sexta-feira, 29 de maio de 2009

Fim de novela.

Voltei para São Paulo, de novo após quinze dias. Novamente, cantarolando mentalmente eu não queria ir, por mim eu ficaria, como ocorre quando venho para cá por forçosas questões de obrigação, como a da vez, que era acabar de tirar os dentes do ciso antes que estes novamente causassem outra "inflamação generalizada na boca". Os dois dentes foram extraídos em 25 minutos, a boca ainda dói, mas muito menos do que da outra vez [ou da outra doeu mais por ser novidade].
Bem, o dentista confirmou a minha hipótese de que realmente a extração dos outros dois dentes, quinze dias atrás, fez com que abri-se espaços entre os dentes que merecem existir em minha boca. Alívio foi a palavra que usei para definir essa sensação aos mais próximos. E, realmente, para consolidar o fim da novela, devo dizer que não foi uma extração cheia de sangue, anestesias e dores [pelo menos não até o momento]. Mas sim, tratou-se de algo aliviante, após tantas adiações provocadas pelo tempo.
ps ao anônimo (caso ainda entre aqui): a notícia da greve atrapalhou os seus/meus/nossos planos, não pude ir, então ao seu encontro. Mas estou curioso por suas respostas. Prometo adesivos valorosos como cachaça.

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Adeus a um amigo.

...meu grande amigo se foi. Não mais a sua companhia constante cotidiana, não mais a sua face tranquila me encarando enquanto leio, escrevo, desenho, toco violão e etc. Não mais suas cores, seus sabores, seus aromas. Suas notas e acordes agora não fazem mais sentido, e aquilo que era compartilhar a alegria de estarmos juntos, tomando um café e cantando, aos berros, aquela canção, se tornará um som entoado por minhas cordas vocais em tom de homenagem, póstuma homenagem. A um bom amigo, que nunca me abandonou, nunca me deu as costas, nunca me negou nada.
Gláucio, sentirei saudades.
Ouçam a canção em homenagem a ele: http://www.myspace.com/bielcoiso


terça-feira, 26 de maio de 2009

4 linhas.

Se vamos,
Não queremos,
Se podemos,
Nós ficamos.

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sábado, 23 de maio de 2009

Perspectivas Introspectivas

[cá estou eu novamente pensando em coisas das quais não conheço].
Então discutimos nossas 'perspectivas profissionais'. "No ano de 2004 havia apenas 1% de desempregados na nossa área", "nossa, que beleza, não passarei fome".
E em meio a isso, e muito mais, eu, sentado em uma daquelas cadeiras verdes, lá no fundo daquele anfiteatro, pensando apenas que ainda não sei o que fazer, e que aquelas velhas idéias, da época do colegial, permanecem, um pouco repaginadas, em minha ventosa cabeça.
E por conclusão, após entregar a coordenação da mesa de palestra ao palestrante irônico, pensei que, além [e talvez aquém] de quaisquer leis de mercado, existem aqui as minhas perspectivas introspectivas, e que a única vez em que conversei com qualquer um dos convidados que falaram sobre as perspectivas profissionais da área, foi para dialogar sobre algo que não tem nada a ver com isso: a minha perspectiva, talvez a mais introspectiva delas.

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

O sentido da vida?

[antes de ler, advirto: deixe totalmente aberta as suas particularidades/subjetividades para dar o seu sentido, a sua interpretação ao que lerá].
Estava vindo de volta para o interior, lá pelas tantas, na estrada, o ônibus parou ao lado de um caminhão que carregava algo que não identifiquei de pronto o que era, após olhar detalhadamente, vi que se tratava de um caminhão cheio de pele de boi/touro/vaca, sim, pele, tanto a parte interna quanto a parte externa eram visiveis. Milhões de moscas sobrevoavam o caminhão.
Ao sair de uma cidade em que o ônibus faz parada, notei um pasto à minha direita, o ônibus passava em baixa velocidade, e pude notar que tal pasto estava dividido em diversos quadrados, fechados por uma cerca de arame farpado. Em cada quadrado, alguns bois/touros/vacas. Em um quadrado específico, um boi/touro espremiasse entre duas 'cordas' de arame farpado para comer a grama do outro lado da cerca.
A primeira coisa que pensei após o fatídico episódio: "sentido da vida?".

Ps: a coisa de que menos sei falar é corporativismo, o faço só pra tirar um sarro mesmo.

