terça-feira, 24 de março de 2009

Fui para Bauru

Dai eu vi aqui na internet que o dance of days iria tocar em Bauru, cidade relativamente perto daqui, uns cem quilometros mais ou menos. Agitei um ou outro pra ir comigo. O pedro aceitou, queria visitar um amigo que estuda e mora por lá, arrumamos carona e fomos. Sexta feira, la pelas duas da tarde desembarcamos em Bauru, cidade da minha gloriosa e amada avó. Conhecemos o centro da cidade enquanto procurávamos por ingressos para ver a banda que eu adoro e ele não conhecia. Cidade bonita, grande; o centro me lembrou, por vezes, o velho centro velho de São Paulo, região do Paissandu que conheço tão bem.
Ingressos na mão e tudo, saimos sabado a noite, por volta das dez para ver o show, em uma casa pequena, próxima do centro. encontramos a banda na porta, conversamos com todos eles, discutimos com o segurança, entramos. Ele ficou olhando, e eu me esbaldei com a música a "energia" e tudo mais.
Sabe, o ano de 2008, de tantas mudanças, acabou faz um tempo já, mas eu, tão ranzinza [e julgo que com razão] ainda não havia o superado, e consegui faze-lo neste fim de semana. Jogando pra fora coisa ruim que me impregnava há tanto tempo; me libertando de besteiras feitas há pouco tempo; aos berros, que so eu entendi, pedi desculpas a pessoas que não mereciam as chagas que acabei por lhes pregar.
Não gosto da cultura de que temos que mudar sempre. Sabe, aquela frase tão dita, com sentido de machismo ainda de que mulher quando quer mudança corta o cabelo. Não gosto desta idéia de você errou tem que parar e mudar. Mas realmente espero que alguma coisa mude neste ano novo coisiano.

3 comentários:

Mi disse...

Dance of Days faz parte da minha história. Hoje em dia ouço muito pouco... talvez porque eu mudei demais, ou talvez porque eles também mudaram demais... Mas a "história não tem fim"... eles fazem parte de mim.

iris disse...

talvez quando vc percebe q as coisas mudaram, querendo ou não, se encoraje a abrir mão de coisas que não importam mais.
minha ideia de auto-ano novo inclui deixar as coisas do jeito que eu quero pelo resto do ano (que eu nunca sei exatamente qnd vai acabar).
acrescentaria aqui uma reflexão sobre o sentimento feminino por cabelos, citando um dos meus conceitos de amigos (amigo de verdade é aquele que segura seu cabelo pra vomitar).

Fabiana Sanches Grecco Romanus disse...

eu não sei se é machista ou não mas, sinceramente, mudei o cabelo e mudou a vida. Não que o cabelo tenha mudado a vida, mas, a rotina ele mudou. Já não gasto mais um tempo para cuida-lo e ao caminhar pela passarela não preciso mais me contorcer para segurar a bolsa o livro e os cabelos. Penso que se a rotina mudou a vida desembestou a mudar. Que bom que se livrou daquele tempo remoto (ano passado). Foi um exercicio quase que paranormal, mas, eu também consegui. Pedi desculpas e perdoei a mim mesma, e no fim de dezembro, com o vento no rosto pense: "Buenos Aires, carrega contigo minhas dores...". E naquele lugar tudo voltou a ter sentido e de volta a este me sinto mais leve...