quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Notas de viagem no carnaval

-"Faz-me lembrar daquele verso criado na viagem a Ouro Preto com o colégio em 2004: qualquer lado que eu olho, só vejo pasto e gado, seja dentrou ou seja fora, dest ônibus malvado". Dia 1 10:10.
-"Fodeu, ouve-se música do/no celular. Fodeu". Dia 1 11:07.
-"This is the safes place you found" Dia 1 11:28.
-"Quem é o Jordão dos Campos?" Dia 1 11:57.
-"'um sonho a mais', 'ponto de vista'. É, é pra cá que vem os idiotas ricos que querem viver em filmes europeus e fotos de embalagens de queijo. Estou chocado". Dia 1 12:12.
-"Em parte é/pode ser em razão de imitar 'técnicas corporais'/comportamentais que vejo desde criança, mas não posso deixar de dizer que é curioso pensar que, esse meu lado 'estourado', é, na verdade, meu sague estourado. Mas eu sei que não é sangue". Dia 2 10:37.
-"Márcia, tudo tem limite". Dia 2 16:21.
-"Caralho, música do/no celular de novo. Enfia ele no cú e vê se sai música pela orelha!". Dia 2 21:31.
-"Vontade pura concentrada de me sufocar, me enforcar com/no papel higienico perfumado deste banheiro (restaurante pejorativamente sem definições)". Dia 2 22:02.
-"Não vou mais tentar fingir ser forte e sorrir quando nada mais me satisfaz (pela noite anterior)". Dia 3 11:58.
-"Eu tenho uma porção de coisas grandes pra conquistar e eu não posso ficar aqui parado". Dia 3 14:02.
-"Quem apagou a luz da sala fui eu". Dia 3 23:57.
-"Você dá 500 esporros por dia para a criança aprender a respeitar os outros, mas quando ela acorda alguém aos berros, todo sentimento de insanidade (e desrespeito) dela, explodem, ela se delicia e e vê que, desrespeitar os outros, é mais saboroso e divertido do que respeitar. Enfia a moral no cú". Dia 4 10:39.
-"A sensação é d falta de gravidade, ausência de atração à terra; a sensação é de liberdade, apesar das cordas e ganchos, e da dor do encontro ao chão, o que faz parte e tem seu sabor". Dia 4 13:00.
-"Sabe do que a gente vai brincar amanhã? De parar de brincar de comercial de calça. Ecoa em minha cabeça". Dia 4 13:22.
-"Rancho Iris. Rancho Iris". Dia 5 18:07.
-"O lugar, a cidade, são até legais, o que estraga, fode mesmo, é o clima e todas as coisas, a mistica criada com a cidade. Realmente, o que fode é o clima criado a partir da mistica". Dia 5 18:18.
-"Caminhando pela vida eu vou. Ao lado do tal rancho". Dia 6 10:10.
-"Te darei 1000 vestido, se você me der 100 calcinha. Parachoque de caminhão na dutra. Fim de viagem". Dia 6 12:52.

Caderninho e caneta sempre no bolso, pra aguentar...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Txa txa..txi bum txi bum bum bum

[pequena ressalva: embora em minha linguagem cotidiana use muitos, muitos palavrões, aqui no blog não gosto de escreve-los; perdão, hoje estou cotidiano].
Nunca gostei dessa merda de carnaval. Na época da escola eu gostava por que não tinha aula cinco dias seguidos e eu ia pra casa dos meus avôs e ficava o dia inteiro na rua, e depois a noite toda em casa, vendo filme com eles ou jogando baralho com minha vó.
Essa porra cresceu, e o carnaval me tirou do sério dessa vez por representar um retorno às férias. Caralho, que merda, to vendo que hoje vou escrever de novo a citação da carta do kurt, to me sentindo muito naquela linha. Droga.
Hoje é aniversário da Tuca, eu estava em casa a tarde, com uma colher [me preparando pra cortar os pulsos com ela] quando a Tuca me ligou e chamou prum rolê, fui na hora, e fui de chinelo mesmo. Tomamos cafés na padaria, fumamos cigarros, bebemos menta com soda na casa dela; que beleza. A Tuca cresceu.
E o carnaval? Quero que exploda caralho! Eu queria ter seguido no interior, com as ferrenhas discussões do Pet, os livros ao meu redor, as noites de cachaça, leitura e escrita; as tardes de café e composições novas no violão. Caralho, caralho! Eu cresci, não quero feriado, eu quero estudar!
Caralho!

http://www.myspace.com/bielcoiso

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

não gosto dessa merda

Escrevi um longo texto sentado no paço municipal da prefeitura hoje, estou com raiva, pura e simplesmente. Queria digitar aqui todo o texto, mas estou sem saco agora.
A questão é a seguinte: qual a diferença entre um maço de cigarros e um celular?
Cheguei na assistencia tecnica la pra ver o problema do celular nao mandar mensagens, após dez minutos num balcão, o atendente me colocou pra falar com o serviço de atendimento por telefone, após quinze minutos de ligação o rapaz disse "hum, procure uma assistencia tecnica ou loja da vivo", "eu já estou em uma loja da vivo". Quem vende celulares, oferece serviçoes, no meu caso, os serviços oferecidos [e pelos quais eu pago!] não estão sendo cumpridos; quando se compra um maço de cigarros, este te promete um certo sabor que você procura [e deve gostar], lhe promete tirar alguns minutos [ou anos] de sua vida e ele tem mal funcionamento quando, justamente, não lhe causa nenhum dano.
Fiquei em pé parado na porta da loja após a meia hora deixada lá dentro, acendi um cigarro e soprava a fumaça para dentro, atitude impensada, espontânea "senhor, não é permitido fumar aqui", "se aqui é permitido resolver problemas no meu celular, e vocês não resolvem, por que deixarei de fazer o não permitido?".
A diferença entre um maço de cigarros e um celular é o tempo que levam para queimar.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

As férias acabaram antes, ou eu as acabei antes, ou elas não começaram, do jeito como fui arrancado da cama, os pensamentos e sentimentos que me permeiam a quase dois meses e tudo o que tem me pegado pelos calcanhares; realmente, férias não é algo em que eu consegui pensar ou pelo menos me considerar. No duro, férias da vida iam bem sabe? Se lembra daquele desejo mais adolescente de dormir e so acordar um tempo depois. Enfim.
O tempo tem andado estranho. Esta noite começou uma festa dos alunos ingressantes em um curso que foi suspenso [ou seja, são 'ingressantes de porra nenhuma'], a festa começou la pelas sete, e, e pelo menos ate a hora em que sai de casa, não havia acabado, e eu sei que o barulho so vai acabar quando eles entrarem nas férias deles, daqui a muitos meses. Preciso partir daquele bairro. Logo!
E ai, bem, passei a noite lendo coisas antigas e escrevendo coisas que em breve serão velhas. E ai achei, no meio das minhas bagunças, um poster do Nirvana, que contém, na contracapa, uma tradução da carta de suicidio do Kurt, e duas frases se destacaram e me tocaram a ponto de eu repeti-las em voz alta.
Eu devo ser um desses narcisistas que só dão valor às coisas quando elas se vão (...) por que você simplesmente não aproveita? Eu não sei!
O problema é quando bate saudade e você realmente não pode mata-las; pode apenas lembrar-se. Merda. Por que você simplesmente não aproveita?