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domingo, 17 de maio de 2009

Corporativismo Familiar

Minha irmã é diabética, e recentemente, no carnaval, a família inteira viajou, passei a maior parte dos dias socado na casa alugada, e, numa das poucas oportunidades em que resolvi sair com eles, fomos atrás de sorvete, na única sorveteria da cidade que vende os tais sorvetes diet´s. Quando chegamos lá, não tinha. Em uma decisão um pouco concensual [não sei escrever isso], ninguém tomaria sorvete. Bem como não tomamos, e eu fiz uma chacota com minha irmã [em represália a todas as chacotas por parte dela que engoli calado naquele fim de semana]. Fui duramente reprimido, por mãe, avó e tia.
Ocorre que ontem eu tirei os dentes do ciso, os dois do lado esquerdo [pipoquei de tirar os 4 de uma vez], cheguei em casa tonto, com a boca doendo, sangrando, eu não conseguia engolir sequer a própria saliva, e quando o conseguia era aquele gosto horrível de sangue. Fiquei atirado no sofá, assistindo algum jogo de futebol europeu enquanto sentia o cheiro do almoço deles sendo preparado. Antes de se sentarem à mesa, subi e fiquei largado no chão do quarto, com um saco de gelo na bochecha.
Algum tempo depois, desci para tentar tomar um iogurte e minha mãe disse: "filho, a feijoada nem esta gostosa sabia?". Minha resposta foi simples e direta: "eu só queria lembrar que eu não tomei sorvete no carnaval". Ela ficou brava.
A questão é a seguinte: a quem serve o corporativismo familiar? por que alguns merecem respeito e silêncio em certas ocasiões e outros não? Pois, se dizem que a primeira sociedade a que estamos submetidos é o estado familiar (acho que é o Rousseau quem disse), imagine o que não pode sair de um estado que propõe um peso e duas medidas em termos de chacotas, desrespeitos, repreensões e etc.
Ela não escolheu ter diabetes, bem como eu não escolhi tirar os dentes do ciso. Por que chacota-la é desrespeito e chacotar-me 'faz parte'?

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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Gravei 5 canções...

[meio que conclusão da postagem do dia 21/04].
No feriado de tiradentes eu queria ter gravado 5 canções, mas gravei só uma. Hoje, de uma vez, assim, meio que "milagrosamente", gravei as 4 que faltou gravar naquele feriado e mais uma que foi terminada neste meio tempo.
Ainda estou nos momentos posteriores à gravação, nos quais ainda acho as canções belas, as melodias bem feitas, as letras bem cantadas e as músicas, num todo, bem bacanas. Creio que daqui há algumas horas estarei as odiando e as colocando no cesto do lixo das canções putrefatamente feitas por mim [aonde moram 90% das músicas que já gravei].
Mas, falando como se eu realmente gostasse das que gravei hoje, são: "Viajando Incógnito", "Pessoas", "Que bom que você veio", "Gelo", "Hora de dormir" e "Lick my Lips". Se a ruindade da gravação permitir entender as letras, elas estão nessa ordem propositalmente.
Se alguém aqui se arriscar a ouvir as seis na ordem, me diz o que entender? Obrigado.
É isso, tá no tramavirtual e to pondo no myspace.

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http://www.tramavirtual.com.br/coiso

ps: sem conflitos por hoje, por favor senhor coiso.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Polly

Polly quer um biscoito
Acho que vou arrancar dela primeiro
Acho que ela quer água
Para apagar a chama
Não sou eu?
Tenho que sentar para ela deixar eu cortar
Suas asas sujas
Deixe-me dar uma volta
Corte-se
Eu quero ajuda
Vou me divertir
Tenho um pouco de esperança
Você foi avisada
Eu te prometi
Tenho que ser verdadeiro
Deixe-me dar uma volta
Corte-se
Ela quer ajuda
Vou me divertir
Polly quer um biscoito
Talvez ela queira comer mais
Ela pediu para que a solte
Uma caçada seria legal
Polly disse
Diz que suas costas doem
Ela está tão chateada quanto eu
Ela me pegou desprevenido
Isso me surpreende
O instinto de sobrevivência

Acho que eu poderia colocar aqui qualquer música da Legião ou do Nirvana que fale sobre abuso, estupro, desumanidades e etc. Qualquer canção daquelas que ouço desde os 12 anos, e que, aparentemente até agora, não entendi o real significado.
(Não consigo pensar em nada além do óbvio 'se eu pudesse eu voltaria atrás e faria diferente').

