sábado, 18 de abril de 2009

De volta a São Paulo...

Vim pra cá de madrugada, em um ônibus frio, com pessoas roncando e milhares de palitos de dente mentais cutucando as minhas idéias e me impedindo de dormir. Viagem de ônibus é sempre momento de ir pensando em algo, enquanto as luzes dos carros que vem no sentido contrário dão a única claridade dentro do ônibus. Mas, devo dizer, como se fosse velho já, que eram bons os tempos em que eu viajava pensando em "como será que funciona este aparelho de mp3?", ou "vou puxar assunto com a pessoa que está ao meu lado" (e ai eu passava toda a viagem imaginando o que eu poderia falar com aquela pessoa, apenas observando-a).
Fato é que cheguei de novo em São Paulo, desci na marginal do tio et, senti aquele cheiro gostoso de lembranças de que, até pouco tempo atrás, aquele cheiro era coisa de "todo dia". E enfim, minha mãe esta fazendo o almoço, alguma delicia gastronômica dela, e eu não vejo por que ficar bem aqui nos próximos 4 dias. Não há como criar uma sensação de bem estar, quando passou-se mais de cinco horas num ônibus com vontade de gritar e quando se passará mais de 4 dias querendo dizer algo sem poder, se quer, ser ouvido.

É só um dia então como outro dia qualquer, em que você não é ninguém especial pra ninguém.

Ps: os palmeirenses indo para o estádio começam a soltar seus fogos de artifício, o que me deixa mais nervoso ainda.

Um comentário:

Iris disse...

comentário 1: no ônibus eu me pergunto "como NÃO funfa esse mp3?"

comentário 2: pelo menos vc pode andar nesses 4 dias. eu não. to com a perna engessada.

comentário 3: grita aí vai, quem sabe alguém te escuta.

comentário 4: não precisa mais se preocupar com os palmeirenses [aqui também inclui a observação: bom jogo amanhã/hoje]

beijos gabriel, bom fer-irado traiçoeiro