fizemos frequentemente. Não é?
Enfim...

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

reencontrando-me

(pois foi na última sexta feira, deitei para dormir cedo, cheio de e das notícias do avião que caiu, as circunstâncias fizeram-me levantar da cama, levar a máquina de escrever para a sala e lá alcançar um breve momento epifânico; se isso existir, claro. Em um breve diálogo).
Disse o Lorde de Si Mesmo ao Rei das Escolhas Erradas:
-bem que o tempo poderia ser mais generoso comigo e com a minha vida no geral.
-jovem lorde - disse o rei (que já foi taxado de "egoístico") - o tempo e a vida são só teus, e quem os comanda, é apenas você. Claro, você e suas relações, seus bosques, seus incendios e etc.
O Lorde, que embora fosse de Si Mesmo, compreendeu o que disse o Rei, mas porsabedoria de outrem, pediu que fosse dito mais.
-Preste atenção caro Lorde, de Si Mesmo. Hoje sou rei, mas já fui príncipe, e conheci a hierarquia real, dos fatos. E digo-lhe, que teus questionamentos, revelam a mim que seráso substituto ideal para meu errôneo reino.
(...)

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