'in bloom': Ele é o cara que gosta, De todas as nossas músicas bonitinhas, E ele gosta de cantarolar junto, E ele gosta de atirar com sua arma, Mas ele não entende o que significa, Não entende o que significa, E eu digo Yeah!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Notas em meio a podridão

-Meu corpo não para de esquentar, escorrer e me fazer tremer.
-Me recordei que no dia 21/04 fez 10 anos que vi o Coringão num estádio pela primeira vez.
-Um documentário novo sobre o Kurt me pôs a pensá-lo novamente.
-Quinze dias socado, inflamado e infeccionado em São Paulo .
-Livros deixados no interior, pois seria apenas um 'bate e volta'.
-Leite, Iorgute, Sopa, Mamão e só. Não estou reclamando, até agradeço, só queria registrar.
-A dor nos dentes faz pensar que não sei o que ser/sou/serei/faço.
-É tortuoso não poder comer a comida da minha mãe.
-Espero que o Pedro não se mate morando sozinho quinze dias (pensei agora).
-Tô sem ânimo até para tocar violão.
-Troquei a descrição do blog.
-Penso demais em terminologias humanas que não me dizem respeito (rangem os dentes).
-Pelo menos o dentista é cem por cento.
-Vai corintias...

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sábado, 9 de maio de 2009

Corporativismo

Não entendo muito do real sentido desta palavra, acho que minha compreensão dela advém mesmo de tirinhas da Mafalda, quando, por exemplo, ela descobre que todos os amiguinhos, inclusive ela, estão com gripe, e diz: "de que nos serve o corporativismo agora?". Será com esta concepção de corporativismo que lidarei aqui.
Por que há o coletivo, e dentro deste coletivo há um que sugere algo que julga ser melhor ao coletivo, justamente, algo como "saiamos, façamos a revolução!" [como bem bradou aqui meu amigo Pedro].
Sinto-me tomado, injuriado, mal tratado, destruído e entregue as raízes mais profundas de toda e qualquer ação corporativista: meus 4 dentes do ciso resolveram expor-se ao mundo no mesmo momento.

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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Observação Adulto

Quando cheguei a santa casa estava vazia, não esperei nem cinco minutos para ser atendido. Em um minuto de consulta não me foi dito o 'nome' da doença, apenas que tomaria um coquetel de anti térmicos, anti dores de cabeça, anti dores no corpo, anti tudo na veia. Após uma meia hora esperando, a agulha com um tubinho foi injetada em meu braço, cochilei, acordei sem dor e, quando percebi já havia acabado o líquido da bisnaga [o tal coquetel].
A sala em que eu estava se chamava "observação adulto", pensei 'bem, não precisarei chamar ninguém, eles estão me observando'. Engano. Ninguém me atendia, mesmo chamando os médicos e enfermeiros pelos nomes nos crachás, ninguém me olhava [será que a camiseta da "pavilhão 9" causou tal repulsa?]. Ninguém poderia me liberar, apenas a médica que me atendeu e que agora estava em outro setor.
A santa casa já estava cheia, já eram onze horas da manhã, fiquei vinte minutos tomando a medicação e mais de uma hora esperando para ser 'liberado'. Quando na verdade o que me angustiou foi estar lá, ocupando aquela poltrona enquanto a fila crescia e as crianças choravam.

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terça-feira, 5 de maio de 2009

Anonimidades

Tardiamente comento o anônimo comentário aqui deixado alguns dias atrás (creio que já faça uma semana). Não é a primeira vezque sou subitamente pego de surpresa poralgo sem assinatura. O sistema virtual permite isto, e eu, no meu blog, poderia proibir, mas não quero, pois, assumo, gosto de certas anonimidades e consequentes curiosidades.
Fico curioso, e penso ah, é alguém que não tem blog e queria comentar. Mas desta vez pensei hum, esta pessoa pode até ter blog. E ao "marcar um encontro', que vi apenas depois do horário "combinado", fiquei pensando nesta coisa, que não me é nova, do mundo concreto cotidiano e do mundo de dentro do monitor, quando um une o outro. (até por que, somos os mesmo, ou deveríamos ser, frente a um monitor ou a outro humano).
Por fim, fiquei me perguntando quem será que foi o anônimo da vez (interrogação) Qual será a resposta que ele ou ela detinha para me mostrar (interrogação) No fim das contas (e da curiosidade queme engoliu), apenas saudo alguém que marcou um encontro dando como referência estar usando uma camisa do corintias. Aqui é corintias, campeão mais uma vez, e mais uma vez sai na rua com bandeira e disposição para pular e cantar. Da-le da-le da-le da-le da-le coringão! E da-le coringão!

Ps: a viagem foi bem boa.
Ps1: é inverno ou horizontes de outono (interrogação).